A Embraer nesta segunda-feira (17/11) anunciou dois novos pedidos de jatos comerciais no Dubai Airshow 2025: um da suíça Helvetic Airways e outro da Air Côte d’Ivoire, companhia aérea nacional da Costa do Marfim. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP
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A Helvetic fez um pedido firme de três E195-E2, com direitos de compra para mais cinco aeronaves
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A Air Côte d’Ivoire assinou pedido firme para quatro E175, com direito de compra para outras oito unidades
Os acordos reforçam a estratégia da fabricante brasileira de consolidar a família E-Jets como referência na faixa de até 150 assentos, especialmente em rotas regionais na Europa e na África.
Pedido da Helvetic Airways: mais E195-E2 na Europa
Como é o negócio
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3 E195-E2 firmes
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5 direitos de compra (podem virar pedidos firmes no futuro)
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Configuração: 134 assentos, classe única, com poltronas Recaro
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Primeira entrega: estimada para o fim de 2026
Com esse movimento, a Helvetic passa a poder elevar sua frota de E2 de 12 para até 20 jatos nos próximos anos, somando o que já opera hoje com as novas encomendas.
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Estratégia da companhia suíça
A Helvetic já é uma das principais operadoras europeias dos E-Jets E2, com atuação forte em voos regulares, charter e principalmente wet-lease – quando a empresa fornece aeronave, tripulação e manutenção para outras companhias.
O CEO Tobias Pogorevc destaca que:
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o E195-E2 se encaixa na malha da empresa pela eficiência de combustível e baixo ruído,
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ajuda a cumprir metas de sustentabilidade,
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e aumenta a capacidade de atender parceiros europeus em contratos de wet-lease, mantendo flexibilidade de frota.
Na prática, a Helvetic reforça sua posição como vitrine do E2 na Europa, operando em aeroportos com restrições de ruído e pistas mais curtas, onde o desempenho da aeronave é um diferencial.
Pedido da Air Côte d’Ivoire: E175 para expandir a malha na África
Detalhes do acordo
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4 E175 firmes
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8 direitos de compra adicionais
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Configuração: 76 assentos, em duas classes – 12 na executiva e 64 na econômica
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Primeira entrega: prevista para o primeiro semestre de 2027
O negócio será incluído na carteira de pedidos (backlog) da Embraer no 4º trimestre de 2025.
Como a companhia marfinense vai usar o E175
A Air Côte d’Ivoire vai empregar os E175:
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em rotas domésticas e regionais,
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para substituir gradualmente aeronaves turboélice,
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para alimentar seu hub em Abidjan, ampliando frequências e conexões.
A empresa lançou recentemente voos de longa distância para Paris, e os E175 terão papel importante nessa estratégia: fazem a “alimentação” dos voos intercontinentais, trazendo passageiros de cidades menores para o hub principal.
O CEO Laurent Loukou destaca que o E175:
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oferece mais alcance e velocidade que os turboélices,
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tem capacidade adequada ao tamanho médio dos mercados africanos,
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melhora o custo operacional por assento, com potencial de aumento de rentabilidade.
Impacto para a Embraer e para o mercado
Presença crescente na Europa e na África
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Na Europa, a Helvetic é uma das bandeiras mais visíveis do E2, operando para a Swiss e em aeroportos desafiadores como London City, onde a aproximação íngreme e o baixo ruído são essenciais.
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Na África, a Embraer já tem cerca de 250 aeronaves em operação com 56 clientes, liderando o mercado de jatos de até 150 assentos com cerca de 31% de participação e crescimento médio anual de frota de 7,5% na última década.
Os novos pedidos reforçam essa liderança em dois mercados considerados estratégicos para a expansão da aviação regional.
E-Jets E2 em ascensão
A família E2 (E190-E2 e E195-E2) soma hoje centenas de pedidos firmes e backlog robusto, com entregas em crescimento nos últimos anos.
Somando:
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Helvetic (Europa)
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Air Côte d’Ivoire (África)
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grandes acordos recentes com LATAM, Avelo Airlines e o lessor TrueNoord, a Embraer vem se consolidando como uma das principais fornecedoras globais de jatos regionais em um momento em que companhias aéreas buscam aeronaves mais eficientes e adaptadas a mercados de nicho.

Perguntas frequentes
1. Quantos aviões a Embraer vendeu nesses dois novos negócios?
Foram 3 E195-E2 para a Helvetic Airways (com direito de compra para mais 5) e 4 E175 para a Air Côte d’Ivoire (com direito de compra para mais 8).
2. Quando começam as entregas?
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Helvetic: primeira entrega do E195-E2 prevista para o fim de 2026;
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Air Côte d’Ivoire: início das entregas do E175 no primeiro semestre de 2027.
3. Qual a configuração interna dos aviões?
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E195-E2 da Helvetic: 134 assentos em classe única, com poltronas Recaro;
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E175 da Air Côte d’Ivoire: 76 assentos, 12 na executiva e 64 na econômica.
4. Esses pedidos já entram na carteira de pedidos da Embraer?
Sim. Os contratos são pedidos firmes, com direitos de compra adicionais. No caso da Air Côte d’Ivoire, o negócio será contabilizado no backlog do 4º trimestre de 2025.
5. Por que as companhias escolheram jatos em vez de turboélices?
No caso da Air Côte d’Ivoire, o E175 foi escolhido justamente para substituir parte da frota turboélice, oferecendo:
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maior alcance e velocidade,
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mais conforto e capacidade de carga,
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melhor adequação a rotas regionais de média distância na África.
Já a Helvetic busca jatos com baixo consumo de combustível e ruído reduzido, adequados a aeroportos europeus com restrições ambientais.
6. O que isso significa para o Brasil?
Os E-Jets são desenvolvidos e produzidos pela Embraer, cuja base industrial fica em São José dos Campos e Gavião Peixoto (SP). Novos pedidos ajudam a:
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manter linhas de produção ativas,
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sustentar empregos qualificados na cadeia aeroespacial brasileira,
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e reforçar a imagem do país como polo de aviação regional. (inferência a partir do papel da Embraer na indústria nacional).
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Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.

