A idosa de 60 anos que perdeu a perna direita após ser atropelada em um ponto de ônibus em São José dos Campos corre o risco de ter a outra perna amputada. A informação foi dada pelo filho da vítima, Felipe Araújo, em entrevista à TV Band Vale nesta terça-feira (08/09). A mulher permanece hospitalizada, no Hospital da Vila Industrial, após ser atingida por um carro enquanto esperava o transporte coletivo no Jardim Uirá. Segundo o boletim de ocorrência, o motorista, de 28 anos, não possuía CNH e o veículo tinha débitos de IPVA. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP
A nova informação sobre o estado de saúde aumenta a gravidade do acidente registrado por volta das 8h07 desta terça-feira. A mulher sofreu amputação traumática do membro inferior direito ainda no local e recebeu atendimento das equipes de emergência antes de seguir para o Pronto-Socorro da Vila Industrial.
Outra mulher, de 21 anos, também foi atingida. Segundo o Corpo de Bombeiros, ela apresentava suspeita de fratura na clavícula direita e também foi encaminhada ao hospital.
Por que a idosa corre risco de perder a outra perna?
Felipe Araújo afirmou à TV Band Vale que a mãe corre risco de amputação da outra perna em consequência dos ferimentos sofridos no atropelamento. Até o momento, não há boletim médico detalhado que confirme se uma nova amputação será necessária. A informação disponível é o relato do filho sobre o risco apontado após o atendimento hospitalar.
A vítima já perdeu a perna direita devido à amputação traumática provocada pelo acidente. Nesse tipo de lesão, a separação do membro ocorre em consequência direta do trauma. Felipe disse que a mãe ainda não está ciente da perda da perna no acidente e que ela passou por cirurgia.
O estado de saúde da mulher exige acompanhamento médico, e uma eventual decisão sobre novo procedimento dependerá da avaliação da equipe responsável pelo tratamento.
O que a idosa fazia antes de ser atropelada?
A vítima estava no ponto de ônibus porque pretendia ir até uma unidade do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS). Segundo informações repassadas pela família, ela precisava solucionar uma questão relacionada ao cadastro do Bolsa Família.
Antes que conseguisse embarcar no transporte coletivo, o carro saiu da pista, subiu na calçada e atingiu as duas mulheres que estavam no ponto.
O detalhe reforça o impacto social do acidente: a vítima saiu de casa para buscar atendimento relacionado a um programa de assistência e terminou internada após sofrer ferimentos que ameaçam sua mobilidade.
Como aconteceu o atropelamento no Jardim Uirá?
O acidente ocorreu na região da Avenida Lívio Veneziani, no Jardim Uirá. O Corpo de Bombeiros recebeu o chamado às 8h07. O Vale 360 News publicou as primeiras informações após o acidente e mostrou que um carro atingiu duas mulheres que esperavam ônibus em São José dos Campos.
As vítimas estavam na calçada quando foram atingidas. Após o atropelamento, o automóvel foi abandonado a poucos metros do ponto de ônibus.
Equipes do Corpo de Bombeiros atuaram com viaturas de Resgate e Auto Bomba Salvamento. Uma Unidade de Suporte Avançado do GRAU também participou do socorro.
Motorista do carro tinha CNH?
Não. De acordo com as informações registradas no boletim de ocorrência, o motorista não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH). O registro policial também aponta que o veículo envolvido no atropelamento tinha débitos de IPVA.
Esses elementos passam a integrar a apuração das circunstâncias do acidente. A ausência de habilitação, porém, não define isoladamente a dinâmica da ocorrência. Cabe à investigação esclarecer como o motorista perdeu o controle do veículo e quais fatores contribuíram para o atropelamento.
A Polícia Civil deverá utilizar depoimentos, perícia e outros elementos disponíveis para estabelecer a sequência dos fatos e as responsabilidades.
O que moradores dizem sobre a velocidade na região?
Moradores relataram preocupação com a velocidade dos veículos que passam pela região. Felipe Araújo também criticou as condições de segurança viária no local. “Ali virou uma pista de corrida”, afirmou o filho da vítima em entrevista à emissora.
Segundo relatos de moradores, motoristas ultrapassam com frequência a velocidade permitida na avenida e faltam mecanismos de fiscalização e redução de velocidade.
A velocidade máxima indicada para o trecho é de 50 km/h. Os moradores cobram medidas que reduzam o risco para pedestres, passageiros do transporte coletivo e pessoas que vivem na região.
Não há, até o momento, informação apresentada pela investigação que permita afirmar qual era a velocidade do carro no instante do atropelamento.
O acidente reacende debate sobre segurança nos pontos de ônibus?
A ocorrência chama atenção para a exposição de pedestres em vias urbanas com circulação intensa de veículos.
Um ponto de ônibus deveria oferecer uma área segura para quem aguarda o transporte coletivo, mas a proximidade entre calçada e pista pode aumentar as consequências quando um veículo deixa a faixa de rolamento.
O caso do Jardim Uirá se soma a outros atropelamentos graves registrados em São José dos Campos. Em maio, o Vale 360 News noticiou que uma idosa morreu após ser atropelada no Galo Branco. A Polícia Civil passou a procurar o motorista que deixou o local.
Em outro episódio, pai e criança foram atingidos por um ônibus na região central de São José dos Campos.
Embora sejam ocorrências com circunstâncias distintas, os casos reforçam a importância de fiscalização, respeito aos limites de velocidade e infraestrutura que proteja os pedestres.

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Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.


