“Cai em 5 a 6 segundos”: engenheiro promete precisão na implosão do Hotel Urupema, domingo (16), às 10h, em São José dos Campos

“Cai em 5 a 6 segundos”: engenheiro promete precisão na implosão do Hotel Urupema, domingo (16/11), às 10h, em São José dos Campos — “queda será direcionada ao estacionamento”. A execução é da Engemak, com Defesa Civil e plano de contingência aprovado. Prédios vizinhos devem desocupar até 9h e retornar após liberação (previsão 10h30). Haverá zona de exclusão, interdições e proibição de estacionar nas vias sinalizadas. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP

O que diz o responsável técnico

O engenheiro conhecido como Manezinho da Implosão — que conduziu a implosão do prédio do Jardim Aquarius há 15 meses — abriu a conversa celebrando a cidade:

Sempre uma alegria estar em São José dos Campos… A implosão do Aquarius foi muito bem-sucedida. Destaco o excelente trabalho da Defesa Civil e a colaboração da imprensa, que ajudou a informar os moradores com precisão.”

Sobre a estratégia para o Urupema, ele foi direto:

Há espaço no estacionamento para direcionar a queda do prédio. Os explosivos não derrubam o edifício; eles retiram apoios calculados para que a gravidade faça o trabalho em uma janela muito curta.”

A janela curta é um dos trunfos, diz o engenheiro:

“Pedimos compreensão da população: sair 1 hora antes e voltar meia hora depois. É um único dia, sem os meses de barulho e poeira de uma demolição tradicional.”

Tempo estimado do colapso?

“Estamos finalizando os últimos cálculos, mas deve ficar na casa de 5 a 6 segundos, a exemplo do Aquarius.”

engenheiro promete precisão na implosão do Hotel Urupema
Foto: Jesse Nascimento (Vale 360 News)

Ele pondera que o rigor técnico é inegociável:

Não existe implosão fácil. É uma atividade de engenharia com condições de contorno urbanas. A diferença é o apelo jornalístico e o carisma popular — por isso redobramos os protocolos.”

E revela novidades de controle de poeira:

Vamos manter o protocolo das piscinascerca de 40 no topo do Urupema. Estamos viabilizando drones de combate à poeira, similares aos usados em incêndios. Se chover, melhor ainda, porque minimiza a poeira.”

O relacionamento com a vizinhança começou cedo:

“A preocupação dos moradores é legítima. Por isso iniciamos palestras desde junhoOAB, SESC e condomínios — para esclarecer procedimentos antes, durante e depois da implosão.”

E sobre o pós-obra:

“A destinação do material será adequada às normas ambientais. O prazo total deve ficar em torno de 30 dias. As condições de acesso aqui são menos favoráveis do que lá [no Aquarius], o que entra nas contas.”

Por fim, uma visão urbana:

Reconheço a história do Urupema. Ao mesmo tempo, entusiasma ver novo empreendimento chegar — São José é inovadora. ‘Elefantes brancos’ vêm sendo enfrentados no país; Porto Alegre é um exemplo recente. Seguimos eliminando passivos de segurança.”

O que vai acontecer no domingo

Janela operacional e liberação

  • 09h – Evacuação dos vizinhos
  • 10h — detonação e colapso (estimativa de 5–6 s).

  • 10h10–10h30varredura técnica (poeira, detritos, fachadas).

  • A partir de 10h30liberação gradual para retorno dos moradores, após sinal verde da Defesa Civil.

Todos os horários são operacionais e podem ajustar no próprio dia por motivo técnico ou meteorológico”, reforça Manezinho.

Zona de exclusão e trânsito

  • Fechamento de vias no entorno imediato.

  • Proibido estacionar nas áreas sinalizadas.

  • Pedestres não circulam dentro do perímetro durante a janela.

  • Evite a região entre 9h e 11h e siga a sinalização das equipes.

Segurança: como a queda é dirigida

Direcionamento para o estacionamento. A engenharia abre “pontos de alívio” (cortes controlados em elementos estruturais) e define uma sequência de cargas para internalizar a queda.

Contenção de poeira.Piscinas no topo e sistemas de vaporização formam uma barreira úmida; a ideia é derrubar a poeira rapidamente”, diz o engenheiro.

Barreiras e isolamento. Tapumes, escoltas, equipe de trânsito, GCM e Defesa Civil compõem o cinturão de segurança.

Por que implosão (e não demolição convencional)?

A implosão reduz tempo de interferência urbana e concentra o colapso dentro do lote.

“É a diferença entre um domingo e vários meses de bate-estaca, britadeira e caminhões. Menos tempo exposto = menos risco somado para quem vive e trabalha no entorno”, resume Manezinho.

O que vem depois

Destinação ambientalmente adequada dos resíduos e logística de retirada por cerca de 30 dias. No terreno, segundo o que foi dito durante a entrevista, está prevista a implantação de empreendimento misto (lojas e apartamentos). A estimativa citada foi de 17 andares — fase posterior à demolição.

Perguntas Frequentes

Vai ter poeira? É tóxica?

Haverá poeira por curto período. A operação usa piscinas e drones para abaixá-la mais rápido. “Se chover, melhor”, diz Manezinho. A recomendação é vedar esquadrias e proteger equipamentos.

E se algo não sair como o previsto?

Implosões trabalham com múltiplas redundâncias: barreiras, isolamento, sequência de cargas e varredura pós-evento. Defesa Civil coordena a segurança pública.

Por que preciso sair tão cedo?

Para garantir perímetro livre e resposta imediata das equipes. “É 1 hora antes e meia hora depoisum único dia”, reforça o engenheiro.

Quanto tempo até limpar tudo?

A estimativa é de cerca de 30 dias para retirada e reciclagem/destinação dos materiais, a depender de acessos e clima.

Qual foi o aprendizado do Aquarius?

Integração com Defesa Civil, informação clara e janela curta. Repetimos o roteiro aqui”, diz Manezinho.

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