Uma mulher ainda não identificada morreu após ser atropelada no km 53 da Rodovia Presidente Dutra, sentido Rio de Janeiro, em Lorena, na noite desta quarta-feira (21/10). O boletim de ocorrência registra o acidente por volta das 18h50, nas proximidades do shopping da cidade. A vítima recebeu socorro em estado grave e foi levada à Santa Casa de Lorena, mas não resistiu aos ferimentos. A Polícia Civil registrou o caso como homicídio culposo na direção de veículo automotor e deverá esclarecer a dinâmica do atropelamento.
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A vítima não portava documentos pessoais no momento do atendimento e, até a emissão do boletim de ocorrência, sua identidade permanecia desconhecida.
O veículo relacionado ao atropelamento é um Fiat Uno Electronic cinza, ano 1995.
A mulher que dirigia o automóvel permaneceu no local após o impacto e foi apresentada à Polícia Civil para prestar esclarecimentos.
De acordo com o registro policial, o carro não apresentava irregularidades aparentes na verificação feita após o acidente.
Condutora afirma que não viu a vítima antes do impacto
Em depoimento à Polícia Civil, a motorista relatou que retornava de Guaratinguetá para Cruzeiro e trafegava pela faixa da esquerda da Rodovia Presidente Dutra.
Ela declarou que estava a aproximadamente 90 km/h quando ouviu um forte impacto na lateral direita do Fiat Uno.
O choque provocou o estilhaçamento do vidro do passageiro e danos em outras partes do automóvel.
A condutora disse que, naquele primeiro momento, não sabia o que havia atingido o carro.
A hipótese inicial dela era de algum objeto lançado contra o veículo ou de algo que pudesse ter se desprendido na rodovia.
Após o impacto, ela sinalizou e parou o Fiat Uno no acostamento.
Uma mulher que também trafegava pela rodovia parou para prestar auxílio.
Foi essa pessoa, de acordo com o depoimento registrado no BO, que viu alguém caído às margens da Dutra.
A partir dessa informação, a motorista passou a considerar a possibilidade de um atropelamento.
Motorista diz que condições noturnas impediram visão da mulher
A condutora declarou à Polícia Civil que não visualizou a vítima antes do impacto por causa das condições noturnas.
Ela afirmou que só soube da presença da mulher depois do alerta feito pela pessoa que parou para ajudar.
A motorista também declarou acreditar que a vítima estivesse próxima à faixa intermediária da rodovia.
Essa percepção, de acordo com o próprio depoimento, teve como base os danos encontrados no veículo.
A condutora, no entanto, ressaltou que não tinha certeza sobre a posição exata da mulher no instante do atropelamento.
Esse ponto deverá fazer parte da apuração policial.
A versão da motorista representa o relato apresentado por ela às autoridades e não constitui conclusão sobre a dinâmica do acidente.
Vítima morreu depois de chegar à Santa Casa de Lorena
A mulher recebeu socorro antes da chegada dos policiais rodoviários federais ao ponto do acidente.
O boletim informa que uma equipe de resgate levou a vítima ao hospital em estado grave.
Mais tarde, os agentes receberam a informação sobre a morte na unidade hospitalar.
O registro policial identifica a Santa Casa de Lorena como o hospital para onde a vítima foi levada.
A mulher ainda não havia sido identificada porque não portava documentos.
Não há no boletim informações sobre idade aproximada, endereço ou outros elementos que permitam identificar a vítima.
PRF encontrou local sem preservação após socorro
Dois policiais rodoviários federais prestaram depoimento sobre o atendimento da ocorrência.
Eles relataram que receberam da concessionária responsável pela Dutra a informação sobre um possível atropelamento no km 53.
Quando a equipe chegou, a vítima já havia deixado o local em uma ambulância.
O boletim registra expressamente que o ponto do acidente não estava preservado.
Essa circunstância pode limitar parte da análise inicial sobre vestígios na pista.
Outros elementos, porém, ainda podem auxiliar a investigação, como os danos no Fiat Uno, eventuais imagens de câmeras, depoimentos e informações do atendimento feito pela concessionária.
Polícia registra caso como homicídio culposo no trânsito
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Polícia de Lorena como homicídio culposo na direção de veículo automotor, previsto no artigo 302 do Código de Trânsito Brasileiro.
O enquadramento por homicídio culposo indica, nesta fase, investigação de uma morte no trânsito sem intenção atribuída de matar.
Isso não representa conclusão de responsabilidade da condutora.
A investigação deverá esclarecer as circunstâncias do acidente, a posição da vítima na rodovia, as condições de visibilidade e outros fatores que possam ter contribuído para o atropelamento.
O boletim informa que não houve flagrante.
A motorista permaneceu no local, acionou serviços de emergência, colocou o triângulo de sinalização e prestou as informações solicitadas pelas autoridades.
Km 53 já registrou outros acidentes graves em Lorena
O ponto onde ocorreu o atropelamento fica em uma região da Dutra que já apareceu em outros registros de acidentes acompanhados pelo portal.
Em maio deste ano, o Vale 360 News publicou que um acidente entre dois caminhões no km 53 da Dutra deixou uma vítima presa na cabine e provocou cerca de 10 quilômetros de lentidão.
A ocorrência aconteceu também no sentido Rio de Janeiro, próxima à região do shopping.
Em março, outro acidente fatal ocorreu a aproximadamente um quilômetro dali.
O Vale 360 News mostrou que um pedestre morreu no km 54 após ser atingido por uma motocicleta e depois atropelado por um caminhão.
Os casos não possuem relação entre si.
Trecho de Lorena acumula ocorrências com pedestres e ciclistas
Em abril, um ciclista de 62 anos também morreu na pista sentido Rio de Janeiro.
O acidente ocorreu no km 56,6.
O Vale 360 News publicou que o ciclista morreu após ser atropelado por um caminhão na Dutra em Lorena.
Em setembro, outro homem sem identificação inicial morreu após ser atingido por um ônibus na BR-459, próximo ao acesso à Via Dutra.
A ocorrência na BR-459 também foi registrada como homicídio culposo na direção de veículo automotor.
Os episódios têm dinâmicas próprias, mas reforçam a necessidade de atenção em trechos rodoviários com circulação de pessoas fora de veículos.
Investigação deve esclarecer posição da vítima na pista
Um dos pontos centrais da apuração será a localização exata da mulher antes do impacto.
A motorista afirmou acreditar que a vítima estivesse próxima à faixa intermediária, mas deixou claro no depoimento que não tinha certeza.
A Polícia Civil também poderá buscar informações sobre o motivo de a vítima estar naquele trecho da rodovia e se ela tentava atravessar a pista.
O boletim não apresenta qualquer conclusão sobre essa questão.
Também não consta no documento uma testemunha que tenha relatado ter visto o momento exato da colisão.
Os policiais rodoviários federais chegaram depois do socorro, e a mulher que auxiliou a motorista aparece apenas na narrativa da condutora.
A identificação da vítima também será fundamental para que familiares possam ser localizados e para que a polícia obtenha novas informações sobre seus últimos deslocamentos.
Até a conclusão do boletim, a mulher permanecia sem identificação.
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