Um homem foi morto na noite deste domingo (05/10) dentro de uma residência na Estrada do Canta Galo, Travessa Colibri, bairro Cidade Jardim, em Caraguatatuba. A Polícia Militar foi acionada pelo SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) para apoio no atendimento. No local, os policiais encontraram a vítima em óbito, com lesões compatíveis com arma branca. Duas pessoas foram apontadas como autoras e presas em flagrante. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAP
Vítima
A vítima é um aposentado, de 59 anos, que, segundo relatos colhidos pela polícia, teria tentado se defender — uma foice foi localizada no imóvel. O corpo foi encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal), com perícia requisitada.
Indiciados e versões
Foram indiciados dois homens, de 38 e 39 anos.
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O homem, de 39 anos, declarou que houve uma briga de bar, na qual ele e o comparsa teriam sido agredidos (ele afirma ter levado uma “pazada” na cabeça). Disse que, “no calor do momento”, ambos foram até a casa da vítima e houve luta corporal, negando ter praticado as perfurações de arma branca. Alegou que a camiseta com sangue encontrada em sua casa estava suja com o próprio sangue.
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O homem, de 38 anos, disse que conheceu uma mulher no bar e, por ciúmes de um terceiro (“o velho”), levou uma pazada na cabeça. Afirmou que foi atrás do agressor até a residência, arrombou a porta e começou uma confusão com objetos (prato, copo), negando uso de faca. Disse que o indiciado, de 39, chegou depois e tentou defendê-lo arremessando uma grelha, que teria acertado o próprio comparsa.
Dinâmica e hipóteses
Depoimentos de policiais e de uma testemunha (filho da vítima) indicam que a confusão começou no bar e migrou para a residência. Relatos de vizinhos (citados pela testemunha) apontam arrombamento da porta, saída apressada dos suspeitos e agressões dentro do imóvel. A investigação trabalha com homicídio consumado mediante golpes de arma branca.
Apreensões e perícia
Nas casas dos indiciados, a Polícia apreendeu:
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Espingarda calibre .32 (Boito) e espingarda de pressão 5,5 mm (CBC) com munições — vinculadas ao homem, de 39 anos;
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Espingarda artesanal calibre .32 — vinculada ao homem, de 38 anos;
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Camiseta com aparente sangue;
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Celular Motorola e pulseira ao homem mais novo
Enquadramentos legais
A Autoridade Policial decretou a prisão em flagrante por homicídio (art. 121 do CP) e por posse irregular de arma de fogo de uso permitido (art. 12 da Lei 10.826/03). Pela gravidade e pena máxima superior a 4 anos, não houve fiança na esfera policial. Foi instaurado Inquérito Policial.
Situação processual
Os dois foram indiciados e permanecem à disposição da Justiça. A delegacia de Caraguatatuba solicitou perícia no local e nos objetos apreendidos, além do exame necroscópico. As oitivas foram registradas em áudio e vídeo, conforme portarias internas.
Buscas e apelo por informações
A Polícia pede que moradores do Cidade Jardim que tenham imagens de câmeras residenciais ou viram a movimentação na Estrada do Canta Galo/Travessa Colibri, na noite de 05/10, procurem a Delegacia Central de Caraguatatuba ou acionem o 190.
Linha do tempo: da briga no bar à prisão em flagrante em Caraguatatuba
O que se sabe
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Tarde/noite (05/10) — Discussão em bar no bairro Cidade Jardim; relatos de ciúmes envolvendo uma mulher; pazada atinge um deles e o mais velho diz ter sido ferido na cabeça.
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Por volta das 22h28 (05/10) — Dupla segue até a casa da vítima na Estrada do Canta Galo; segundo testemunha, porta é arrombada; ocorre luta corporal; vítima sofre ferimentos por arma branca e morre.
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Após o crime — Familiares e vizinhos acionam socorro; SAMU e PM chegam; vítima é encontrada em óbito, com foice ao lado.
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Madrugada (06/10) — PM localiza os suspeitos; apreensões: espingardas (.32 e artesanal), espingarda de pressão, munições, camiseta com sangue, celular; ambos confessam participação em graus distintos.
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04h28 (06/10) — Delegado decreta o flagrante por homicídio e posse irregular de arma; instaurado Inquérito Policial; itens vão para perícia e corpo ao IML.
Peças-chave da investigação
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Relatos convergentes sobre briga iniciada no bar e ida à residência;
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Objeto de defesa (foice) ao lado da vítima;
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Armas apreendidas e camiseta com sangue;
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Confissões parciais dos indiciados.
Entenda os crimes do caso: homicídio e posse irregular de arma
O que se sabe
O caso foi tipificado, em tese, como homicídio (art. 121 do Código Penal) e posse irregular de arma de fogo de uso permitido (art. 12 do Estatuto do Desarmamento). Na fase policial, o delegado não arbitrou fiança diante da gravidade. O processo segue para análise do Ministério Público e do Poder Judiciário.

Perguntas e respostas
Houve confissão?
Segundo o Boletim de Ocorrência, o homem, de 39 anos, confessou a prática do homicídio e citou a participação do comparsa; ambos prestaram declarações com versões próprias sobre a dinâmica.
Por que armas foram apreendidas se o crime foi por arma branca?
Porque havia armas de fogo nas residências dos indiciados (.32 e artesanal), além de espingarda de pressão e munições — configurando, em tese, posse irregular, o que é crime autônomo.
A família pode acompanhar os laudos?
Os laudos periciais (local, objetos, necroscópico) integram o inquérito e podem ser acompanhados por assistência jurídica da família, respeitado o sigilo quando decretado.
O que acontece agora?
Após conclusão das diligências, o inquérito é remetido ao MP, que pode denunciar, arquivar ou pedir novas diligências. A Justiça decide sobre prisões, medidas cautelares e o rito processual.
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