Golpe do Facebook: moradora de Caçapava transfere R$ 4 mil por Pix e não recebe motocicleta

Golpe do Facebook virou caso de polícia após uma moradora registrar boletim de ocorrência por estelionato (art. 171) ao tentar comprar uma motocicleta anunciada em uma plataforma de compra e venda. Segundo o registro, após ver o veículo no local combinado, ela fez uma transferência via Pix de R$ 4 mil, mas o suposto vendedor sumiu e a moto não foi entregue. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP

O boletim aponta que o caso tem características do golpe do Facebook, quando um criminoso se apresenta como intermediador ou “dono” do veículo, conduz toda a negociação à distância, recebe o dinheiro e corta o contato com comprador e proprietário.

Golpe do Facebook: como a negociação aconteceu

De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima se interessou por uma motocicleta anunciada no Facebook e passou a conversar com o suposto vendedor, que levou a negociação para o WhatsApp (número com DDD 12 citado no BO). O anunciante informou um endereço no município para a vítima conferir o veículo pessoalmente.

No local, a vítima foi recebida por uma mulher, que disse que o marido chegaria com a motocicleta. Após visualizar o veículo, a vítima fechou a compra e realizou o pagamento combinado: R$ 4 mil via Pix, para a conta indicada pelo “vendedor”. Logo depois da transferência, o contato deixou de responder e a entrega não ocorreu.

Golpe do Facebook: proprietário também teria sido enganado

O registro policial descreve que, após a confusão, a vítima descobriu que quem estava com a motocicleta era o proprietário legítimo do bem. Ele relatou à polícia que um homem, identificado apenas como “Henrique”, teria oferecido “ajuda” para intermediar a venda da moto — porém não repassou qualquer valor e não concluiu a negociação corretamente.

Na prática, segundo a própria descrição do BO, o golpe do Facebook teria prejudicado as duas pontas: o comprador, que pagou e não recebeu, e o proprietário, que ficou com o veículo e sem o dinheiro.

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Por que esse tipo de crime é chamado de golpe do “terceiro vendedor”?

O boletim aponta que o autor não aparece presencialmente: ele usa fotos/anúncios, conversa por aplicativos, tenta controlar a comunicação e direciona o Pix para uma conta indicada por ele. É o padrão do golpe do terceiro vendedor em Caçapava no Facebook, também conhecido como golpe do falso intermediário.

Golpe do Facebook: o que a vítima deve guardar para ajudar na investigação

Para apuração do golpe do terceiro vendedor em Caçapava no Facebook, a orientação prática é preservar tudo o que comprova a negociação:

  • comprovante do Pix e dados da conta de destino;
  • prints das conversas (WhatsApp/Facebook) e do anúncio;
  • datas, horários, nomes usados e links/IDs do perfil;
  • endereço/locais combinados e possíveis testemunhas.

O boletim informa ainda que a vítima foi orientada sobre o prazo de seis meses para eventual representação, e o caso foi registrado como “BO para investigação”.

Como evitar golpe do Facebook

Para não cair no golpe do terceiro vendedor em Caçapava no Facebook, especialistas em segurança recomendam medidas simples antes de transferir dinheiro:

  • desconfie de preço muito abaixo do mercado e de pressa para “fechar agora”;
  • confirme se quem anuncia é quem consta como proprietário do documento do veículo;
  • não faça Pix para terceiros (conta em outro nome) e não aceite “intermediador” controlando a conversa;
  • faça a negociação e a transferência com as partes presentes, preferencialmente em ambiente seguro;
  • formalize a compra com recibo e procedimentos de transferência.

O Vale 360 News já alertou sobre outros tipos de estelionato na cidade, como o golpe da maquininha em Caçapava, e também sobre investigações relacionadas a fraudes, como em estelionato com compra fraudulenta rastreada.

Golpe do Facebook
Imagem Ilustrativa (Vale 360 News/IA)

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Jesse Nascimento
Jesse Nascimento

Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.