Homem é morto com tiro após discussão em bar em Boiçucanga, São Sebastião; suspeito é preso em Caraguatatuba

Um homicídio após discussão em bar em Boiçucanga deixou Rafael Novais dos Santos, de 27 anos, morto após um disparo de arma de fogo no tórax, em São Sebastião, no domingo (27/09). Segundo a Polícia Civil, a confusão teria começado dentro de um bar e se estendido para a via pública. Um homem de 38 anos foi localizado depois na rodoviária de Caraguatatuba e preso em flagrante. Com ele, policiais encontraram um revólver calibre .38 com numeração raspada, munições, um celular e um jabuti, conforme o boletim de ocorrência consultado pelo Vale 360 News. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP

O caso foi registrado no 2º Distrito Policial de São Sebastião como homicídio consumado, crime ambiental ligado à fauna silvestre e posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.

A ocorrência ganhou três versões ao longo do domingo. Na primeira, a polícia ainda não sabia o local exato do disparo, a autoria nem a motivação. Horas depois, novas diligências levaram à identificação e à localização do investigado em Caraguatatuba.

Como aconteceu o homicídio após discussão em bar em Boiçucanga?

Segundo o resumo dos fatos na segunda edição do boletim, as informações preliminares indicam que tudo começou dentro do bar, numa discussão entre o investigado e outras pessoas. A confusão depois chegou à rua, e foi nesse contexto que veio o disparo que atingiu Rafael no peito.

A Polícia Civil aponta a Avenida Walkir Vergani, na Praia de Boiçucanga, como local relacionado ao crime. Baleado, Rafael foi socorrido por pessoas que não haviam sido identificadas até a primeira apresentação da ocorrência e deu entrada no Hospital de Boiçucanga com ferimento por arma de fogo na região torácica.

O que os médicos informaram à polícia?

Na primeira etapa, policiais militares foram ao hospital após acionamento do Copom. A equipe médica disse que Rafael havia chegado depois de socorro prestado por populares, mas os funcionários não souberam informar quem o levou, o ponto exato do disparo nem a dinâmica do ataque.

O boletim inicial também não trazia suspeito identificado. Isso mudou com as diligências feitas ao longo do domingo.

Como o suspeito do homicídio foi localizado em Caraguatatuba?

Depois de saber do crime, policiais militares fizeram buscas em São Sebastião e Caraguatatuba, com a informação de que o investigado poderia ter deixado a região de Boiçucanga. As equipes o encontraram na rodoviária de Caraguatatuba, na Avenida Brasília, no bairro Indaiá.

A abordagem terminou em prisão em flagrante. A Polícia Civil identificou um homem de 38 anos e o registro o classifica como indiciado. O termo não representa condenação: a responsabilidade criminal depende da investigação, da análise do Ministério Público e de eventual processo judicial, com direito de defesa.

O que a polícia apreendeu com o investigado?

Segundo o boletim, os policiais encontraram na cintura dele um revólver Taurus calibre .38 com a numeração raspada. O registro menciona ainda várias munições: 49 unidades no campo de projéteis, uma embalagem relacionada a munição .38 e três cartuchos íntegros junto ao revólver. Um celular Motorola também foi apreendido, e a autoridade policial determinou perícia na arma.

Até a emissão do boletim, não havia laudo que comprovasse que o revólver foi usado no homicídio. Essa relação depende da perícia e dos demais elementos da investigação.

Por que havia um jabuti na mochila do suspeito?

Na abordagem na rodoviária, a polícia encontrou um jabuti dentro da mochila atribuída ao investigado. O animal foi apreendido e entregue à Polícia Militar Ambiental, e por isso o boletim incluiu uma ocorrência com base na Lei de Crimes Ambientais, que trata, entre outras situações, da guarda, do transporte ou da manutenção de animais silvestres sem as condições legais. O procedimento ambiental segue de forma própria, conforme as providências da Polícia Militar Ambiental.

A polícia também apreendeu material descrito como ecstasy?

Sim. O boletim registra a apreensão de material classificado como “Ecstasy”, com peso bruto de 4,45 gramas, sob lacre policial. A terceira edição do boletim, emitida às 19h20, serviu justamente para corrigir o número desse lacre. Não há laudo toxicológico definitivo, então a informação deve ficar restrita ao que consta no registro nesta etapa.

A arma apreendida já foi ligada ao homicídio?

Não há essa confirmação. A Polícia Civil vê a apreensão como elemento de interesse, já que o homicídio foi a tiros e o investigado foi achado depois com um revólver de numeração suprimida. Ainda assim, o armamento precisa passar por exame, e qualquer conclusão exige resultado pericial e análise conjunta das demais provas.

Por que a Polícia Civil pediu prisão preventiva?

Além do flagrante, a autoridade policial pediu a decretação da prisão preventiva. O boletim cita como fundamentos a gravidade concreta do fato, a localização do investigado em outro município depois do crime e a apreensão da arma. A polícia também registrou preocupação com uma nova saída dele da região e com a necessidade de assegurar a aplicação da lei penal.

O documento determina apresentação em audiência de custódia. Até a terceira edição do boletim, não constava decisão judicial sobre o pedido.

O investigado já foi policial militar?

O boletim determina que o preso fique separado dos demais em razão de seu “cargo anterior (PM)”, o que indica que ele exerceu função na Polícia Militar. O documento não traz detalhes sobre o período, o motivo de eventual desligamento ou a situação funcional anterior.

O que ainda precisa ser esclarecido sobre o homicídio em Boiçucanga?

A investigação ainda precisa consolidar a dinâmica do crime: o motivo exato da discussão, a sequência dos fatos dentro e fora do bar, quem presenciou o disparo e se há relação entre o revólver apreendido e o homicídio. O celular recolhido também aparece como item de possível interesse.

O caso começou com poucas informações, e a identificação do investigado veio depois das buscas. É um exemplo de como os dados iniciais de uma ocorrência podem mudar com depoimentos, localização de suspeitos e perícias.

Quais outros homicídios recentes foram registrados em São Sebastião?

No boletim analisado, o caso de Boiçucanga não tem relação estabelecida com outros homicídios do município.

Em junho, o Vale 360 News noticiou um homem encontrado morto em um terreno baldio em São Sebastião, caso em que a Polícia Civil também abriu investigação para esclarecer autoria e motivação. O portal também acompanhou um duplo homicídio em um barracão de escola de samba, sem relação indicada com este crime.

Em fevereiro, publicou sobre um adolescente morto após disparos ao fim de um show. Em 2025, acompanhou o caso do professor Jucimar de Jesus Barreto, encontrado morto após investigação da Polícia Civil.

bar em Boiçucanga
Delegacia de Boiçucanga. Foto: Marcos Fonseca | PMSS

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Jesse Nascimento
Jesse Nascimento

Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.