Cemaden alerta para deslizamentos em 7 cidades do Vale do Paraíba, Serra e Litoral Norte. O alerta é moderado após os elevados acumulados de chuva registrados na região. São Sebastião, Campos do Jordão, Caraguatatuba, São José dos Campos, Ubatuba, Ilhabela e Paraibuna aparecem na relação, o que exige atenção especial de moradores de encostas e outras áreas suscetíveis a deslizamentos. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP
O alerta para movimentos de massa ganha importância após uma sequência de dias chuvosos no leste paulista. O solo encharcado pode permanecer suscetível a instabilidades mesmo nos intervalos sem chuva forte, principalmente em encostas, taludes e áreas com histórico de deslizamentos.
O painel do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) é dinâmico. Isso significa que municípios podem entrar ou sair do alerta, além de mudar de classificação conforme a evolução da chuva, a condição do solo e outros indicadores acompanhados pelo órgão.
Quais são as 7 cidades em alerta para deslizamentos?
Os sete municípios da região que aparecem no painel informado do Cemaden estão distribuídos entre Vale do Paraíba, Serra da Mantiqueira e Litoral Norte.
- São Sebastião — alerta moderado para movimentos de massa
- Campos do Jordão — alerta moderado para movimentos de massa
- Caraguatatuba — alerta moderado para movimentos de massa
- São José dos Campos — alerta moderado para movimentos de massa
- Ubatuba — alerta moderado para movimentos de massa
- Ilhabela — alerta moderado para movimentos de massa
- Paraibuna — alerta moderado para movimentos de massa
Dos sete municípios, quatro estão no Litoral Norte: Ubatuba, Caraguatatuba, São Sebastião e Ilhabela. Campos do Jordão representa a Serra da Mantiqueira, enquanto São José dos Campos e Paraibuna ficam no Vale do Paraíba.
O que significa o alerta moderado para movimentos de massa?
Movimentos de massa são deslocamentos de solo, rochas ou outros materiais em encostas. Entre as ocorrências associadas estão os deslizamentos de terra, que podem atingir imóveis, estradas e outras estruturas.
A classificação moderada não significa que haverá necessariamente um deslizamento em cada uma das sete cidades. O alerta indica condições que justificam acompanhamento mais próximo, sobretudo nas áreas vulneráveis e já mapeadas pelas Defesas Civis.
O risco também não desaparece imediatamente quando a chuva diminui. Após períodos prolongados de precipitação, o solo pode manter grande quantidade de água e perder estabilidade.
Por que o Litoral Norte exige atenção especial?
Quatro das sete cidades que aparecem no painel ficam no Litoral Norte. A combinação entre relevo acidentado, ocupação de encostas e elevados volumes de chuva torna o acompanhamento das condições do solo especialmente importante na região.
Ubatuba é um exemplo do cenário registrado nos últimos dias. O Vale 360 News mostrou que o acumulado de chuva em Ubatuba ultrapassou 100 milímetros em 72 horas no Araribá. Outros bairros também registraram volumes elevados.
Naquela atualização, o Araribá somava 106,56 milímetros em 72 horas. Perequê-Mirim tinha 92,04 mm, Praia do Lázaro registrava 89,39 mm e Praia Dura acumulava 79,51 mm.
Equipes municipais também receberam chamados relacionados à queda de árvore e à verificação de possível deslizamento. O cenário ajuda a dimensionar por que a condição do solo passou a exigir acompanhamento constante.
Chuva já provocou fechamento da Serra da Tamoios?
Sim. O volume acumulado nos últimos dias também provocou medidas preventivas nas rodovias da região.
A Serra Antiga da Rodovia dos Tamoios chegou a ser fechada devido ao risco de queda de barreiras após o elevado acumulado pluviométrico.
O bloqueio começou às 19h de quinta-feira (10). A medida afetou a ligação entre o Vale do Paraíba e Caraguatatuba e exigiu uma operação especial para manter a passagem de veículos.
Após 22 horas e meia de interdição, a Serra Antiga foi liberada às 17h30 de sexta-feira (11). Durante o período de bloqueio, 26 comboios permitiram a circulação entre o Vale e o Litoral Norte.
A situação da Tamoios mostra um dos efeitos práticos do excesso de água no solo. Em trechos de serra, o monitoramento pluviométrico auxilia decisões preventivas diante do risco de queda de barreiras.
Por que São José dos Campos e Paraibuna também aparecem no alerta?
O risco de movimentos de massa não fica restrito às cidades litorâneas.
São José dos Campos possui áreas urbanas e rurais com diferentes características de relevo, enquanto Paraibuna tem território marcado por morros, encostas e trechos rodoviários de ligação com o Litoral Norte.
O alerta moderado indica necessidade de acompanhamento das áreas suscetíveis nos dois municípios, sem significar que todo o território municipal apresente o mesmo nível de risco.
Campos do Jordão também merece atenção pela topografia característica da Serra da Mantiqueira. Encostas íngremes podem se tornar mais vulneráveis após sucessivos períodos de chuva.
A chuva continuará na região?
A sequência de alertas ocorre dentro de um período de forte instabilidade meteorológica no Estado de São Paulo.
O Vale 360 News já mostrou que a Defesa Civil havia alertado para volumes de até 70 milímetros no Vale do Paraíba e Litoral Norte, além de possibilidade de raios, rajadas de vento e granizo isolado.
A sequência de dias com chuva aumenta a importância do acumulado, porque o risco geológico não depende apenas da intensidade de uma tempestade isolada. O volume recebido pelo solo ao longo de vários dias também influencia sua estabilidade.
Por isso, moradores de áreas de encosta devem manter atenção mesmo durante períodos de chuva fraca ou de interrupção temporária da precipitação.
Quais sinais podem indicar risco de deslizamento?
Moradores de áreas vulneráveis devem observar alterações no terreno e nas construções. Rachaduras novas em paredes ou no solo, inclinação de árvores e postes, surgimento de água em pontos incomuns e movimentação de terra podem indicar mudança nas condições da encosta.
Portas e janelas que passam a apresentar dificuldade para abrir ou fechar também merecem atenção quando a mudança ocorre durante períodos prolongados de chuva.
Ao identificar sinais de movimentação do terreno, a orientação é sair do local e buscar uma área segura. A população não deve permanecer na residência para acompanhar a evolução de um possível deslizamento.
A Defesa Civil pode ser acionada pelo telefone 199. Em situações de emergência, o Corpo de Bombeiros atende pelo 193.
O alerta do Cemaden pode mudar?
Sim. O painel representa a condição identificada no momento da atualização e pode sofrer alterações conforme novos dados meteorológicos e hidrológicos entram no sistema.
Uma cidade classificada em nível moderado pode ter o alerta reduzido caso as condições melhorem ou elevado caso o cenário se agrave.
Por isso, a lista de sete municípios deve ser interpretada como um retrato do monitoramento informado para este período, e não como uma classificação permanente.
Moradores de São Sebastião, Campos do Jordão, Caraguatatuba, São José dos Campos, Ubatuba, Ilhabela e Paraibuna, principalmente aqueles que vivem próximos a encostas, devem acompanhar as atualizações das Defesas Civis municipais e estadual.

Links recomendados
ENTRE NO GRUPO DE NOTÍCIAS DO VALE DO PARAÍBA
Leia também
- Risco de deslizamento em Ubatuba, que supera 100 mm de chuva e entra em alerta
- Serra Antiga da Tamoios liberada após 22 horas fechada por causa da chuva
- Serra Antiga da Tamoios vai ser fechada por causa da chuva, confirma concessionária
- Chuva pode chegar a 70 mm no Vale do Paraíba e Litoral Norte; Defesa Civil alerta
Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.

