Homem acusado de matar idosa em Taubaté segue preso após audiência de custódia realizada, nesta sexta-feira (05/06), no caso da morte de Dolira Galvão Ferreira, de 73 anos, baleada na cabeça durante uma briga no bairro Santa Teresa. A Justiça converteu a prisão em flagrante do homem, de 33 anos, em prisão temporária pelo prazo de 30 dias, prorrogável por igual período. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP
A decisão foi tomada após a ocorrência registrada na tarde de quinta-feira (04/06), feriado de Corpus Christi, na Rua Pedro Loreno, no bairro Santa Teresa, em Taubaté. Além de Dolira, o filho da vítima, e uma mulher, de 56 anos, também foram baleados.
O caso começou como uma briga entre ciganos em Taubaté que deixou uma idosa morta e dois baleados. Depois, a vítima fatal foi identificada como Dolira Galvão Ferreira. Em seguida, o boletim de ocorrência apontou que a briga teve um preso em flagrante.
O Vale 360 News apurou que a decisão judicial considerou a gravidade concreta do crime, as versões conflitantes, a necessidade de identificar outros possíveis envolvidos e a preservação das provas.
Homem acusado de matar idosa em Taubaté segue preso por 30 dias
O homem acusado de matar idosa em Taubaté segue preso porque a Justiça entendeu que a prisão temporária é necessária para o avanço das investigações.
Na decisão, o juiz afirmou que há fundadas razões de autoria, pois o filho da idosa, vítima sobrevivente e testemunha, apontou que preso como um dos autores dos disparos que mataram Dolira e também o atingiram.
“A prisão temporária é necessária ante a gravidade dos fatos e para garantir o prosseguimento das investigações.” disse o juiz.
A decisão também destacou a materialidade do crime, com base no óbito de Dolira, nos atendimentos médicos das vítimas e na apreensão de cartuchos e carregadores.
“Há fundadas razões de autoria, pois a vítima sobrevivente e testemunha, apontou o preso como um dos autores dos disparos que mataram Dolira e o atingiram.”
A defesa, disse que vai entrar com pedido de “Habeas Corpus” no Tribunal de Justiça.
Juiz cita arma 9mm, munições e carregador
Outro ponto usado pela Justiça para a manutenção da prisão foi o fato de ele ser CAC e ter admitido possuir uma pistola calibre 9mm. Segundo a decisão, munições e carregador compatíveis com os usados no crime foram encontrados na residência do investigado.
“O investigado é CAC, admitiu ter arma 9mm e, em sua residência, foram encontradas munições e carregador compatíveis com os usados no crime.”
No boletim de ocorrência, a Polícia Civil já havia registrado a apreensão de cartuchos, carregador, munições e celulares. Também foi requisitado exame residuográfico em pessoas envolvidas na ocorrência.
Prisão temporária foi decretada para preservar provas
A Justiça entendeu que a investigação ainda está em fase inicial e depende de novas diligências. Entre os pontos pendentes estão a identificação de corréus, a conclusão de perícias, a análise dos objetos apreendidos e o esclarecimento de contradições nas versões apresentadas.
“A investigação ainda é inicial e exige diligências para identificar corréus, concluir perícias e esclarecer contradições, já que o preso mudou sua versão.”
Para o juiz, a custódia cautelar é indispensável para preservar provas e evitar interferências na investigação. “Assim, a custódia cautelar é indispensável para preservar as provas, evitar interferências e esclarecer crime de extrema violência.”
Decisão fala em crime de extrema violência em via pública
A decisão judicial também ressaltou que o crime ocorreu com arma de fogo, em via pública, e deixou múltiplas vítimas.
“Crime de extrema violência, praticado com arma de fogo em via pública e com múltiplas vítimas, o que demonstra periculosidade concreta.”
Ao converter a prisão, o juiz citou a garantia da ordem pública e a necessidade de evitar a prática de novas infrações penais.
“Diante da gravidade concreta do delito, tudo indica que a colocação em liberdade implicaria salvo-conduto para a prática de novos crimes.”
Prisão em flagrante foi convertida em temporária
Ao final da audiência de custódia, a Justiça converteu a prisão em flagrante em prisão temporária.
“Converto em Prisão Temporária a prisão em flagrante em desfavor do acusado, pelo prazo de 30 dias, prorrogável por igual período.”
A decisão determinou a expedição urgente do mandado de prisão. O procedimento deve ser encaminhado ao cartório distribuidor para redistribuição ao juízo competente no primeiro dia útil subsequente.
O que diz o BO sobre a morte de Dolira Galvão Ferreira
O boletim de ocorrência aponta que policiais militares foram acionados pelo Copom para atendimento de disparos de arma de fogo no bairro Santa Teresa, com vítimas alvejadas.
Quando a primeira equipe chegou ao local, as vítimas já haviam sido socorridas por terceiros à UPA Cecap. Depois, foi informado o óbito de Dolira.
O filho de Dolira relatou à Polícia Civil que estava em sua residência quando o preso teria chegado a pé, acompanhado de outras pessoas, e passado a efetuar disparos em direção a ele e à mãe.
Preso mudou versão, segundo a investigação
Segundo o boletim, o preso inicialmente disse que estava perto de casa quando sentiu um “choque” na perna e percebeu que havia sido baleado, sem saber quem teria atirado.
Depois, acompanhado por advogados, retificou a versão e alegou que outras pessoas teriam efetuado disparos em sua direção. Ele negou ter atirado contra Dolira, o filho dela ou outras vítimas. A Justiça, porém, destacou a mudança de versão como um dos motivos para manter a prisão temporária enquanto as diligências seguem.
Outros investigados foram qualificados
O boletim também qualificou outros três homens como investigados. Eles não foram reconhecidos pelo filho da vítima como autores dos disparos, mas veículos relacionados a eles apareceram em informações levantadas durante a ocorrência.
Um VW Polo vermelho foi localizado na saída da Rodovia Presidente Dutra, no bairro Cidade Jardim. Já um VW Polo preto foi apontado pelo COI de Taubaté como possivelmente envolvido e encontrado na Rodovia Carlos Pedroso da Silveira.
Segundo o registro, nada de ilícito foi localizado nos veículos ou com os ocupantes abordados.
Investigação deve apurar motivação e participação de outras pessoas
A Polícia Civil ainda deve esclarecer a motivação exata da briga, quem efetuou os disparos, se houve mais de uma arma envolvida e qual foi a participação de cada pessoa qualificada na ocorrência.
Uma das versões citadas no boletim fala em desentendimento anterior relacionado à venda de veículos. Essa linha ainda depende de confirmação formal por depoimentos, perícias e análise de celulares apreendidos.
A prisão temporária não representa condenação. Ele é investigado e terá direito à defesa no curso do processo.

Perguntas frequentes
Quem vai seguir preso pela morte de Dolira Galvão Ferreira?
O homem, de 33 anos, vai seguir preso após decisão da Justiça em audiência de custódia.
Qual prisão foi decretada?
A Justiça converteu a prisão em flagrante em prisão temporária.
Por quanto tempo ele ficará preso?
A prisão temporária foi decretada pelo prazo de 30 dias, prorrogável por igual período.
Por que a Justiça o manteve preso?
A decisão citou a gravidade dos fatos, a necessidade de prosseguir as investigações, a preservação de provas, a identificação de possíveis corréus e as contradições nas versões apresentadas.
Quem foi Dolira Galvão Ferreira?
Dolira Galvão Ferreira era uma idosa de 73 anos que morreu após ser baleada na cabeça durante a briga no bairro Santa Teresa, em Taubaté.
Quem apontou o preso como autor dos disparos?
Segundo a decisão, o filho da vítima e sobrevivente apontou o homem preso como um dos autores dos disparos.
Houve outras vítimas?
Sim. O filho de Dolira e uma mulher, de 56 anos.
O que foi apreendido?
O boletim cita apreensão de cartuchos, carregadores, munições e celulares, além da realização de exame residuográfico em envolvidos.
A prisão temporária significa condenação?
Não. A prisão temporária é medida cautelar durante a investigação. O acusado ainda terá direito à defesa e o caso seguirá para apuração.
O que a Polícia Civil ainda vai investigar?
A Polícia Civil deve apurar a motivação, a dinâmica dos disparos, a participação de outras pessoas e as contradições entre os depoimentos.
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Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.

