Mãe e filho são encontrados mortos em condomínio em Taubaté. A mulher teria matado o filho e depois tirado a vida

Uma mãe de 48 anos e o filho dela, de 15, foram encontrados mortos dentro de uma casa em um condomínio no bairro Bonfim, em Taubaté, por volta das 12h50 desta segunda-feira (13/07). O pai do adolescente localizou os corpos no pavimento superior do imóvel e pediu socorro. O Samu constatou as duas mortes, enquanto a Polícia Militar isolou a residência para o trabalho da perícia. O boletim registra o caso como homicídio e suicídio, mas a Polícia Civil ainda aguarda os laudos para confirmar a dinâmica e a causa de cada óbito. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP

Como mãe e filho são encontrados mortos em condomínio em Taubaté?

O pai do adolescente informou à Polícia Civil que havia deixado o filho na portaria do condomínio por volta das 21h de domingo (12/07), após buscá-lo em uma festa de aniversário na Vila São José.

Ele não viu a mãe do jovem naquele momento. O casal havia iniciado um processo de separação na sexta-feira anterior, e o homem já não permanecia na residência.

Por volta das 11h desta segunda-feira, o pai enviou uma mensagem de “bom dia” ao adolescente. O conteúdo não chegou ao celular, fato que causou estranheza porque os dois mantinham contato frequente.

O homem encerrou o expediente por volta do meio-dia e seguiu até o condomínio. O relato apresentado à polícia aponta chegada perto das 12h50. As câmeras do residencial registraram a entrada dele às 12h57.

Ao entrar na casa, o pai encontrou a porta destrancada. Ele subiu ao segundo pavimento e localizou os corpos da mulher e do adolescente.

Após a descoberta, o homem começou a pedir ajuda. Moradores acionaram os serviços de emergência, e o Samu confirmou as mortes.

O que a perícia encontrou dentro da residência?

A Polícia Militar preservou o imóvel até a chegada da Polícia Civil e da Polícia Científica. Os peritos examinaram os cômodos e recolheram objetos considerados importantes para a apuração.

Duas facas foram apreendidas. A equipe também recolheu três celulares: dois vinculados à mãe e um relacionado ao adolescente.

Os aparelhos podem conter mensagens, ligações, pesquisas, arquivos e informações capazes de auxiliar na reconstrução das últimas horas das vítimas.

Os investigadores deverão solicitar autorização judicial para o acesso ao conteúdo, caso os dispositivos possuam bloqueios ou dados protegidos.

As facas também devem passar por exames. A perícia pode analisar vestígios biológicos, impressões e características compatíveis com as lesões encontradas.

Quais lesões foram identificadas no adolescente?

A análise inicial apontou duas lesões perfurocortantes no adolescente, uma no tórax e outra no pescoço.

A perícia estimou, de forma preliminar, que a morte pode ter ocorrido durante a madrugada. A confirmação dependerá do exame necroscópico e de outros elementos coletados no imóvel.

O boletim não detalha a causa da morte da mãe. Essa informação também deve constar no laudo do Instituto Médico Legal.

Como a Polícia Civil registrou as mortes de mãe e filho?

A ocorrência foi registrada como homicídio, previsto no artigo 121 do Código Penal, e suicídio consumado.

Na qualificação inicial do boletim, o adolescente aparece como vítima e teria sido morto pela própria mãe, que  consta como “autor/vítima”, o que revela a hipótese adotada pela polícia no primeiro registro.

Essa classificação não representa a conclusão definitiva do inquérito. A Polícia Civil ainda precisa confrontar os laudos, os vestígios, as imagens do condomínio, os celulares e os depoimentos.

Até a conclusão desse trabalho, a forma correta de apresentar o caso é informar que mãe e filho são as duas vítimas fatais e que a polícia apura a hipótese descrita no boletim.

O Vale 360 News também acompanhou um caso de tentativa de homicídio contra uma criança em Taubaté. As duas ocorrências não possuem relação.

O que os moradores relataram sobre a noite anterior?

Moradores disseram aos policiais que não ouviram gritos, discussões ou ruídos incomuns na residência.

A síndica afirmou que não entrou no imóvel e não presenciou os fatos. Ela tomou conhecimento das mortes após o chamado de uma moradora e encontrou várias pessoas reunidas perto da casa.

As câmeras do condomínio registraram o momento em que o pai deixou o adolescente na portaria na noite anterior. O sistema também gravou a entrada do homem na tarde desta segunda-feira.

As imagens podem ajudar a polícia a verificar se outra pessoa entrou ou saiu do condomínio durante o período sob apuração.

O boletim não informa, nesta primeira edição, a presença de terceiros dentro da casa.

O que o pai informou sobre a separação do casal?

O pai relatou que conviveu com a mulher por cerca de 26 anos. A família residia no condomínio desde dezembro de 2025.

De acordo com o depoimento, o relacionamento enfrentava desgaste e discussões por questões financeiras. O procedimento de separação começou na sexta-feira anterior às mortes.

Após sair da casa, o homem passou a ficar na residência de um amigo. O imóvel do casal seria colocado à venda.

O contexto da separação integra a investigação, mas não permite estabelecer, por si só, a motivação ou a dinâmica do caso.

A Polícia Civil deverá analisar mensagens, documentos e relatos para verificar o que ocorreu entre a noite de domingo e o início da tarde desta segunda-feira.

O que foi relatado sobre a saúde da mãe?

O pai informou à polícia que a mulher recebia acompanhamento médico e usava medicamentos prescritos. Ele disse que ela era portadora de transtorno esquizoafetivo, e fazia uso regular de medicações, dentre elas Risperidona, Rivotril e Lutab.

Ele afirmou que nunca havia presenciado um episódio no qual ela perdesse por completo o controle das próprias ações. Também declarou que ela nunca o agrediu fisicamente.

O homem levantou a possibilidade de interrupção do tratamento após a saída dele da residência. Essa informação representa apenas uma percepção do declarante e ainda não teve confirmação médica.

Um diagnóstico ou tratamento de saúde não explica, de forma isolada, uma ocorrência violenta. A investigação precisa analisar todo o conjunto de provas antes de apresentar qualquer relação causal.

Na cobertura do Vale 360 News, outra ocorrência familiar em São José dos Campos exigiu perícias e análise da Polícia Civil. O episódio não possui ligação com o caso de Taubaté.

Quais provas ainda precisam passar por análise?

Os três celulares podem revelar os últimos contatos entre mãe, filho, familiares e outras pessoas.

A polícia também deverá analisar as imagens de entrada e saída do condomínio, além de buscar gravações que mostrem áreas próximas à residência.

Os laudos das duas facas podem indicar se os objetos possuem relação direta com as mortes.

O Instituto Médico Legal deverá definir a causa de cada óbito e fornecer dados sobre o horário provável das mortes.

O titular da delegacia responsável pela área do Bonfim receberá o procedimento para novas diligências.

Por que os laudos são importantes neste caso?

O registro inicial reúne informações coletadas nas primeiras horas da ocorrência. A cena, os depoimentos e a posição dos objetos orientam a investigação, mas não substituem os exames técnicos.

O laudo necroscópico pode indicar a causa da morte, o tipo de lesão e outras informações médicas relevantes.

A perícia do local analisa manchas, objetos, acessos, posição dos corpos e possíveis sinais de participação de terceiros.

Os exames também ajudam a confirmar ou afastar a hipótese inicial de homicídio seguido de suicídio.

Como buscar ajuda em momentos de crise emocional?

Pessoas que enfrentam sofrimento emocional intenso podem procurar familiares, profissionais de saúde, unidades do SUS ou serviços de emergência.

O Centro de Valorização da Vida oferece apoio gratuito e sigiloso pelo telefone 188, durante 24 horas por dia.

Em situação de risco imediato, o Samu pode ser acionado pelo telefone 192. A Polícia Militar atende pelo 190.

Familiares também devem procurar ajuda quando percebem isolamento extremo, falas sobre morte, despedidas, perda de esperança ou mudanças súbitas de comportamento.

Mãe e filho são encontrados mortos em condomínio em Taubaté
Foto: Vale 360 News

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Perguntas frequentes sobre mãe e filho encontrados mortos em Taubaté

Quem são as vítimas encontradas no condomínio?

As duas vítimas fatais são uma mãe de 48 anos e o filho dela, um adolescente de 15 anos.

Quem encontrou os corpos?

O pai do adolescente encontrou os corpos no pavimento superior da residência e pediu socorro aos moradores.

Como a Polícia Civil registrou o caso?

A ocorrência foi registrada como homicídio e suicídio, mas a conclusão depende dos laudos e das demais diligências.

O que a perícia apreendeu na casa?

A Polícia Científica apreendeu duas facas e três celulares, dos quais dois estavam vinculados à mãe e um ao filho.

Quando as mortes podem ter ocorrido?

A perícia estimou de forma preliminar que a morte do adolescente ocorreu durante a madrugada, mas o horário depende de confirmação pelo IML.

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Jesse Nascimento
Jesse Nascimento

Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.