A Prefeitura de São José dos Campos iniciou nesta terça-feira (10/02) a obra de recuperação da galeria de águas pluviais da Rua Felisbina de Souza Machado, no Jardim Imperial (região sul), com previsão de executar uma nova estrutura pelo método não destrutivo para reduzir impactos na superfície e aumentar a segurança no entorno. ENTRE AGORA no Canal do Vale 360 News no WhatsApp e receba alertas em primeira mão (urgentes e atualizações). CLIQUE AQUI.

Com as chuvas intensas do início do ano, houve rompimento da rede de drenagem e afundamento do solo, o que abriu crateras na via e levou à interdição preventiva de 34 apartamentos e quatro casas. A Defesa Civil mantém plantão permanente no local desde sábado (7), e os moradores seguem fora das residências até nova avaliação técnica.

Relembre a sequência de ocorrências na mesma rua: Caminhão é engolido por cratera em São José dos Campos e Cratera gigante interdita prédio e casas no Jardim Imperial.

Como o método não destrutivo vai ajudar a recuperar a galeria

A obra foi planejada em três etapas: contenção das erosões e sondagem do solo, preenchimento dos vazios internos e execução de uma nova galeria paralela à estrutura que colapsou. A Prefeitura informou que a implantação da nova galeria será feita com intervenção reduzida na superfície, usando o método não destrutivo, para diminuir interferências na via, nas edificações e nas redes existentes.

Etapas da obra no Jardim Imperial

1) Contenção das erosões e sondagem do solo

Inicialmente, as equipes vão conter as erosões com preenchimento das áreas comprometidas em camadas de pedras, recompondo e estabilizando o solo. Em paralelo, serão realizadas sondagens geotécnicas nas proximidades do prédio adjacente, para verificar condições de suporte, mapear riscos estruturais e orientar as decisões técnicas das próximas fases.

2) Preenchimento dos vazios internos

Por causa da deterioração de tubos metálicos na galeria existente, foram identificados vazios no maciço de solo ao redor da estrutura. A etapa prevê preenchimento controlado com material tecnicamente adequado para recuperar a integridade do solo, reduzir risco de novos afundamentos e interromper a progressão de processos erosivos.

3) Nova galeria pelo método não destrutivo

Com o colapso parcial da estrutura atual, será implantada uma nova galeria de águas pluviais, paralela à que cedeu, utilizando o método não destrutivo. A proposta é executar o novo trecho com menor impacto na superfície e mais segurança para a mobilidade urbana e o entorno.

Trabalho emergencial: onde a Urbam começou a estabilização

A Urbam iniciou a estabilização no ponto considerado mais crítico, próximo à Praça Antônio Moreira Vita, por apresentar mais riscos à população. Uma escavadeira está sendo usada para aterrar o buraco com várias camadas de pedras, etapa que faz parte do controle das erosões antes da sequência de reparos estruturais.

Após a conclusão dos serviços iniciais, a equipe deve seguir para estabilizar o talude do outro ponto afetado, na esquina com a Rua Roberto Baranov, para permitir a continuidade da obra. Em seguida, entram as fases de reparo e execução da nova galeria.

Para mais notícias de São José dos Campos entre no grupo: ENTRE NO GRUPO DE NOTÍCIAS DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

Moradias interditadas: como está o apoio às famílias

Segundo a Prefeitura, os moradores foram orientados e estão acolhidos em casas de familiares ou amigos, conforme escolha de cada família. Eles tiveram permissão para retirar pertences (móveis, roupas e materiais escolares) com acompanhamento e orientação da Defesa Civil, para que a retirada ocorra de forma ordenada e segura.

Guardas civis municipais permanecem no local para apoiar a segurança. Há também suporte de equipes da Secretaria de Apoio Social, com disponibilização de colchões, cestas básicas e cobertores para quem precisar. Para entender o que já foi feito emergencialmente na área, veja: Força-tarefa restabelece água e energia e moradores relatam medo.

método não destrutivo
Com apoio de escavadeira, o serviço inicial consiste na estabilização do talude – Foto: Claudio Vieira/PMSJC

Perguntas Frequentes

O que significa método não destrutivo na obra do Jardim Imperial?

É uma técnica usada para implantar uma nova galeria com menor interferência na superfície, reduzindo impacto na via, nas edificações do entorno e nas redes de infraestrutura existentes.

Por que houve crateras na Rua Felisbina de Souza Machado?

Segundo a Prefeitura, as chuvas intensas do início do ano provocaram rompimento da rede de drenagem e afundamento do solo, gerando erosões e crateras na via.

Quando os moradores poderão voltar para casa?

O retorno depende de vistorias e liberação da Defesa Civil após a estabilização das áreas e avanço das etapas de reparo da galeria.

Links recomendados

ENTRE NO GRUPO DE NOTÍCIAS DO VALE DO PARAÍBA

Siga nosso Instagram