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Onda de Calor será incomum na próxima semana no Vale do Paraíba e pode quebrar recordes de temperatura

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Onda de Calor será incomum na próxima semana no Vale do Paraíba e pode quebrar recordes de temperatura. O alerta da onda intensa de calor parte dos institutos de meteorologia. O Instituto Metsul, um dos mais precisos na previsão do tempo, aponta dias com marcas extraordinárias jamais vistas em boa parte do Centro Sul do Brasil. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP

De acordo com a Metsul é tão extraordinário o que apontam os modelos meteorológicos que a onda de calor pode ser a mais intensa relacionada a temperaturas máximas registrada no País. O calor já ganhou intensidade no Vale do Paraíba nesta sexta-feira (10/11) e no domingo (12) pode haver quebra de recorde de temperatura no ano.

A maior temperatura no ano no Vale do Paraíba foi registrada no dia 23 de setembro, quando os termômetros marcaram 37,2 ºC em Taubaté e 37,7 ºC em Cachoeira Paulista, de acordo com números oficiais do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia). Nesta mesma data, Campos do Jordão teve 30,1 ºC.

Calor extraordinário

Mas o calor do domingo será apenas um aperitivo para o que se desenha para a semana que vem. A Metsul destaca que as ondas de calor, normalmente, duram entre quatro e sete dias, mas essa próxima pode ter duração de 10 dias ou mais, podendo completar duas semanas em algumas localidades.

O instituto ainda ressalta que a onda de calor pode estabelecer recordes de temperaturas máximas em muitas cidades. No Vale do Paraíba, os recordes são 39,9 ºC em Cachoeira Paulista, em 2020, e 38,7 ºC em Taubaté, em 2014.

Onda de calor

Uma onda de calor é um período de tempo excepcionalmente quente, geralmente com temperaturas muito acima das médias normais para uma região e estação específicas. Esse fenômeno climático se forma devido a uma série de fatores atmosféricos, incluindo:

  1. Altas Pressões Atmosféricas: Um sistema de alta pressão pode estagnar sobre uma área, impedindo a circulação do ar. Isso dificulta a dispersão do calor e da umidade, fazendo com que as temperaturas aumentem.
  2. Jet Stream: Movimentos ou configurações incomuns do jet stream (fortes ventos na alta atmosfera) podem contribuir para a formação de ondas de calor, isolando uma massa de ar quente.
  3. Radiação Solar Intensa: Em algumas situações, a radiação solar intensa, especialmente durante o verão, pode aumentar significativamente as temperaturas locais.
  4. Influência Urbana: Nas cidades, o fenômeno conhecido como “ilha de calor urbana” pode intensificar uma onda de calor, pois as estruturas urbanas tendem a reter mais calor do que áreas rurais.

As ondas de calor podem ter impactos significativos na saúde humana, nos ecossistemas, na agricultura e na demanda por energia. Com as mudanças climáticas, é esperado que esses eventos se tornem mais frequentes e intensos.

Cuidados diante da onda de calor

Durante uma onda de calor, é essencial adotar medidas para manter-se seguro e saudável. Aqui estão alguns cuidados importantes:

  1. Hidratação: Beba bastante água para evitar a desidratação. Evite bebidas alcoólicas e cafeinadas que podem desidratar.
  2. Roupas Leves: Use roupas leves, folgadas e de cores claras para ajudar a manter o corpo fresco.
  3. Protetor Solar: Aplique protetor solar regularmente para proteger a pele dos raios UV nocivos.
  4. Evite o Sol do Meio-Dia: Tente permanecer em ambientes frescos durante as horas mais quentes do dia.
  5. Ar Condicionado e Ventiladores: Utilize ventiladores ou ar condicionado para ajudar a reduzir a temperatura do ambiente.
  6. Atenção aos Grupos de Risco: Tenha cuidado especial com idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas, pois são mais vulneráveis aos efeitos do calor.
  7. Alimentação Leve: Prefira refeições leves e evite alimentos pesados e gordurosos.
  8. Observe Sinais de Problemas de Saúde: Esteja atento a sinais de insolação, desidratação ou exaustão pelo calor, que podem incluir tonturas, fraqueza, dor de cabeça e náuseas.

Saúde humana e onda de calor

As ondas de calor, fenômenos climáticos caracterizados por temperaturas anormalmente elevadas, estão se tornando cada vez mais intensas e frequentes, com graves repercussões na saúde humana. Um estudo recente revelou que a mortalidade relacionada ao calor, já identificada como um dos principais riscos climáticos à saúde, está aumentando devido ao aquecimento global. A análise de dados de 748 localidades em 47 países demonstrou que episódios extremos de calor, que ocorriam uma vez a cada cem anos no ano 2000, passaram a ser esperados a cada dez a vinte anos em 2020. Esses períodos estão previstos para se encurtar ainda mais sob níveis de aquecimento de 1,5 °C e 2 °C, tornando extremos de mortalidade por calor, antes raros, eventos comuns sem adaptação adequada​​.

Esses eventos extremos podem levar a condições como desidratação, insolação e exaustão pelo calor, afetando principalmente grupos vulneráveis como idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas. Além disso, as ondas de calor exacerbam doenças cardiovasculares e respiratórias, afetam a qualidade do sono e podem agravar condições de saúde mental. Em áreas urbanas, esses impactos são intensificados pelo efeito de “ilha de calor”. Para mitigar esses efeitos, são recomendadas medidas como hidratação constante, uso de protetor solar, roupas leves e a busca por ambientes frescos. A conscientização sobre os riscos associados às ondas de calor é fundamental para a prevenção de problemas de saúde e o bem-estar da população.

Efeitos na saúde de uma onda de calor em fevereiro de 2014 na cidade de São Paulo

Em fevereiro de 2014, São Paulo enfrentou uma onda de calor intensa, levantando preocupações sobre o aumento da mortalidade devido às altas temperaturas. Um estudo dos autores: Patricia Carla dos SantosMarília Keiko UeharaMaria de Fátima HangaiMarcos Drumond JrVitor IsraelFelipe Parra do Nascimento e Nelson da Cruz Gouveia, se propôs a investigar o impacto dessas condições climáticas extremas na mortalidade da cidade durante janeiro e fevereiro daquele ano.

Os dados climatológicos coletados pelo Centro de Gerenciamento de Emergências do Município de São Paulo (CGE), juntamente com as informações sobre os níveis diários de ozônio da CETESB e os registros de mortalidade do Programa de Melhoria das Informações sobre Mortalidade (PRO-AIM), forneceram uma base sólida para a análise.

Os resultados foram alarmantes. Entre 2 e 15 de fevereiro de 2014, a cidade experimentou 12 dias consecutivos com temperaturas máximas acima de 33°C, incluindo cinco dias com umidade relativa do ar abaixo de 20% e altos níveis de ozônio. Durante este período, foram registrados 3.228 óbitos, um excesso de 743 mortes em comparação com o esperado, com um impacto mais significativo na população com 60 anos ou mais. As principais causas de morte incluíram doenças do sistema nervoso, aparelho geniturinário, transtornos mentais e doenças do aparelho circulatório.

Este estudo destaca uma clara correlação temporal entre as condições climáticas atípicas e um aumento na mortalidade. Os resultados mostram que, em grandes cidades como São Paulo, as condições climáticas são fatores cruciais para a saúde pública, ressaltando a necessidade de políticas públicas que priorizem a mitigação e adaptação a eventos climáticos extremos.

Esta pesquisa reforça a urgência de respostas efetivas a desafios climáticos, especialmente em áreas urbanas densamente povoadas, onde os efeitos de eventos extremos como ondas de calor podem ser amplificados, causando sérias implicações para a saúde e o bem-estar da população.

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