Médicos fazem apitaço e protestam por pagamentos de julho no HMUT; Chavantes cobra Prefeitura de Taubaté

Médicos fazem apitaço e protestam por pagamentos de julho no HMUT, em Taubaté, nesta terça-feira (08/09), para cobrar pagamentos por serviços prestados no hospital. O ato ocorre em frente ao Hospital Municipal Universitário e tem apitaço desde a manhã. Os profissionais também usaram nariz de palhaço. O Grupo Chavantes, que administrou a unidade até 31 de julho, afirma que os valores cobrados pelos médicos correspondem a serviços daquele mês e defende que a Prefeitura regularize recursos ligados ao antigo contrato. A administração municipal foi procurada pelo Vale 360 News, mas ainda não havia apresentado resposta até a publicação. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP

A manifestação ocorre pouco mais de um mês após a mudança na administração do HMUT. Desde 1º de agosto, a SPDM responde pela gestão temporária do hospital por meio de contrato emergencial firmado com a Prefeitura.

O novo posicionamento do Grupo Chavantes acrescenta um ponto importante ao caso: embora o protesto ocorra durante a gestão da SPDM, a antiga administradora afirma que os valores reclamados pelos médicos pertencem ao mês de julho, período anterior à troca.

Por que médicos e fisioterapeutas protestam no HMUT?

Os profissionais cobram valores que, segundo os participantes do ato, ainda não foram pagos. Médicos e fisioterapeutas se concentraram em frente à unidade e utilizaram apitos como forma de protesto.

O Grupo Chavantes afirma que, no caso dos médicos, a cobrança se refere a serviços prestados durante julho, último mês da antiga gestão. “Os médicos trabalharam, os serviços foram prestados e os respectivos recursos precisam chegar ao contrato para que as obrigações possam ser quitadas”, declarou a organização.

Até a publicação, não havia informação oficial sobre o valor total pendente, o número exato de profissionais afetados ou o prazo para pagamento.

De quem são os pagamentos cobrados pelos médicos do HMUT?

Segundo o Grupo Chavantes, os valores pertencem ao período em que a entidade ainda administrava o Hospital Municipal Universitário de Taubaté. A organização afirma que o antigo contrato de gestão dependia de recursos públicos repassados pelo Município para o cumprimento das obrigações previstas.

Na avaliação da antiga gestora, uma Organização Social administra recursos vinculados a cada instrumento contratual e não deve transferir verba de outros contratos para cobrir obrigações do HMUT.

A entidade cita a Lei Federal nº 9.637/1998, que trata do modelo das Organizações Sociais, para sustentar que contratos de gestão devem prever atribuições, responsabilidades, obrigações e recursos necessários à execução.

O Grupo Chavantes afirma ainda que existem valores ligados ao encerramento do contrato que permanecem sob análise na prestação de contas.

A organização, contudo, sustenta que há também obrigações que já teriam reconhecimento e formalização por meio de instrumentos firmados com o Município, entre eles termos aditivos.

“É fundamental separar aquilo que está efetivamente em discussão administrativa daquilo que constitui obrigação já formalizada”, afirmou o Grupo Chavantes.

O que o Grupo Chavantes diz sobre a Prefeitura de Taubaté?

A antiga gestora afirma que busca diálogo com a administração municipal para solucionar os valores pendentes.

Segundo o Grupo Chavantes, uma das respostas recebidas teria indicado que a Secretaria Municipal de Saúde não seria responsável pela efetivação desses pagamentos.

“Precisamos saber, então, quem é o responsável”, declarou a entidade. O Grupo Chavantes afirma que tenta estabelecer contato institucional com a Prefeitura e com o prefeito Sérgio Victor para tratar dos recursos relacionados aos serviços prestados pelos profissionais.

A entidade também reforçou críticas feitas durante a transição da gestão do hospital.

Segundo a nota, a organização alertou que a troca rápida da administração, sem uma definição completa sobre obrigações financeiras e trabalhistas, poderia causar problemas para profissionais, fornecedores e trabalhadores ligados ao HMUT.

“Infelizmente, parte desses riscos agora se materializa”, afirmou o Grupo Chavantes.

Como a troca de gestão do HMUT entra no protesto?

O Grupo Chavantes deixou a administração do HMUT em 31 de julho de 2026. No dia seguinte, a SPDM assumiu a unidade por meio de contrato emergencial com a Prefeitura de Taubaté.

O Vale 360 News já mostrou que a SPDM assumiu a gestão temporária do HMUT em 1º de agosto.

A nota divulgada nesta terça estabelece que os pagamentos cobrados pelos médicos pertencem ao mês de julho. Esse detalhe é relevante porque impede que a falta de pagamento seja atribuída de forma automática à atual administradora.

A apuração ainda precisa esclarecer de onde devem sair os recursos, quais obrigações pertencem ao antigo contrato e quais valores já possuem reconhecimento administrativo.

Por que o Grupo Chavantes deixou a gestão do HMUT?

A Prefeitura decidiu não renovar o contrato com o Grupo Chavantes e iniciou processo para definir uma nova organização responsável pelo hospital.

O Vale 360 News mostrou que o município publicou um edital estimado em R$ 11 milhões por mês para a nova gestão do HMUT.

Enquanto o processo definitivo não termina, a SPDM permanece à frente do hospital em caráter emergencial.

A transição marcou o fim de um período de conflitos entre a antiga gestora e a administração municipal sobre recursos, obrigações contratuais e prestação de contas.

O Grupo Chavantes também cita outros trabalhadores?

Sim. A nota afirma que também permanece pendente uma discussão sobre trabalhadores seletistas vinculados à operação anterior.

O Grupo Chavantes defende que essas obrigações recebam tratamento adequado dentro do processo de sub-rogação e transição contratual.

A entidade afirma que o tema já passou por reuniões com órgãos trabalhistas e representação sindical.

A manifestação não apresenta valores específicos relacionados a esses trabalhadores.

O que a antiga gestora diz aos médicos do HMUT?

O Grupo Chavantes declarou solidariedade aos profissionais que participam da manifestação. A entidade afirma que o objetivo da nota não é transformar a discussão contratual em uma disputa política.

“Os profissionais não podem ser transformados na parte mais vulnerável de uma discussão administrativa entre o Poder Público e a antiga gestora”, declarou.

A nota também traz uma defesa direta do pagamento dos serviços. “Eles trabalharam. Atenderam pacientes. Cumpriram suas obrigações. E têm o direito de receber pelos serviços prestados”, afirmou o Grupo Chavantes.

A organização diz que permanece disponível para uma reunião com a Prefeitura, com o prefeito Sérgio Victor e com outros órgãos competentes.

HMUT já teve protesto por falta de pagamento?

Sim. Em julho, ainda sob administração do Grupo Chavantes, funcionários fizeram uma paralisação para cobrar pagamentos. O Vale 360 News mostrou que trabalhadores do HMUT fizeram uma paralisação em 8 de julho.

Na ocasião, profissionais de diferentes áreas participaram da mobilização.

O protesto terminou depois que os valores foram depositados e os trabalhadores encerraram a paralisação.

A manifestação desta terça-feira tem outro recorte. Segundo o Grupo Chavantes, agora a cobrança envolve pagamentos médicos referentes ao mês de julho.

O protesto afeta os atendimentos do HMUT?

Até a publicação desta matéria, não havia confirmação oficial sobre suspensão de consultas, exames, cirurgias ou atendimentos de urgência. O ato ocorre em frente ao hospital. A reportagem aguarda esclarecimentos sobre eventual impacto na rotina interna da unidade.

A informação interessa principalmente a pacientes com procedimentos ou consultas marcados para esta terça-feira.

O que mudou no HMUT após a chegada da SPDM?

Após a troca da gestão, a SPDM assumiu o funcionamento da unidade de forma temporária. Em agosto, o Vale 360 News publicou que cirurgias ortopédicas foram regularizadas após pacientes esperarem até 30 dias por materiais.

A nova administração também assumiu áreas de apoio, fornecimento de materiais, alimentação, manutenção e outros serviços necessários ao funcionamento do hospital.

O protesto atual, segundo a versão do Grupo Chavantes, trata de uma obrigação ligada ao mês anterior à chegada da SPDM.

O que diz a Prefeitura de Taubaté sobre a cobrança?

A Prefeitura de Taubaté foi procurada pelo Vale 360 News para responder às reclamações dos médicos e fisioterapeutas e às afirmações apresentadas pelo Grupo Chavantes.

Até a publicação desta matéria, a administração municipal não havia apresentado manifestação. A reportagem questionou quais valores permanecem pendentes, se existem recursos do antigo contrato que aguardam pagamento e qual setor responde pela liberação das quantias referentes aos serviços prestados em julho.

O espaço permanece aberto para manifestação da Prefeitura de Taubaté.

Médicos fazem apitaço e protestam por pagamentos de julho no HMUT
Médicos e fisioterapeutas protestam em frente ao HMUT por falta de salários. Foto: Jesse Nascimento (Vale 360 News)

ENTRE NO GRUPO DE NOTÍCIAS DE TAUBATÉ

Links recomendados

ENTRE NO GRUPO DE NOTÍCIAS DO VALE DO PARAÍBA

Siga nosso Instagram

Leia também

Jesse Nascimento
Jesse Nascimento

Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.