Arquiteto preso em São José dos Campos matou policial durante roubo de carro em Salvador

Arquiteto preso em São José dos Campos foi capturado na manhã desta quinta-feira (19/02/2026) após uma operação integrada entre forças de segurança da Bahia e de São Paulo para cumprir mandado de prisão definitiva por latrocínio ocorrido em Salvador. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP

Segundo as informações repassadas pelas autoridades, a captura ocorreu em um imóvel no Jardim Apolo, na região oeste de São José dos Campos, onde o condenado vivia desde 2012. O alvo, identificado pelas iniciais H. R. N., é arquiteto e tinha prisão definitiva decretada pela Justiça da Bahia.

A ação contou com participação da Polícia Civil da Bahia, da Polícia Militar de São Paulo (Equipe PM Vítima – CorregPM) e da Polícia Civil de São Paulo, por meio da 3ª Delegacia de Homicídios do DEIC/DEINTER 1, em um trabalho de cooperação e troca de informações para localizar o foragido.

Arquiteto preso em São José dos Campos: como foi a prisão no Jardim Apolo

De acordo com o mandado, H. R. N. tinha condenação com trânsito em julgado (quando não cabe mais recurso) e pena fixada em 20 anos de reclusão em regime fechado. O mandado foi expedido pela 8ª Vara Criminal da Comarca de Salvador.

Com a localização confirmada em território paulista, as equipes organizaram o cumprimento da ordem judicial no endereço indicado no Jardim Apolo. Após a abordagem e a confirmação formal da identidade, o preso foi conduzido para os procedimentos legais (comunicação ao Judiciário, registros e medidas de praxe).

O que significa “prisão definitiva”? É a prisão para início (ou continuidade) do cumprimento de pena, após decisão final da Justiça. Diferente de prisões temporárias ou preventivas (que ocorrem durante a investigação), aqui a ordem é para execução da pena.

Arquiteto preso em São José dos Campos e o crime que motivou a condenação

O crime investigado aconteceu na madrugada de 2 de setembro de 2007, no bairro da Pituba, em Salvador. Conforme as apurações citadas pelas autoridades, o policial civil Yan Mílton Oliveira de Souza, de 33 anos, foi abordado por três indivíduos quando estava em seu veículo e foi alvo de tentativa de roubo.

Durante a ação criminosa, ainda segundo o histórico do caso, o então suspeito (hoje condenado) teria efetuado um disparo de revólver calibre .38 que atingiu o tórax do policial, que morreu no local. A ocorrência foi tratada como latrocínio (roubo seguido de morte).

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Como o caso foi elucidado e por que a investigação apontou “estrutura organizada”

As informações divulgadas pelas autoridades indicam que, à época, a apuração ficou a cargo da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos (DRFRV), que identificou atuação de um grupo com suspeita de roubo e receptação de veículos, com dinâmica repetida: subtração do carro, circulação com placas trocadas e repasse a terceiros.

O avanço do caso ocorreu após a prisão de pessoas encontradas com um veículo roubado e a identificação de conexões com suspeitos apontados na investigação. Esse encadeamento ajudou a polícia a “fechar” a linha investigativa do latrocínio e a vincular os envolvidos ao crime.

Com o passar dos anos, houve a consolidação do processo, a sentença e, posteriormente, o trânsito em julgado. Após a expedição da ordem de prisão, o condenado passou à condição de foragido.

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Por que o preso era considerado foragido e como foi localizado em São José dos Campos

Após a decisão definitiva da Justiça e a expedição do mandado, H. R. N. não se apresentou para cumprir a pena, passando a ser procurado. A localização em São José dos Campos ocorreu, segundo as forças de segurança, graças ao intercâmbio de inteligência e à cooperação entre os estados.

O Arquiteto preso em São José dos Campos foi localizado em uma área residencial do Jardim Apolo, bairro tradicional e de fácil acesso a vias importantes da cidade, o que exigiu planejamento para evitar fuga durante o cumprimento do mandado.

O próximo passo, após os trâmites em São Paulo, é a adoção dos procedimentos legais para transferência e apresentação à Justiça da Bahia, onde a pena deve ser cumprida em regime fechado, conforme o mandado.

DEIC/DEINTER 1 tem atuado em capturas e investigações de homicídios no Vale

A atuação da 3ª Delegacia de Homicídios (DEIC/DEINTER 1) aparece em diversas investigações na região. O Vale 360 News mostrou, por exemplo, a prisão de suspeito de homicídio e apreensões em São José dos Campos em ação da unidade (leia nesta reportagem) e também prisões em casos de homicídio com mandados cumpridos pela mesma delegacia (veja aqui).

Outro conteúdo que ajuda a entender a estrutura regional é a matéria sobre mudanças de comando na Polícia Civil e o papel do Deinter 1 e do Deic na região (confira neste link).

Arquiteto preso em São José dos Campos
Foto: Jesse Nascimento (Vale 360 News)

Perguntas frequentes

Onde o condenado foi preso em São José dos Campos?

Segundo as forças de segurança, ele foi localizado em um imóvel no bairro Jardim Apolo, região oeste de São José dos Campos.

Qual é a pena e por que a prisão é “definitiva”?

O mandado aponta pena de 20 anos, em regime fechado, com condenação transitada em julgado. “Definitiva” significa execução de pena após decisão final.

Qual foi a vítima do latrocínio investigado na Bahia?

O policial civil Yan Mílton Oliveira de Souza, de 33 anos, morto durante tentativa de roubo de veículo em Salvador, segundo o histórico do caso.

O que acontece agora com o preso?

Após os procedimentos legais em São Paulo, ele deve ser apresentado ao sistema de Justiça e ao sistema prisional para cumprimento da pena, com encaminhamentos para a Bahia conforme determinação judicial.

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Jesse Nascimento
Jesse Nascimento

Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.