Operação em Pinda: Entenda como funcionava a venda de canetas emagrecedoras falsas que levou casal à prisão

Canetas emagrecedoras em Pinda: a Polícia Civil prendeu um casal em flagrante após apurar a venda, pela internet, de medicamento injetável anunciado como “tirzepatida” — produto apontado como sem registro e sem autorização sanitária, segundo o boletim de ocorrência. ENTRE AGORA no Canal do Vale 360 News no WhatsApp e receba alertas em primeira mão (urgentes e atualizações). CLIQUE AQUI.

De acordo com o registro, a investigação começou após um expediente encaminhado pela Polícia Federal indicando possível comércio irregular de “tirzepatida” por redes sociais em Pindamonhangaba. Os policiais foram até um endereço no Conjunto Residencial Araretama e, no local, a mulher, de 32 anos, abordada confirmou que comercializava o produto e apresentou as caixas armazenadas em geladeira.

O marido dela, de 36, compareceu depois à delegacia e também recebeu voz de prisão, conforme o boletim. A Polícia Civil afirma que a venda ocorria sem prescrição médica, licença ou autorização sanitária, o que motivou o flagrante.

Como funcionava a venda de canetas emagrecedoras, segundo a Polícia Civil

Segundo a apuração descrita no boletim, o esquema tinha duas pontas: o marido seria responsável por adquirir o medicamento fora do estado — com menção, no registro, à entrada irregular do produto no país — e a mulher faria a comercialização pela internet, usando redes sociais. A negociação ocorria sem retenção de receita e sem comprovação de procedência.

  • Canal de venda: redes sociais e internet, segundo o registro.
  • Produto anunciado: “tirzepatida” (com caixas identificadas como TIRZEC 15), conforme descrição no boletim.
  • Armazenamento: material guardado em geladeira e acondicionado para transporte, segundo a Polícia.
  • Motivo do flagrante: suspeita de comercialização de produto terapêutico sem registro/autorização sanitária e de contrabando.

Canetas emagrecedoras: o que foi apreendido e por que o caso é tratado como risco à saúde pública

O boletim cita a apreensão de caixas do produto apontado como “tirzepatida” e também de celulares, que podem ajudar a rastrear pedidos, pagamentos, conversas e a origem do material. No registro, a “saúde pública” aparece como vítima, justamente pelo risco de um medicamento sem controle sanitário ser distribuído e aplicado sem acompanhamento médico.

A Polícia Civil enquadrou o caso, em tese, nos crimes de falsificação/corrupção/adulteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais (art. 273 do Código Penal) e contrabando (art. 334-A). O documento também menciona que, nesse tipo de ocorrência, a comprovação de dano efetivo não é necessária para o registro inicial, pois a simples exposição da coletividade ao risco já é considerada relevante.

O Vale 360 News já mostrou, em Pindamonhangaba, ações policiais no Conjunto Residencial Araretama, como a operação que estourou uma “casa bomba”, além de grandes investigações na cidade, como a Operação Hydra.

Em outra frente, a Polícia Civil também já registrou ocorrência envolvendo medicamentos de alto custo em Pinda, como o roubo em drogaria com itens como Ozempic e Wegovy, o que reforça o interesse criminoso em produtos desse tipo.

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Alerta ao consumidor: como reduzir o risco de cair em golpe

Especialistas e órgãos de saúde costumam orientar que medicamentos de uso controlado e injetáveis só devem ser adquiridos em canais regularizados e usados com acompanhamento médico. Desconfie de oferta em rede social, entrega “sem receita”, promessa de resultado rápido e ausência de nota fiscal/procedência.

Se você suspeitar de venda irregular de canetas emagrecedoras, denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo 181. Em caso de emergência, acione o 190.

Canetas emagrecedoras

Canetas emagrecedoras

Perguntas frequentes

O que são canetas emagrecedoras e por que a venda irregular vira caso de polícia?

O termo popular se refere a medicamentos injetáveis usados em tratamentos específicos. Quando um produto é vendido sem controle sanitário, sem procedência e sem prescrição, há risco direto à saúde e possibilidade de enquadramento criminal, como indica o boletim do caso.

Quantas unidades foram encontradas na operação?

O registro menciona 14 caixas do produto descrito como “tirzepatida”, além de celulares apreendidos para investigação.

Onde a ocorrência foi registrada?

O boletim aponta a Delegacia de Pindamonhangaba e descreve diligência em endereço no Conjunto Residencial Araretama.

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Jesse Nascimento
Jesse Nascimento

Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.