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Estudo: Conheça as cidades mais quentes e mais geladas do Vale do Paraíba, Litoral Norte e Serra da Mantiqueira em 2023

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Um estudo do CEMADEN (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) mostra um raio-x das cidades mais quentes e mais geladas do Vale do Paraíba, Litoral Norte e Serra da Mantiqueira em 2023. O Estudo é mais abrangente e traz levantamento completo das anomalias extremas de temperatura e seca no ano passado em todo o Brasil. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP

A boa notícia para a Região Metropolitana do Vale do Paraíba, que engloba 39 cidades, é que as temperaturas não excederam nem de perto os registros, principalmente, de cidades de Minas, Bahia, Ceará e Amazonas. A maior temperatura média no Brasil em 2023 foi registrada em Piau, Minas Gerais, com 2,7ºC acima da média. As maiores temperaturas foram registradas, de acordo com o estudo, entre setembro e dezembro de 2023.

Na região, a cidade mais quente, pela média, foi Ilhabela com temperatura 0,35527ºC mais alta que a média. Também fica no Litoral Norte a segunda e a terceira cidades mais quentes da região. Ubatuba aparece em segundo lugar com temperatura média de 0,352511ºC. Caraguatatuba vem em terceiro lugar com média anual de 0,31499ºC.

Vale do Paraíba

Nas cidades do Vale, a temperatura mais alta pertence a Igaratá, que teve temperaturas médias de 0,29ºC acima do normal. Entre as maiores cidades, Jacareí foi a mais quente com media de 0,16ºC. São José dos Campos, Taubaté e Pindamonhangaba registraram temperaturas abaixo da média. São José teve temperaturas quase estáveis. A média na cidade foi de menos 0,009ºC. Taubaté registrou -0,04 e Pinda -0,33ºC.

Serra da Mantiqueira

Na Serra da Mantiqueira, São Bento do Sapucaí registrou a menor temperatura média da região e do Estado de São Paulo, com temperatura 1,5ºC inferior ao normal para a cidade. Também registraram temperaturas médias negativas, Campos do Jordão (-1,49ºC) e Santo Antônio do Pinhal (-1,11ºC).

Cidades mais quentes e mais geladas do Vale

  1. Ilhabela – 0,355269909
  2. Ubatuba – 0,35251077
  3. Caraguatatuba – 0,314989726
  4. Igaratá – 0,299547354
  5. Queluz – 0,273209731
  6. São Sebastião – 0,262372494
  7. Natividade da Serra – 0,215639591
  8. Paraibuna – 0,169233163
  9. Jacareí – 0,169090907
  10. São Luiz do Paraitinga – 0,079389095
  11. Santa Branca – 0,030418078
  12. São José dos Campos – -0,009881337
  13. Bananal – -0,021490097
  14. Taubaté – -0,048980872
  15. Tremembé – -0,061222871
  16. Arapeí – -0,077376366
  17. Areias – -0,122033596
  18. Jambeiro – -0,130370935
  19. Lavrinhas – -0,150839329
  20. Cunha – -0,196570079
  21. Lagoinha – -0,257776101
  22. Cachoeira Paulista – -0,288215637
  23. São José do Barreiro – -0,305620035
  24. Pindamonhangaba – -0,331735134
  25. Caçapava – -0,333089829
  26. Silveiras – -0,352486293
  27. Piquete – -0,363135974
  28. Canas – -0,385456403
  29. Redenção da Serra – -0,40986522
  30. Cruzeiro – -0,419790109
  31. Lorena – -0,446702798
  32. Monteiro Lobato – -0,525549412
  33. Roseira – -0,60337925
  34. Guaratinguetá – -0,768773874
  35. Potim – -0,778943221
  36. Aparecida – -0,892342409
  37. Santo Antônio do Pinhal – -1,112498283
  38. Campos do Jordão – -1,49707222
  39. São Bento do Sapucaí – -1,501369953

O estudo

Um estudo realizado pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), órgão vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), aponta para um cenário alarmante de temperaturas e secas extremas no Brasil durante o ano de 2023. Analisando dados de temperatura estimados por satélite e avaliando o índice de temperatura padronizado e as anomalias de temperatura em 5.700 municípios brasileiros, o estudo revelou que os meses de setembro a dezembro de 2023 foram particularmente críticos, com grandes anomalias térmicas e secas severas, especialmente na região amazônica.

Segundo informações da World Meteorological Organization (WMO) e da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), o ano de 2023 foi o mais quente desde o início dos registros globais em 1850, com uma temperatura média 1,18°C acima da média do século XX. Este valor superou em 0,15°C o recorde anterior estabelecido em 2016. O fenômeno do El Niño, que se desenvolveu com intensidade em 2023, é apontado como um dos fatores contribuintes para esses extremos de temperatura em grande parte do país.

A metodologia do estudo incluiu a avaliação do índice de temperatura padronizado e o cálculo das anomalias de temperatura para os municípios brasileiros, com base em dados fornecidos pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), combinando informações de temperatura de superfície com estimativas derivadas por satélite.

O relatório destaca que o El Niño pode ter desempenhado um papel crucial nesse aquecimento anômalo, já que durante anos desse fenômeno, as temperaturas globais tendem a ser mais elevadas do que em anos neutros ou de La Niña. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), entre agosto e novembro de 2023, o país enfrentou seis ondas de calor, agravando ainda mais a situação.

Os pesquisadores responsáveis pelo estudo, Ana Paula Cunha, especialista em secas e coordenadora substituta de Relações Institucionais, e Jose Marengo, climatologista e coordenador-geral de Pesquisa e Desenvolvimento, ressaltam os impactos significativos nas reservas hídricas, no risco de incêndios florestais e na produção agrícola decorrentes das secas combinadas com as temperaturas extremas, denominadas eventos compostos seca-calor.

O estudo completo, intitulado “Avaliação de temperaturas extremas combinadas com a seca no ano de 2023”, incluindo análises de impacto no Relatório de Monitoramento de Seca para o Brasil, está disponível para acesso público. Além disso, uma planilha detalhada com as anomalias de temperatura nos municípios brasileiros também está disponível para consulta, fornecendo uma visão mais ampla dos impactos locais desses eventos extremos.

Diante desses achados alarmantes, medidas urgentes de adaptação e mitigação são necessárias para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas e garantir a resiliência das comunidades brasileiras diante de eventos climáticos cada vez mais frequentes e intensos.

*Foto de Capa: Tânia Rego/Agência Brasil

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