Homem é morto com tiro ao fechar portão em Lorena. A vítima é Fernando Camilo de Souza, de 41 anos, alvejado por um disparo de arma de fogo quando fechava o portão de casa, na Avenida Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, na Vila Brito, na noite de domingo (27/09). A Polícia Civil registrou o crime como homicídio consumado de autoria desconhecida. Até a emissão do boletim, na madrugada desta segunda-feira (28/09), nenhum suspeito havia sido identificado e a motivação era desconhecida, conforme o documento consultado pelo Vale 360 News. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP
O crime aconteceu por volta das 23h19. Segundo o boletim, a namorada de Fernando estava com ele pouco antes do disparo e é a única testemunha presencial localizada pela polícia.
A perícia encontrou, em análise preliminar, um ferimento de arma de fogo no lado direito do rosto. O corpo seguiu para o Instituto Médico Legal (IML), onde passaria por exames necroscópico e toxicológico.
Como ocorreu o homicídio na Vila Brito em Lorena?
Pelo registro policial, Fernando e a namorada estavam numa adega que pertenceria ao irmão dele e decidiram voltar para casa, na Vila Brito. Ela ia de moto, e ele a pé, ao lado. Na chegada, ela entregou as chaves para que ele abrisse o portão da garagem.
Depois que a moto entrou, Fernando ficou junto ao portão de correr para fechá-lo. Foi nesse momento que veio o disparo.
A testemunha contou à Polícia Militar que ouviu um estampido parecido com um tiro, mas não viu a ação: estava de costas, guardando a moto na garagem.
O que a testemunha viu após ouvir o disparo?
Logo depois do barulho, ela olhou por uma fresta do portão e viu Fernando caído dentro da garagem, com sangue. O boletim registra que ela ficou em desespero e não conseguiu dar outros detalhes do ataque.
Ela também disse que não ouviu carro ou moto se afastando e não viu o autor, ou possíveis autores. Por isso, o registro inicial não traz descrição de suspeitos, roupas, veículos ou direção de fuga.
O que a polícia sabe sobre a motivação do crime?
Até o fim da primeira versão do boletim, nada havia sido esclarecido. A testemunha não soube apontar rixa, ameaça ou inimizade que explicasse o homicídio, e a autoria consta no documento como “a esclarecer”.
Sem suspeito identificado, tudo depende de diligências, depoimentos, perícias e de outros elementos que o inquérito puder reunir. O boletim também não liga antecedentes atribuídos à vítima à causa do crime — por isso, não dá para atribuir motivação com base apenas no histórico policial.
Câmeras de uma escola podem ajudar na investigação?
Um detalhe registrado pelos policiais pode pesar na apuração: há uma escola municipal em frente à casa, e o boletim aponta a possibilidade de o local ter câmeras de vigilância. O documento não confirma se existem imagens do momento do crime nem se algum equipamento captou pessoas ou veículos próximos.
Se houver registros úteis, eles podem ajudar a reconstruir a movimentação antes e depois do tiro — algo especialmente importante num caso em que a única testemunha não viu o autor. O boletim, porém, não informa se algum vídeo já foi recolhido.
O que a perícia encontrou na casa?
A autoridade policial e a equipe de plantão foram ao endereço após a comunicação do homicídio. A Polícia Técnico-Científica também foi acionada, e um perito e um fotógrafo fizeram os procedimentos previstos.
A avaliação preliminar apontou ferimento por arma de fogo no lado direito da face. O celular de Fernando e um cartão bancário em nome dele foram apreendidos e ficam preservados para eventual análise, mas o boletim não diz se o aparelho já passou por perícia nem se tem informações ligadas ao crime.
Há outros homicídios recentes noticiados em Lorena?
Este é um caso independente, e o boletim não aponta ligação com outros crimes na cidade.
Em junho, o Vale 360 News noticiou o caso de um entregador morto a tiros após um pedido feito por WhatsApp, quando a Polícia Civil apurou se o chamado teria servido para atrair a vítima. No dia seguinte, um jovem foi morto a tiros ao sair de uma danceteria, e outro homem ficou ferido.

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Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.


