Motorista é preso após acidente com ônibus em Cruzeiro e que deixou 6 mortos

O motorista do ônibus que caiu em uma ribanceira na SP-52 e deixou seis pessoas mortas em Cruzeiro foi preso em flagrante neste domingo (20/09), segundo o delegado Rubens Melo, responsável pelo caso. A Polícia Civil aponta, nesta fase da investigação, problemas nas condições do veículo e indícios relacionados à velocidade antes da queda. O condutor foi autuado por homicídio culposo na direção de veículo automotor, com causa de aumento de pena relacionada ao exercício profissional do transporte de passageiros. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP

A decisão pelo flagrante veio depois dos primeiros levantamentos sobre o acidente. Segundo o delegado, a polícia identificou um pneu em condição inadequada e problemas que serão analisados na frenagem, além de a velocidade do ônibus no trecho ter entrado na apuração.

O cronotacógrafo — equipamento que registra velocidade, distância e tempo de deslocamento — estava vencido e sem o selo do Inmetro, de acordo com o delegado.

O motorista, por sua vez, deu sua própria versão dos momentos que antecederam a queda. Disse à TV Vanguarda que teve dificuldade para reduzir a velocidade e perdeu o controle antes da curva, negando que o ônibus estivesse em mau estado de conservação.

Por que o motorista do ônibus foi preso em Cruzeiro?

Segundo o delegado Rubens Melo, a prisão em flagrante se baseou nos elementos encontrados nas primeiras horas de investigação — um pneu em condição inadequada, as circunstâncias da frenagem e indícios de que o ônibus trafegava em velocidade incompatível com o trecho antes de sair da pista.

A ocorrência foi enquadrada como homicídio culposo na direção de veículo automotor, quando não há intenção de matar, com a causa de aumento de pena prevista para quem exerce atividade profissional de transporte de passageiros.

A prisão em flagrante é uma medida desta etapa do procedimento, não uma condenação — a responsabilidade criminal ainda depende do avanço da investigação e das decisões do Judiciário.

O que a polícia encontrou no ônibus após o acidente?

As primeiras verificações levantaram questões sobre o estado do veículo: um pneu em condição inadequada, citado pelo delegado entre os elementos que embasaram a prisão, e o cronotacógrafo vencido e sem o selo do Inmetro.

O equipamento registra dados importantes para a fiscalização — velocidade, distância percorrida, tempo de condução — e ganhou relevância porque a investigação tenta reconstruir como o ônibus chegou à curva onde saiu da pista.

O ônibus tinha multas anteriores por mau estado de conservação?

Sim. Uma consulta às autuações do veículo mostra seis registros da Polícia Rodoviária Federal em maio de 2026, entre eles uma multa por condução em mau estado de conservação, além de registros ligados a equipamentos obrigatórios e ao descumprimento de ordens de autoridade.

Esse histórico administrativo, porém, não comprova sozinho a causa do acidente — a Polícia Civil ainda precisa confrontá-lo com a perícia feita depois da queda e as condições reais encontradas no ônibus.

Qual é a versão do motorista sobre o acidente?

Diferente da linha seguida pela polícia, o motorista disse à TV Vanguarda que perdeu o controle depois de tentar reduzir a velocidade pela embreagem — o veículo, segundo ele, acabou ganhando velocidade, e ao chegar à curva não conseguiu frear a tempo de evitar a saída da pista.

Ele negou o mau estado de conservação do ônibus e afirmou desconhecer problemas com a documentação da ANTT e o cronotacógrafo. Sobre as multas anteriores, disse que ocorreram quando outro motorista, descrito por ele como freelancer, conduzia o veículo.

É a versão do condutor — a Polícia Civil ainda precisa confrontá-la com a perícia, a documentação, os vestígios da rodovia e o restante do inquérito.

O teste do bafômetro do motorista apontou consumo de álcool?

Não. O etilômetro deu negativo, informação já divulgada logo após o acidente e reiterada na apuração seguinte. Com esse resultado descartado, a investigação concentra atenção nas condições mecânicas e documentais do ônibus, na velocidade do trecho e na dinâmica da perda de controle.

O cronotacógrafo vencido interfere na investigação?

Sim, é um elemento relevante — o equipamento registra dados usados para verificar o deslocamento de veículos de transporte de passageiros, e o do ônibus estava vencido e sem selo do Inmetro, segundo o delegado.

A investigação ainda vai determinar quais informações podem ser recuperadas e que outros elementos técnicos — marcas no pavimento, posição final do veículo, danos e características do trecho — ajudam a estimar a velocidade do ônibus antes da queda.

O ônibus também estava sem autorização da ANTT?

Sim, esse problema já havia sido identificado antes da prisão do motorista. O Vale 360 News mostrou que o ônibus não tinha autorização da ANTT para o transporte interestadual, segundo a Polícia Militar Rodoviária. O grupo havia saído de Minas Gerais rumo a Aparecida.

Tanto a falta de autorização quanto o cronotacógrafo vencido são questões documentais e administrativas — nenhuma delas, isoladamente, determina a causa da queda.

Quando o motorista passará por audiência de custódia?

Ele será encaminhado à cadeia de Cruzeiro após a formalização da prisão, com audiência de custódia prevista para esta segunda-feira (21). Nela, a Justiça vai analisar a legalidade da prisão e decidir a situação do motorista após o flagrante — o resultado ainda não existe nesta publicação.

Como aconteceu o acidente com o ônibus na SP-52?

O acidente ocorreu na madrugada deste domingo na Rodovia Doutor Avelino Júnior, trecho de serra entre Cruzeiro e a divisa com Minas Gerais, com o ônibus levando romeiros para Aparecida.

O Vale 360 News apurou que a romaria saiu do distrito de Rosário do Rio Grande, na zona rural de Itumirim (MG). Cinco pessoas morreram no local, e uma sexta vítima morreu depois no Pronto-Socorro de Cruzeiro — o balanço atualizado confirmou o total de seis mortes.

Quem são as seis vítimas fatais?

Os nomes ainda não haviam sido divulgados oficialmente até a última atualização. As informações disponíveis identificam as vítimas por idade, sexo e município de origem:

  • homem de 47 anos, natural de Lavras (MG)
  • homem de 74 anos, natural de Itumirim (MG)
  • homem de aproximadamente 50 anos, ainda sem identificação e sem documentos
  • mulher de 63 anos, natural de Itumirim (MG)
  • criança de aproximadamente 10 anos, ainda sem identificação e sem documentos
  • mulher, sem idade informada e ainda sem identificação, que morreu durante atendimento no Pronto-Socorro de Cruzeiro

Cinco mortes foram constatadas no local; a sexta vítima chegou a receber atendimento médico, mas não resistiu.

Motorista é preso após acidente com ônibus em Cruzeiro
Foto: Reprodução

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Jesse Nascimento
Jesse Nascimento

Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.