Mulher é investigada por tentativa de sequestro de criança em escola de Jacareí

Uma mulher é investigada por tentativa de sequestro de criança em escola de Jacareí. De acordo com boletim de ocorrência registrado pela família, a suspeita teria abordado a criança na tarde de 16 de outubro, oferecido chocolate e dito que iria buscá-la quando estivesse sozinha. A avó paterna chegou ao local durante a situação e retirou o neto. A Polícia Civil registrou inicialmente o caso como tentativa de sequestro e cárcere privado. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP

O caso aconteceu na Escola Municipal Professor Silvio Silveira Melo Filho, localizada no Jardim Santa Maria. O boletim foi registrado pelo pai da criança cinco dias depois, em 21 de outubro. Por se tratar de uma vítima de 6 anos, o Vale 360 News preserva a identidade do menino e não publica dados pessoais presentes no documento policial.

O registro também não apresenta sobrenome, documento ou profissão confirmada da mulher apontada como suspeita. Por isso, a reportagem não divulga sua identificação.

Avó teria interrompido abordagem da criança

De acordo com o relato do pai à Polícia Civil, a avó paterna foi até a escola na sexta-feira (16/10) para buscar o neto. No local, ela teria encontrado uma mulher que prestava serviços de forma eventual ou voluntária em uma atividade da instituição.

O BO relata que essa mulher teria se dirigido ao menino e solicitado informações relacionadas a telefone.

Ainda conforme a versão registrada pelo pai, a suspeita teria combinado de buscar a criança dentro da própria sala de aula e pedido para que o menino não contasse a situação aos responsáveis.

O registro policial atribui à mulher a afirmação de que iria “pegá-lo” quando ele estivesse sozinho. O pai também relatou que a mulher teria oferecido chocolate à criança.

A avó chegou durante a situação, interveio e retirou o menino. É importante destacar que essa dinâmica consta como relato apresentado pelo responsável à Polícia Civil e ainda depende da apuração do caso.

Suspeita teria procurado professora após intervenção da avó

O boletim apresenta outro episódio ocorrido logo depois. Segundo o relato registrado, a mulher procurou uma professora e deixou um número de telefone.

Ela teria afirmado que o pai da criança havia solicitado que o contato fosse entregue ao menino. O responsável negou essa versão no registro policial.

A situação passou a ser comunicada formalmente dentro da unidade escolar. Na segunda-feira seguinte, 19 de outubro, a direção tomou conhecimento do caso e consultou imagens do circuito interno de segurança.

De acordo com o BO, as gravações registraram a mulher próxima da criança. O documento, no entanto, não detalha se o sistema possuía áudio nem afirma que as imagens confirmem todas as frases atribuídas à suspeita no relato familiar.

Escola comunicou o caso à Secretaria de Educação

Após a análise das imagens, a direção informou a ocorrência à Secretaria de Educação, de acordo com o boletim. O registro policial afirma ainda que a mulher realizava serviços eventuais ou voluntários em um evento da instituição.

Ela não faria parte do corpo docente fixo da escola.

Essa diferença é relevante porque o BO não identifica a investigada como professora, funcionária efetiva da rede municipal ou integrante permanente da equipe da unidade.

A investigação deverá esclarecer em quais circunstâncias ela teve acesso ao ambiente escolar e qual atividade desempenhava naquele dia.

Polícia registrou o caso como tentativa de sequestro e cárcere privado

A ocorrência recebeu no registro inicial a natureza de tentativa de sequestro e cárcere privado, prevista no artigo 148 do Código Penal. Essa classificação representa o enquadramento adotado no momento do boletim e não significa condenação da pessoa investigada.

Não houve flagrante.

A Polícia Civil ainda deverá colher depoimentos, analisar as imagens e verificar as circunstâncias da abordagem. A mulher aparece no boletim como autora conhecida apenas nesta fase inicial do registro.

A eventual responsabilização criminal depende do avanço das apurações e das decisões posteriores das autoridades competentes.

DDM indicou encaminhamento para outra unidade policial

O boletim foi inicialmente formalizado na Delegacia de Defesa da Mulher de Jacareí. Ao final do documento, a própria DDM registra que a ocorrência não se enquadra nas situações de violência doméstica ou familiar de gênero que fazem parte de sua competência.

Por esse motivo, o expediente deverá seguir para o Distrito Policial responsável pela área ou para eventual unidade especializada competente. O documento termina com indicação de apreciação pelo delegado titular.

Não consta no boletim analisado uma conclusão definitiva da investigação nem informação sobre prisão.

Câmeras da escola passam a ter importância na investigação

O fato de a direção ter consultado o circuito interno pode oferecer elementos importantes para a Polícia Civil. As gravações podem ajudar a estabelecer horários, movimentação da mulher, aproximação da criança e presença de testemunhas.

Em junho de 2025, o Vale 360 News mostrou que Jacareí aprovou a instalação de câmeras em 81 escolas, creches municipais e unidades conveniadas.

A medida teve como justificativa ampliar a segurança, prevenir episódios de violência e permitir o uso formal das imagens em investigações policiais, processos administrativos ou judiciais.

O novo caso reforça a relevância dos registros de vídeo para esclarecer situações ocorridas dentro ou no entorno das escolas.

O que diz a Prefeitura?

Em nota, a Prefeitura de Jacareí, por meio da Secretaria de Educação, informou que uma pessoa não pertencente ao quadro de servidores e funcionários do município, fixo ou eventual, se apresentou na tarde de sexta-feira (16) na EMEF Prof Sílvio Silveira Mello Filho e abordou a avó de um estudante, se oferecendo para levar a criança para a casa dela quando necessário.

A mulher não é conhecida da família e o episódio foi presenciado pela professora do aluno. Em função do comportamento suspeito, a família do estudante registrou um boletim de ocorrência nesta quarta-feira (21). O caso também é apurado pela Secretaria de Educação desde o conhecimento dos fatos.

“De qualquer forma, o município reforça que atua com protocolo para que os estudantes sejam entregues pelos professores somente aos responsáveis que tenham sido autorizados por escrito pela família junto à secretaria escolar”, diz a nota.

“Nenhuma criança deixou ou poderia deixar a escola sem este responsável autorizado. O protocolo é adotado de forma obrigatória em toda a rede municipal, com o objetivo de garantir a segurança das crianças. Por fim, acrescenta que está à disposição da família e da Polícia Civil para colaborar com as investigações.”

Jacareí já registrou outra investigação sobre tentativa de sequestro em 2026

O caso desta escola não possui relação conhecida com uma ocorrência registrada em abril no município.

Naquela ocasião, o Vale 360 News noticiou que um adolescente de 12 anos teria sido abordado por um homem que ofereceu dinheiro para que ele ajudasse a procurar um suposto documento perdido.

O menino chamou pela mãe e o suspeito deixou o local.

São ocorrências distintas, com suspeitos, locais e formas de abordagem diferentes.

A referência serve apenas como contexto de segurança pública e não indica conexão entre os casos.

Segurança nas escolas já motivou outras ações no município

O tema da proteção de crianças e adolescentes dentro das unidades de ensino também apareceu em outras ocorrências acompanhadas pelo portal.

O Vale 360 News publicou em junho uma investigação da Polícia Civil após uma denúncia envolvendo uma criança em outra escola municipal de Jacareí.

Em outro episódio, um adolescente foi apreendido após atacar uma colega com faca e ferir um professor em uma escola estadual da cidade.

O histórico mostra, porém, a importância de protocolos claros para acesso às unidades, identificação de prestadores de serviço, monitoramento e comunicação imediata de situações suspeitas.

Investigação deverá esclarecer intenção e circunstâncias da abordagem

A principal questão agora será determinar exatamente o que ocorreu durante o contato com a criança.

A polícia poderá analisar as imagens, ouvir a avó, a professora, a direção da escola, o pai e a mulher apontada no boletim.

Também será necessário verificar o contexto da atuação eventual da suspeita na instituição e a origem do contato fornecido à professora.

Até a conclusão dessas diligências, a investigação permanece baseada em informações iniciais e no relato apresentado pela família.

Não há no boletim analisado informação sobre prisão, medida judicial ou denúncia oferecida pelo Ministério Público.

tentativa de sequestro de criança em escola de Jacareí
Tentativa de sequestro de criança em escola de Jacareí teria sido registrada na última sexta-feira (16). Foto: PMJ

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