Com a proximidade do feriado de Nossa Senhora Aparecida (12 de outubro), a Via Dutra registra, todos os anos, aumento expressivo de tráfego e a presença de romeiros a pé e de bicicleta rumo ao Santuário Nacional, em Aparecida. Esse cenário eleva a complexidade da operação viária, exige fiscalização intensiva e comportamento preventivo de quem dirige. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAP
Para reduzir riscos de colisões, atropelamentos e incidentes, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) consolidou cinco orientações práticas que valem desde já para quem pretende cruzar o eixo Rio–São Paulo nos próximos dias.
A seguir, o Vale 360 News organiza as 5 dicas oficiais em formato de serviço, acrescenta boas práticas e reúne informações úteis para motoristas, motociclistas e peregrinos.
1) Cuidado redobrado nos pontos críticos
O que observar: pontes, passarelas, faixas de acesso e saída, alças de conversão e segmentos com maior presença de pedestres e ciclistas.
Por que é crítico: mudanças bruscas de faixa e frenagens inesperadas são comuns quando há grupos de romeiros no acostamento ou atravessando acessos.
Como agir: reduza a velocidade progressivamente e antecipe manobras. Evite “costurar” faixas e sinalize qualquer mudança.
2) Respeite os limites de velocidade (e reduza ao se aproximar de romeiros)
O que observar: placas de regulamentação e sinalização temporária de operação especial.
Por que é crítico: velocidades acima do limite ampliam a distância de frenagem e diminuem o campo de visão útil, sobretudo à noite e sob chuva.
Como agir: mantenha a velocidade compatível com o fluxo, reduza ao se aproximar de romeiros e obedeça à sinalização operacional.
3) Atenção total: nada de distrações ao volante
O que observar: uso de celular, telas do painel e outros eletrônicos.
Por que é crítico: uma distração de 3 a 5 segundos a 100 km/h equivale a dezenas de metros “dirigindo às cegas”.
Como agir: ative modo silencioso, use viva-voz apenas se indispensável e pare em local seguro para atender chamadas.
4) Mantenha distância segura ao passar por romeiros e ciclistas
O que observar: grupos caminhando no sentido do tráfego no acostamento, ciclistas em deslocamento ou paradas para descanso/hidratação.
Por que é crítico: turbulência e sucção de veículos pesados podem desestabilizar ciclistas.
Como agir: afaste-se lateralmente (mude de faixa quando possível) e não buzine a curta distância. A buzina pode provocar sustos e quedas.
5) Se beber, não dirija
O que observar: confraternizações, paradas em restaurantes e postos.
Por que é crítico: álcool e direção não combinam — o risco de sinistro aumenta muitas vezes.
Como agir: eleja motorista da vez, use táxi/app ou postergue a condução. A responsabilidade salva vidas.
Recomendações extras do Vale 360
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Planejamento de rota e horário: prefira horários diurnos e evite picos (madrugada de 11 para 12/10 e retorno 12–13/10).
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Condição do veículo: pneus calibrados, limpadores e iluminação revisados; tanque abastecido para evitar paradas em acostamento.
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Clima: em caso de chuva, aumente ainda mais a distância de segurança e use faróis baixos.
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Paradas seguras: utilize postos e áreas de serviço; jamais pare no acostamento para fotos de romarias.
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Motociclistas: vise alta visibilidade (coletes/capas refletivas), viseira limpa e condução defensiva ao cruzar grupos.
Onde ficam os principais riscos
Sem indicar trechos específicos (que podem variar conforme a operação da concessionária e a distribuição de romeiros), os pontos de maior atenção são, em geral:
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Acessos urbanos dos municípios do Vale do Paraíba (entradas e saídas com grande fluxo local);
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Segmentos próximos a passarelas e conexões entre pistas expressa e marginal;
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Áreas de acostamento reduzido ou obras;
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Zonas com iluminação deficiente ou com forte brilho de faróis em sentido oposto.
Fiscalização e operação integrada
A PRF coordena a fiscalização no trecho federal, com apoio dos órgãos municipais e estaduais, além da concessionária responsável pela Dutra. O trabalho envolve blitze de alcoolemia, monitoramento de velocidade, viaturas em pontos estratégicos, painéis de mensagem variável e rotas alternativas quando necessário. Para o usuário, vale acompanhar, antes de sair:
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Boletins de tráfego (site/app da concessionária e redes oficiais);
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Condições climáticas (chuva, neblina, rajadas de vento);
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Avisos de operação especial (sinalização temporária, cones, redução de faixas).

Perguntas frequentes
Posso usar o acostamento para “ganhar tempo” quando o trânsito está lento?
Não. Acostamento é área de emergência. Uso indevido gera multa, pontos na CNH e, mais grave, expõe romeiros e equipes de atendimento a riscos.
Como devo proceder ao encontrar um grupo grande de romeiros?
Reduza gradualmente, mantenha distância e, se possível, mude de faixa para ampliar o afastamento lateral. Evite buzinar próximo ao grupo.
É obrigatório acender o farol baixo durante o dia?
A orientação é manter máxima visibilidade. Em chuva/neblina, farol baixo é indispensável. Siga a legislação vigente e as recomendações operacionais.
Vi uma situação de risco com romeiros. O que eu faço?
Se for emergência, acione a PRF pelo 191. Descreva o km aproximado, o sentido e o tipo de ocorrência.
Sou ciclista/romeiro. Onde devo circular?
No acostamento, no sentido do tráfego, com itens refletivos e iluminação à noite. Em grupos, caminhar em fila, nunca invadindo a faixa.
Posso registrar imagens da romaria da janela do carro?
Evite. Fotografar/filmar distraem e já causaram incidentes. Se quiser registrar, estacione em local apropriado e seguro.
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