No quinto dia de greve, servidores da Urbam fazem passeata até a Prefeitura de São José dos Campos na manhã desta sexta-feira (17/04), em mobilização que reuniu centenas de trabalhadores e reforçou a pressão sobre o governo municipal no momento em que a paralisação entra em nova fase de desgaste político e jurídico. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP
O ato ocorre depois de uma semana em que o impasse cresceu dia após dia. Primeiro, a paralisação atingiu a coleta de recicláveis e obras públicas. Depois, o movimento ganhou mais adesão, consolidou cinco pautas centrais e passou a enfrentar reação mais dura da Urbam, da Prefeitura e da Justiça. Agora, no quinto dia, a passeata até o Paço amplia a visibilidade do conflito e mostra que a categoria tenta manter a mobilização antes da audiência de conciliação prevista para a próxima terça-feira (22).
Em relação ao que já havia sido publicado, o quadro ficou mais claro: a categoria cobra avanço em temas como convênio médico, vale-alimentação, progressão salarial, PLR e insalubridade; a empresa sustenta que a greve prejudica serviços essenciais; e o prefeito Anderson Farias (PSD) afirmou que o movimento tem viés político e que não vai aceitar a cidade parada.
Os capítulos anteriores desse conflito já apareceram em reportagens como o impacto inicial da greve sobre a coleta de recicláveis e obras públicas, o avanço da adesão no segundo dia, a reação pública do prefeito e a decisão do sindicato de manter a paralisação até 22 de abril.
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No quinto dia de greve, servidores da Urbam fazem passeata até a Prefeitura e ampliam pressão
A passeata desta sexta muda o eixo da cobertura porque desloca a greve do ambiente operacional da Urbam para o centro político da cidade. Até aqui, o foco estava nos efeitos práticos da paralisação sobre a rotina urbana. Agora, a mobilização chega à Prefeitura e tenta transferir para o Executivo parte ainda maior do peso do impasse.
Esse movimento ocorre num momento em que o sindicato já informou que a greve deve continuar até a audiência de conciliação no TRT-15, em Campinas. A entidade afirma que não houve abertura real de negociação por parte da Urbam e da Prefeitura, enquanto a administração municipal e a empresa sustentam discurso de enfrentamento à paralisação.
Na prática, a passeata funciona como recado político antes da rodada decisiva no campo jurídico. A categoria tenta mostrar força nas ruas, enquanto a Prefeitura mantém a linha de que os serviços essenciais não podem ser comprometidos.
No quinto dia de greve, servidores da Urbam fazem passeata até a Prefeitura após semana de escalada
A greve começou com impacto direto na coleta seletiva e em obras públicas. No segundo dia, segundo o sindicato, houve maior adesão e consolidação das cinco reivindicações centrais. Depois, a crise ganhou novo capítulo com a intervenção da Justiça, que proibiu piquetes, e com a informação de que trabalhadores teriam recebido telegramas para comparecer à empresa.
No meio desse cenário, Anderson Farias passou a endurecer o tom. Em manifestação já divulgada, o prefeito disse que não vai admitir a cidade parada e classificou o movimento como político. A fala reforçou o embate verbal entre o governo municipal e a categoria e deu à greve um componente que vai além da pauta trabalhista.
Por isso, a passeata desta sexta tem peso maior do que um ato simbólico. Ela resume a evolução do conflito: saiu da porta da empresa, afetou serviços, entrou na disputa judicial e agora desemboca diante da sede do poder municipal.
O que diz a Prefeitura
A Prefeitura de São José dos Campos ainda não se respeito da passeata dos servidores da Urbam até o Paço Municipal.
Perguntas frequentes
Por que os servidores da Urbam estão em greve?
Segundo o sindicato, a greve gira em torno de cinco pontos centrais: convênio médico, vale-alimentação, progressão salarial, PLR e insalubridade.
Até quando a greve da Urbam deve continuar?
De acordo com o Seaac, a paralisação segue pelo menos até 22 de abril, data marcada para a audiência de conciliação no TRT-15, em Campinas.
O que o prefeito Anderson Farias disse sobre o movimento?
O prefeito afirmou que não vai aceitar a cidade parada e classificou a greve como um movimento político.
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