Grupo Chavantes diz que retenção de recursos causou falta de pagamento a funcionários do HMUT em Taubaté

Grupo Chavantes diz que retenção de recursos causou falta de pagamento a funcionários do HMUT em Taubaté. Os iniciaram uma paralisação no local por falta de pagamento na manhã desta quarta-feira (08/07). O Grupo Chavantes atribui o ato à insegurança financeira provocada pela retenção de recursos do contrato de gestão do Hospital Municipal Universitário de Taubaté. A Prefeitura de Taubaté ainda não se manifestou especificamente sobre a paralisação. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP

O que o Grupo Chavantes disse sobre a paralisação no HMUT?

O Grupo Chavantes informou que a paralisação de profissionais do HMUT decorre diretamente da insegurança financeira provocada pela retenção de recursos que, segundo a entidade, deveriam ser destinados ao custeio da unidade. A organização cita despesas como folha de pagamento, encargos, fornecedores, medicamentos e insumos hospitalares.

Na manifestação enviada ao Vale 360 News, a entidade afirma que o repasse mensal previsto para a gestão do HMUT é superior a R$ 9 milhões e que a folha de pagamento dos profissionais representa cerca de R$ 3 milhões. Segundo o Grupo Chavantes, até o momento, houve depósito de apenas R$ 1 milhão.

A entidade afirma que a retenção de parte dos recursos impacta diretamente a capacidade de cumprir obrigações essenciais dentro dos prazos previstos. O Grupo Chavantes também diz respeitar a manifestação dos profissionais e reconhece a preocupação das equipes diante do cenário de incerteza.

Qual é a versão da Chavantes sobre a decisão judicial?

O Grupo Chavantes contesta a interpretação de que a decisão judicial determinava depósito imediato de valores pela Prefeitura. Segundo a entidade, a decisão exigia que o município informasse, no prazo de 15 dias, se havia valores a serem repassados ao Grupo Chavantes no contrato de gestão.

A organização afirma que, antes de qualquer manifestação da entidade ou notificação da Prefeitura à Chavantes, o município realizou depósito judicial de aproximadamente R$ 4,7 milhões. A nota diz que o pagamento ocorreu em poucas horas, às 18h03, após o expediente bancário, e que o valor estava vinculado ao repasse do HMUT.

Para a Chavantes, a medida comprometeu o fluxo financeiro necessário para a operação hospitalar. A entidade também afirma que, após manifestação no processo judicial e despacho presencial com o juízo, a decisão relacionada ao bloqueio foi revista de forma imediata. Segundo a organização, os valores em questão são recursos públicos vinculados ao custeio de serviço essencial de saúde.

O que a Prefeitura havia dito antes da paralisação?

Na terça-feira (07/07), antes da manifestação sobre a paralisação desta quarta-feira, a Prefeitura de Taubaté informou que recebeu decisão do Poder Judiciário do Estado de São Paulo para que parte dos valores a serem repassados à Organização Social Chavantes fosse paga diretamente em conta judicial vinculada a processo movido pela Integral Nutri, empresa de alimentação hospitalar, contra a Chavantes.

Na nota oficial, a Prefeitura declarou que a decisão judicial determinou o depósito de R$ 4.792.045,20 em conta judicial, como forma de assegurar a quitação de valores devidos pela Chavantes à Integral Nutri.

A administração municipal afirmou que cumpriu a decisão recebida e que realizou o pagamento conforme determinação da Justiça. A Prefeitura também declarou estar em dia com suas obrigações financeiras referentes à gestão do HMUT.

Até a publicação desta atualização, no entanto, a Prefeitura não havia enviado manifestação específica sobre a paralisação dos profissionais do hospital na manhã desta quarta-feira.

A Chavantes diz que atrasou salários?

Não. Na manifestação, o Grupo Chavantes afirma que não deixou de priorizar os profissionais e que nunca atrasou salário. A entidade atribui o problema atual à indisponibilidade de recursos que deveriam ser aplicados no funcionamento regular do hospital.

A organização também afirma que fez contato com o Sinsaúde e se colocou à disposição para prestar esclarecimentos. O sindicato representa trabalhadores da saúde e tem acompanhado a situação dos profissionais ligados à gestão do HMUT.

O ponto central da nova manifestação é a disputa sobre a origem do problema financeiro. A Prefeitura afirma que cumpriu decisão judicial e que está em dia com obrigações financeiras. A Chavantes sustenta que o depósito judicial retirou recursos do custeio hospitalar e afetou a capacidade de cumprir compromissos essenciais.

Por que o caso preocupa pacientes e trabalhadores?

O HMUT é uma das principais unidades da rede pública de saúde de Taubaté. O hospital atende demandas de urgência, internação, maternidade, pediatria e serviços especializados. Por isso, qualquer conflito que envolva pagamento de profissionais, fornecedores, medicamentos e insumos pode afetar diretamente a segurança assistencial.

O Vale 360 News acompanha o histórico recente da unidade. Em maio, o portal publicou que uma sindicância no HMUT por violência obstétrica seria aberta pelo Grupo Chavantes após denúncias. Em fevereiro, a Prefeitura informou que o HMUT dobrou cirurgias, ampliou exames e chegou a 190 leitos de internação.

O hospital também passou por entregas estruturais recentes. O portal noticiou a inauguração da UTI pediátrica no HMUT de Taubaté, além de episódios que reforçaram a cobrança por fiscalização e transparência na gestão.

Qual é o contexto do contrato entre Prefeitura e Chavantes?

A Prefeitura de Taubaté informou, em nota oficial anterior, que decidiu não renovar o atual contrato de gestão do HMUT, com encerramento em 31 de julho. A administração municipal citou julgamentos do TCE-SP que consideraram irregular o contrato de gestão firmado em julho de 2024 e o chamamento público, além de parecer da Procuradoria-Geral do Município.

A Prefeitura também afirma que possui ação judicial contra a Santa Casa de Misericórdia de Chavantes, com determinação para manutenção integral dos serviços e vedação de interrupção de atendimentos ou suspensão de pagamentos relacionados à gestão do hospital.

A menos de um mês do fim do contrato, a crise ganha peso maior. A cidade precisa de transição administrativa segura, pagamento de trabalhadores, continuidade de fornecedores, estoque de insumos e garantia de atendimento aos pacientes.

O que ainda falta esclarecer?

Ainda falta esclarecer se todos os profissionais foram atingidos ou se há grupos específicos sem pagamento, quais setores aderiram à paralisação, qual foi o impacto nos atendimentos desta quarta-feira e qual será o prazo para regularização dos valores citados pela Chavantes.

Também falta manifestação da Prefeitura de Taubaté sobre a paralisação em si. A nota municipal disponível trata da decisão judicial, do depósito de R$ 4.792.045,20 e do contrato de gestão do hospital, mas não responde ao ato realizado pelos funcionários nesta quarta-feira.

O Grupo Chavantes afirma que seguirá com medidas administrativas e judiciais para garantir a liberação dos valores, a regularização das obrigações e a continuidade segura da assistência à população.

O Vale 360 News mantém espaço aberto para manifestação da Prefeitura de Taubaté, do Sinsaúde, dos profissionais e dos demais envolvidos.

Grupo Chavantes
Foto: Google Maps

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Perguntas frequentes sobre funcionários do HMUT fazem paralisação em Taubaté

Por que funcionários do HMUT fazem paralisação em Taubaté?

A paralisação ocorre por falta de pagamento, segundo as informações iniciais. O Grupo Chavantes atribui o problema à retenção de recursos do contrato de gestão.

O que o Grupo Chavantes disse sobre o repasse ao HMUT?

A entidade afirma que o repasse mensal previsto supera R$ 9 milhões, que a folha representa cerca de R$ 3 milhões e que apenas R$ 1 milhão foi depositado até o momento.

Qual valor a Prefeitura depositou em juízo?

A Prefeitura informou, em nota anterior, que depositou R$ 4.792.045,20 em conta judicial vinculada a processo movido pela Integral Nutri contra a Chavantes.

A Prefeitura comentou a paralisação desta quarta-feira?

Até a publicação desta atualização, a Prefeitura de Taubaté não havia enviado manifestação específica sobre a paralisação dos funcionários do HMUT.

A Chavantes afirma que atrasou salários?

Não. O Grupo Chavantes afirma que nunca atrasou salário e que a crise atual decorre da indisponibilidade de recursos destinados ao custeio hospitalar.

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Jesse Nascimento
Jesse Nascimento

Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.