Prefeito de Taubaté nega pedido de propina e diz que Chavantes não presta bom serviço no HMUT

Prefeito de Taubaté, Sérgio Victor (Novo), criticou o Grupo Chavantes, gestora do HMUT, negou pedido de propina e defendeu a decisão de não renovar o contrato do Hospital Municipal Universitário de Taubaté em vídeo publicado nas redes sociais nesta quarta-feira (08/07), no mesmo dia em que funcionários da unidade fizeram paralisação por salários. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP

O que Sérgio Victor disse sobre o Grupo Chavantes?

Sérgio Victor fez uma fala dura contra o Grupo Chavantes, organização responsável pela gestão do Hospital Municipal Universitário de Taubaté. No vídeo, o prefeito rebateu acusações que classificou como falsas e afirmou que a Prefeitura decidiu enfrentar problemas na administração do hospital.

“Não tem pedido de propina. O que tem é coragem para enfrentar uma entidade que não presta serviço adequadamente aqui no município de Taubaté.”

O prefeito citou problemas de limpeza, piolho de pombo, falta de pagamento a fornecedores, metas não cumpridas no plano de trabalho, tratamento inadequado a pacientes e falta de ferramentas para que os funcionários atuem com qualidade. As afirmações são do chefe do Executivo e fazem parte da disputa pública entre a administração municipal e a gestora do hospital.

A fala ocorre após uma sequência de episódios envolvendo o HMUT. Mais cedo, o Vale 360 News mostrou que funcionários do HMUT fizeram paralisação por falta de pagamento. Depois, os trabalhadores encerraram o ato após o depósito dos salários.

Por que a Prefeitura não quer renovar o contrato do HMUT?

No vídeo, Sérgio Victor afirmou que a gestão municipal teve problemas com a Chavantes ao longo de um ano e meio de mandato. Ele também citou decisão do Tribunal de Contas sobre a contratação da entidade e disse que a Prefeitura optou por seguir por outro caminho.

“A cidade merece mais, os funcionários merecem mais e obviamente os nossos pacientes.”

O contrato atual com a Chavantes termina em 31 de julho. A Prefeitura já havia informado que decidiu não renovar a gestão do HMUT com base em julgamentos do TCE-SP e parecer da Procuradoria-Geral do Município.

A crise ganhou novo capítulo com a discussão sobre repasses, depósito judicial e pagamento de salários. O Grupo Chavantes atribuiu a falta de pagamento à retenção de recursos do contrato de gestão.

A Prefeitura, por sua vez, afirmou que não há pendências financeiras referentes ao repasse mensal de julho e que parte do valor foi destinada a conta judicial por decisão da Justiça.

O que o prefeito disse sobre as denúncias?

Sérgio Victor afirmou que, após a decisão de não renovar o contrato, surgiram ataques contra a administração municipal. Ele atribuiu parte dessas críticas à Chavantes, a vereadores de oposição e a páginas de internet.

“É uma decisão justa, uma decisão dentro da lei e é um dever moral com os taubateanos buscar incansavelmente uma entidade que cuide melhor dos funcionários e dos pacientes.”

O prefeito também disse que não vai recuar diante de ameaças, processos ou notícias falsas. Em outro trecho, afirmou:

“Eu não vou me curvar, não tenho medo de ameaça.”

O conteúdo do vídeo reforça o tom político e administrativo da crise no HMUT. De um lado, a Prefeitura sustenta que cumpriu suas obrigações financeiras e que a troca de gestão é necessária.

De outro, o Grupo Chavantes afirma que a retenção de valores afetou o fluxo financeiro e a capacidade de honrar compromissos no prazo.

O que Sérgio Victor disse aos funcionários do HMUT?

Sérgio Victor também falou diretamente aos funcionários que ficaram sem receber por alguns dias. O prefeito afirmou que a Prefeitura fez o repasse em dia e atribuiu o bloqueio parcial a dívidas da entidade com fornecedores.

Na versão apresentada pelo prefeito, a Prefeitura cumpriu sua parte e a crise salarial teve relação com a retenção judicial de parte do repasse destinado à gestora. A fala reforça o mesmo argumento da nota oficial enviada pela Prefeitura, que informa pagamento do restante dos valores previstos para julho diretamente à Organização Social.

O Vale 360 News publicou a versão da gestora na matéria Grupo Chavantes diz que retenção de recursos causou falta de pagamento a funcionários do HMUT em Taubaté. A entidade afirmou que a folha salarial representa cerca de R$ 3 milhões e que o repasse mensal previsto supera R$ 9 milhões.

Os salários foram pagos após a paralisação?

Funcionários informaram que a paralisação desta quarta-feira começou às 7h e terminou por volta das 11h, após o depósito dos salários de julho. Eles disseram que setores como enfermagem, laboratório, cozinha, Central de Material e Esterilização e áreas administrativas participaram do ato.

Os trabalhadores também afirmaram que os atendimentos aos pacientes não foram interrompidos, pois houve revezamento das equipes. O Vale 360 News publicou a atualização com o fim do ato na matéria Funcionários do HMUT encerram paralisação após depósito de salários.

O atraso colocou em evidência a disputa entre Prefeitura e Chavantes às vésperas do fim do contrato. O principal ponto para pacientes e funcionários passa a ser a garantia de continuidade dos serviços, o pagamento regular da folha e a transição para nova gestão.

Qual é o histórico recente do HMUT?

O HMUT teve avanços estruturais e também crises públicas nos últimos meses. O próprio prefeito citou aumento de leitos, reformas, UTI pediátrica, UTI neonatal e ambulatórios em parceria com a Unitau.

Em fevereiro, o Vale 360 News publicou que o HMUT dobrou cirurgias, ampliou exames e chegou a 190 leitos de internação. O portal também registrou a inauguração da UTI pediátrica no HMUT de Taubaté.

Ao mesmo tempo, a unidade foi alvo de denúncias, apurações e cobranças. O portal noticiou que uma sindicância no HMUT por violência obstétrica seria aberta após relatos de possíveis falhas no atendimento da maternidade.

O que falta esclarecer no caso do HMUT?

Ainda falta esclarecer qual será a entidade escolhida para assumir o HMUT após 31 de julho, como será a transição, quais garantias serão dadas aos funcionários e como a Prefeitura pretende evitar novos impactos na folha salarial e nos fornecedores.

Também falta saber se o Grupo Chavantes vai responder diretamente ao vídeo de Sérgio Victor. Até esta matéria, a manifestação mais recente da entidade enviada ao portal tratava da retenção de recursos e da paralisação dos funcionários.

Ao encerrar a fala, o prefeito reforçou que pretende mudar contratos e melhorar os serviços públicos. Ele afirmou:

“Taubaté merece respeito, Taubaté merece dignidade, Taubaté merece fornecedores de qualidade.”

O Vale 360 News mantém espaço aberto para manifestação do Grupo Chavantes e dos demais envolvidos.

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Perguntas frequentes sobre Sérgio Victor critica Grupo Chavantes

O que Sérgio Victor disse sobre o Grupo Chavantes?

O prefeito disse que a entidade não presta serviço adequadamente em Taubaté e defendeu a decisão de não renovar o contrato do HMUT.

Sérgio Victor negou pedido de propina?

Sim. No vídeo, o prefeito afirmou: “Não tem pedido de propina”. Ele também disse que há coragem para enfrentar a entidade.

Por que a Prefeitura não vai renovar o contrato do HMUT?

A Prefeitura afirma que a decisão tem base em problemas na gestão, julgamentos do TCE-SP e parecer da Procuradoria-Geral do Município.

O que aconteceu com os funcionários do HMUT?

Funcionários fizeram paralisação por salários na manhã de 08 de julho e encerraram o ato após o depósito dos valores.

O Grupo Chavantes já respondeu ao vídeo do prefeito?

Até esta matéria, a manifestação mais recente da entidade tratava da retenção de recursos e da paralisação dos funcionários.

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Jesse Nascimento
Jesse Nascimento

Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.