Com maior adesão de trabalhadores, greve da Urbam em São José dos Campos entra no 2º dia nesta terça-feira (14/04), segundo o sindicato da categoria, em meio a cobranças por avanço nas negociações salariais e em benefícios como convênio médico, vale-alimentação, PLR, progressão salarial e insalubridade. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP
A paralisação foi mantida depois de, segundo os trabalhadores, não haver avanço real nas conversas com a Urbanizadora Municipal. A data-base da categoria é junho e, de acordo com o sindicato, a pauta foi aprovada em maio de 2025, entregue à empresa em junho e discutida em três ou quatro reuniões no ano passado, sem acordo. Desde 2016, ainda segundo a representação dos empregados, não há assinatura de acordo coletivo.
O Vale 360 News já mostrou que a greve da Urbam em São José dos Campos afetou a coleta de recicláveis e obras públicas, trouxe reação oficial da empresa e levou o prefeito Anderson Farias a dizer que não vai admitir prejuízo aos serviços essenciais da cidade. Veja as reportagens anteriores neste link, neste outro e também aqui.
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Com maior adesão de trabalhadores, greve da Urbam em São José dos Campos entra no 2º dia com 5 pautas centrais
Segundo o SEAAC/CUT, as principais reivindicações que sustentam a greve da Urbam em São José dos Campos passam por cinco pontos. O primeiro é o convênio Hapvida, alvo de críticas por parte dos trabalhadores, que reclamam da qualidade do atendimento e da cobrança sobre os empregados. O sindicato afirma que houve mudança unilateral do plano, sem discussão prévia com a entidade.
O segundo ponto é o vale-alimentação, que, segundo o sindicato, está defasado em relação à inflação. A categoria diz que o valor atual é de R$ 27,70 e sustenta que ele deveria estar em R$ 32,93. O terceiro item é a progressão salarial de 2,75%, com pagamento das diferenças acumuladas desde 2017, além da retomada do tema no acordo coletivo.
A quarta pauta levantada pelos trabalhadores é a PLR, que, segundo o sindicato, não é paga desde 2017. Já a quinta diz respeito à insalubridade. A entidade afirma que há setores como coleta, varrição, serviços ligados à saúde e obras em que o adicional seria devido, mas que a implantação vem sendo protelada há mais de dez anos.
Com maior adesão de trabalhadores, greve da Urbam em São José dos Campos entra no 2º dia e sindicato cobra negociação
Em entrevista, Marcelo Ribeiro, diretor-tesoureiro do Seaac, afirmou que o convênio Hapvida se tornou uma das maiores fontes de insatisfação entre os empregados da Urbam. Segundo ele, trabalhadores relatam dificuldade de atendimento, remarcação de consultas e descontos considerados excessivos. Marcelo também afirmou que a troca do convênio teria ocorrido de forma unilateral, sem conversa com o sindicato.
Ainda de acordo com Marcelo Ribeiro, o sindicato tentou negociar durante meses e chegou a apresentar uma minuta de acordo, mas, segundo ele, não houve resposta da empresa nem nova reunião neste ano.
O dirigente também disse que a entidade trava há mais de dez anos uma disputa relacionada à insalubridade e sustenta que já existe laudo pericial apontando direito ao benefício em alguns setores, embora a empresa não tenha implantado o adicional.
Marcelo afirmou ainda que a Urbam tentou obter interdito proibitório em duas oportunidades, sem sucesso, e que um perito judicial esteve no local da paralisação nesta terça-feira para verificar a regularidade do movimento. Segundo o sindicalista, a conclusão registrada no acompanhamento foi de que não havia irregularidades na greve.
Urbam diz que paralisação extrapola limites legais e mantém plano de contingência
Em nota, a Urbam repudiou a continuidade da paralisação nesta terça-feira (14) e afirmou que o movimento sindical vem extrapolando os limites legais do direito de greve. A empresa disse que há práticas abusivas, como uso de cadeados e correntes e bloqueio de acessos com veículos, o que estaria impedindo o livre exercício do trabalho por parte de colaboradores que querem trabalhar.
A Urbam também afirmou que a paralisação, da forma como estaria sendo conduzida, provoca prejuízos significativos à coletividade e impacta diretamente serviços essenciais prestados à população de São José dos Campos. Segundo a empresa, o departamento jurídico já adotava medidas judiciais para coibir abusos, assegurar o acesso às unidades de trabalho e garantir o direito de quem deseja manter as atividades.
Paralelamente, a empresa informou que mantém ativo um plano de contingência para tentar reduzir os efeitos da greve sobre a cidade e preservar, na medida do possível, a continuidade dos serviços essenciais. Até o momento, não houve anúncio público de acordo entre as partes.
Resumo do impasse
- Situação: greve da Urbam em São José dos Campos entra no 2º dia
- Segundo o sindicato: houve aumento de adesão dos trabalhadores nesta terça-feira
- Principais pautas: convênio Hapvida, vale-alimentação, progressão salarial, PLR e insalubridade
- Data-base: junho
- Segundo o sindicato: não há acordo coletivo assinado desde 2016
- Posição da Urbam: paralisação extrapola limites legais e prejudica serviços essenciais
- Medidas da empresa: ações judiciais e plano de contingência
Perguntas frequentes
Quais são as principais reivindicações da greve da Urbam em São José dos Campos?
Segundo o sindicato, as pautas centrais são convênio Hapvida, reajuste do vale-alimentação, pagamento da progressão salarial, retomada da PLR e implantação de insalubridade em setores que já teriam laudo favorável.
O que a Urbam diz sobre a greve?
A empresa afirma que a paralisação vem extrapolando os limites legais, com bloqueios e impedimento de acesso de trabalhadores às unidades, e diz que já adotou medidas judiciais para conter abusos e manter os serviços.
A greve da Urbam em São José dos Campos já tem acordo para terminar?
Até o momento descrito nesta matéria, não havia anúncio de acordo entre sindicato e empresa para encerrar a paralisação.
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Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.

