Um homem investigado no caso Vanessa em Taubaté prestou depoimento à Polícia Civil na noite de quarta-feira (05/08), sob suspeita de ter incendiado o veículo relacionado à morte de Vanessa de Oliveira, de 33 anos. O celular dele foi apreendido, mas o investigado deixou a delegacia porque não havia mandado de prisão contra ele. Além desse homem, a polícia apura a participação de outro suspeito, de uma mulher parente próxima do ex-namorado e do próprio ex, que permanece preso preventivamente. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP
Segundo apuração do Vale 360 News, o homem foi levado à unidade policial para esclarecimentos sobre o incêndio no automóvel. Após o depoimento e a apreensão do aparelho telefônico, ele foi liberado.
A liberação não significa que o homem deixou de ser investigado. A Polícia Civil pode convocá-lo novamente, confrontar o depoimento com outros elementos e solicitar medidas cautelares à Justiça caso encontre indícios que justifiquem novas providências.
Por que o homem investigado no caso Vanessa foi levado à delegacia?
O investigado teria ligação com o incêndio no veículo encontrado perto da área onde o corpo de Vanessa foi localizado, na zona rural de Tremembé. A Polícia Civil tenta esclarecer quem levou o automóvel até o local, quem ateou fogo e se o incêndio teve o objetivo de eliminar provas.
O veículo constitui uma das principais peças da apuração. A perícia pode identificar sinais de acelerantes, impressões, material biológico, objetos metálicos e partes que resistiram ao fogo.
Os investigadores também podem comparar os vestígios com imagens de câmeras, registros de passagem por vias públicas, dados telefônicos e relatos de testemunhas.
A primeira reportagem do portal mostrou que o carro queimado foi encontrado perto do lago onde estava o corpo de Vanessa. Naquele momento, ainda não havia informação sobre quem teria causado o incêndio.
O que a polícia pode encontrar no celular apreendido?
O celular pode auxiliar na reconstrução dos contatos e deslocamentos dos investigados antes e depois do desaparecimento de Vanessa. A análise pode incluir mensagens, ligações, fotografias, vídeos e registros de localização disponíveis no aparelho.
Os dados também podem mostrar contatos entre as pessoas investigadas e indicar horários relevantes para a linha do tempo do crime. O resultado dependerá da perícia e das autorizações previstas para o acesso às informações.
A apreensão do aparelho não comprova participação no homicídio ou no incêndio. O celular precisa passar por análise técnica, e os dados encontrados devem ter relação com os fatos investigados.
O Vale 360 News já havia destacado que a Polícia Civil deveria analisar aparelhos eletrônicos, laudos do corpo e vestígios recolhidos no veículo queimado.
O homem pode ser chamado novamente?
Sim. A Polícia Civil pode convocar o investigado para um novo depoimento caso encontre contradições, novas provas ou informações apresentadas por outras testemunhas.
O conteúdo do celular também pode levar a novas perguntas. Caso a investigação encontre indícios considerados suficientes, a autoridade policial pode pedir busca, quebra de sigilo ou prisão cautelar à Justiça.
Até a publicação desta matéria, não havia confirmação de pedido de prisão contra esse homem.
Quantas pessoas são investigadas pela morte de Vanessa?
As informações obtidas pela reportagem apontam ao menos quatro pessoas sob apuração. O grupo inclui o ex-namorado preso preventivamente, dois outros homens e uma mulher da família do principal investigado.
Um dos homens é o suspeito de ligação com o incêndio no veículo. O papel atribuído ao segundo homem ainda não foi detalhado.
A mulher, parente próxima do ex-namorado, também teria participado de alguma etapa do crime, conforme a linha investigativa. A Polícia Civil ainda precisa definir qual conduta pode ser atribuída a ela.
Não há informação sobre mandados de prisão contra os três investigados que estão em liberdade. A responsabilidade de cada pessoa depende das provas, da conclusão do inquérito e das decisões da Justiça.
Qual seria a participação da mulher investigada?
A apuração indica uma possível participação da mulher, mas não há detalhes públicos sobre o que ela teria feito antes, durante ou depois da morte de Vanessa.
Os investigadores precisam esclarecer se ela teve contato com a vítima, se esteve com o veículo, se auxiliou algum suspeito ou se possui informações relevantes sobre os fatos.
O parentesco com o ex-namorado não comprova envolvimento. A eventual responsabilização depende de atos concretos e de provas reunidas pela Polícia Civil.
Por que o ex-namorado de Vanessa permanece preso?
O ex-namorado foi localizado pela Polícia Militar no Parque Ipanema, em Taubaté, na terça-feira (04/08). Ele tentou fugir pelos telhados de imóveis próximos, mas os policiais efetuaram a captura.
Na primeira abordagem, havia contra ele um mandado relacionado ao não pagamento de pensão alimentícia. Depois, a Justiça decretou a prisão preventiva no inquérito que apura a morte de Vanessa.
A captura do ex-namorado no Parque Ipanema ocorreu durante as diligências do Departamento Estadual de Investigações Criminais de Taubaté.
A prisão preventiva do ex-namorado de Vanessa não representa condenação. A medida permite a permanência dele sob custódia enquanto a polícia reúne laudos, depoimentos e outros elementos.
O caso já foi classificado como feminicídio?
A investigação apura a possibilidade de feminicídio, mas o Vale 360 News ainda não teve acesso a documento que confirme a alteração formal do registro, inicialmente tratado como homicídio.
A definição depende da análise do vínculo entre vítima e investigado, da motivação e das circunstâncias da morte. A existência de um relacionamento anterior não determina, sozinha, a classificação.
Em outro caso sem relação com a morte de Vanessa, a Justiça condenou um homem a 43 anos e seis meses por feminicídio e ocultação de cadáver em Taubaté. Naquele processo, a definição ocorreu após a reunião das provas e o julgamento.
Como Vanessa foi encontrada em Tremembé?
Vanessa de Oliveira desapareceu no dia 28 de julho, após sair de casa em Taubaté. A família procurou hospitais, o Instituto Médico Legal e outros locais antes da localização do corpo.
Ela foi encontrada morta na segunda-feira (03/08), dentro de um lago em uma área de mata de Tremembé. O carro queimado estava nas proximidades.
O local passou por perícia, e o corpo foi encaminhado para exames. Os laudos devem auxiliar na definição da causa da morte, do período provável do crime e da natureza das lesões.
A investigação também precisa esclarecer onde Vanessa morreu, como o corpo chegou ao lago e qual foi a participação de cada pessoa citada no inquérito.
O incêndio no carro pode indicar tentativa de destruir provas?
Essa é uma das hipóteses que a Polícia Civil precisa avaliar. O fogo pode eliminar impressões, material biológico, objetos e outros vestígios, mas partes do veículo ainda podem conservar elementos úteis para a perícia.
Os investigadores também precisam determinar se o carro foi incendiado antes ou depois de o corpo ser levado até a área rural.
A identificação de quem conduziu o automóvel e de quem esteve no local representa uma etapa central da apuração.
Quais pontos ainda precisam ser esclarecidos pela Polícia Civil?
A investigação ainda precisa definir a causa e a dinâmica da morte de Vanessa, o local exato do crime e o motivo do homicídio.
Outro ponto envolve a possível divisão de tarefas. A polícia apura se uma pessoa praticou o crime, se outras transportaram o corpo ou o veículo e se alguém auxiliou na destruição de vestígios.
Os depoimentos dos quatro investigados, a perícia dos celulares, os dados de localização e as imagens de câmeras podem indicar a sequência dos fatos.
O Vale 360 News mantém o pedido de informações à Polícia Civil sobre o homem ouvido, o resultado das diligências e a situação dos demais investigados.
Todos os citados possuem direito à defesa e à presunção de inocência. A condição de investigado não equivale a uma condenação.

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Perguntas frequentes sobre o homem investigado no caso Vanessa em Taubaté
Por que um homem foi ouvido no caso Vanessa?
Ele é investigado por possível participação no incêndio do veículo relacionado à morte de Vanessa de Oliveira.
O homem ficou preso após o depoimento?
Não. Ele foi liberado porque não havia mandado de prisão contra ele e a situação não resultou em flagrante.
O que a polícia apreendeu com o investigado?
A Polícia Civil apreendeu o celular do homem para análise dentro da investigação.
Quantas pessoas são investigadas no caso Vanessa?
As informações obtidas pela reportagem apontam quatro investigados: o ex-namorado, dois outros homens e uma mulher parente próxima do ex.
O ex-namorado de Vanessa continua preso?
Sim. Ele permanece preso preventivamente por decisão da Justiça vinculada à investigação da morte.
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Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.

