Mais de 3 mil trabalhadores da Construção Civil, terceirizados em São José dos Campos, entram em greve na Revap. A paralisação foi deflagrada na manhã desta segunda-feira (26/05), depois de assembleia realizada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil (Sintricom), na portaria da Refinaria Henrique Lage. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP E RECEBA AS NOTÍCIAS EM PRIMEIRA MÃO
Na última sexta (23), os trabalhadores aprovaram o estado de greve, uma vez que votaram contra a proposta apresentada pelas empresas terceirizadas, que prestam serviço à Petrobras na Revap.
Reivindicações incluem aumento real e melhores condições de trabalho
A proposta rejeitada previa apenas a reposição da inflação com base no INPC. Os trabalhadores, no entanto, exigem um reajuste que contemple:
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100% do INPC + 5% de aumento real
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Fim da escala 6×1 e compensação aos sábados
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Jornada de 40 horas semanais
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Participação nos Lucros e Resultados (PLR)
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Reajuste nos vales alimentação e refeição
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Cesta natalina
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Melhoria nos equipamentos de proteção individual (EPIs)
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Serviços como café da manhã e segurança no trabalho
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Auxílio-creche, fornecimento de uniforme, protetor solar e repelente contra a dengue
Apoio sindical fortalece a mobilização e dá início à greve na Revap
Durante a assembleia, os trabalhadores terceirizados da Revap contaram com forte apoio de entidades sindicais do Vale do Paraíba e de outras regiões do Estado de São Paulo.
Estiveram presentes dirigentes de:
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Feticom (Federação dos Trabalhadores da Construção Civil)
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CUT (Central Única dos Trabalhadores)
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Metalúrgicos de Pindamonhangaba e Taubaté
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Condutores do Vale do Paraíba
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Papeleiros de Jacareí
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Vidreiros do Estado de São Paulo
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Sindicato da Construção Civil de Santo André, Cubatão, Guarulhos e outras cidades
Segundo o presidente do Sintricom, Marcelo Rodolfo da Costa, o apoio das demais categorias é essencial para o avanço da campanha salarial:
“Esse apoio é fundamental para que a gente consiga manter a mobilização forte. Os trabalhadores deixaram claro que não aceitarão apenas a reposição inflacionária. Querem aumento real e valorização dos seus direitos.”
Próximos passos
Sabendo da situação e tendo recebido o aviso de greve na sexta-feira (23), as empresas que prestam serviço para a Petrobras protocolaram uma ação liminar no Tribunal Regional do Trabalho em Campinas no qual pedem que a Justiça reconheça o trabalho na Revap como essencial. A audiência de conciliação ficou marcada para quarta-feira (28).
Outro lado
A reportagem já fez contato com a Petrobras e pediu uma posição sobre a greve, porém até o momento a empresa não se manifestou.
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