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7 GCMs de Taubaté dizem estar sendo prejudicados financeira e moralmente por causa de processo disciplinar

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7 GCMs de Taubaté dizem estar sendo prejudicados financeira e moralmente por causa de processo disciplinar. Os GCMs são acusados de crime de extorsão, que teria acontecido durante o período eleitoral de 2022. De acordo com depoimento de Carlos Alberto de Souza (Capitão Souza), atual Secretário de Segurança de Taubaté, que na época estava licenciado do cargo para a disputa das eleições, ele foi procurado por um homem que disse estar sendo extorquido por Guardas Municipais.

A extorsão, de acordo com boletim de ocorrência de 18 de junho de 2022, se deve ao fato de o homem, que estaria envolvido em crimes na cidade, ser a vítima, uma vez que os GCMs estavam querendo que ele entregasse uma arma de fogo e R$ 6 mil para isentá-lo do crime de roubo a um estabelecimento comercial, onde o veículo da suposta vítima em questão teria sido usado na ação.

Os fatos apontados no Boletim de Ocorrência mostram que o homem, que chamou o Capitão Souza para auxiliá-lo, três meses antes do registro da ocorrência, em março de 2022, teria sido abordado pelos mesmos GCMs, que o estariam cobrando a entrega da arma. Na ocasião, ele foi abordado com telefone celular produto de ilícito e estava com o mesmo carro usado no roubo ao estabelecimento comercial em junho.

A suposta vítima disse que foi várias vezes extorquida pelos guardas municipais para entregar a arma e que no dia 16 de junho de 2022, informou ao Capitão Souza (que estava licenciado de Prefeitura), que fora novamente procurado pelos GCMs para entregar a arma e que teria acertado que em 18 de junho entregaria a arma na Praça do Chafariz.

O boletim de ocorrência, ainda aponta que mesmo afastado, Capitão Souza “solicitou da comandante da GCM, que fosse até a Praça do Chafariz e abordasse o alvo que iria pegar a sacola, para ser identificado e conduzido” à unidade policial. Na ocasião, o documento registrado pelo delegado de plantão mostra que a pessoa abordada era diversa da procurada e o “alvo conseguiu (se) evadir do local, deixando a sacola determinada em um lixo, na Rua Capitão Geraldo”.

A sacola foi arrecada pelo Capitão Souza “supostamente com a arma em seu interior”, como relata o boletim de ocorrência para ser entrega na unidade policial. No local dos fatos, o secretário disse que que viu dois GCMs, que não foram chamados para apoio no local dos fatos. Outros seis GCMs, sendo dois à paisana, teriam sido vistos, por uma Praça no bairro Jardim Maria Augusta.

O capitão disse no depoimento disse ter produzido imagens dos fatos e se comprometeu a apresentá-las na delegacia, quando solicitado. Os celulares dos GCMs que estavam na Praça do Cafariz foram apreendidos para perícias de áudio, vídeo e conversação pelo WhatsApp.

O vídeo produzido na praça segue abaixo.

A reportagem procurou os envolvidos para saber a respeito do andamento do processo. Os GCMs responderam as perguntas da reportagem de maneira coletiva.

Vale360NewsComo vocês estão se sentindo com relação ao processo disciplina?

GCMs – O Processo Disciplinar está parado e como o Processo Administrativo é independente do Judiciário, todos os GCMs envolvidos e até aquele que nem de serviço no dia estava vêm sendo muito prejudicado financeira e moralmente, pois estamos respondendo a um processo onde o ladrão conversou com o ex-secretário, que nem sabia da nossa tentativa de tirar do seio da sociedade um ladrão que se diz armeiro de uma organização criminosa.

Vale360News – O que o Capitão Souza tinha a ver com a situação se ele estava afastado para concorrer ao cargo de Deputado Federal.

GCMs – Então, o Capitão Souza foi infeliz naquele momento. Viu uma oportunidade política, acreditou em um ladrão com várias passagens pela polícia e não acreditou em sua GCM, que por tantas vezes a seu pedido atuou como Polícia Municipal. Deveria ter perguntado ao Coronel Pereira, doutor Élcio ou ao subtenente Antunes se estavam sabendo de alguma ação nossa envolvendo o ladrão em questão.
Fora isso poderia ter acionado nossa corregedoria, Polícia Militar, Polícia Civil, comandante da guarda, menos ir com a esposa, colocando até mesmo a integridade física dela em risco, na tentativa de nos prender em flagrante.

Vale360News – Vocês já foram ouvidos pela Polícia Civil?

GCMs – Somente três GCMs até agora.

Vale360News – Qual a situação atual? Na GCM estão sendo perseguidos, como está o porte de arma de vocês?

GCMs – Estamos à própria sorte, pois atuamos muito a pedido dos gestores e hoje estamos pagando um preço alto por defender nossa população de Taubaté.

Vale360News – Houve extorsão, que é o que se apura na Polícia Civil?

GCMs – Não houve extorsão alguma, até mesmo porque teríamos todos acabado presos em flagrante pelo delegado de plantão. Imagens do local, BOPC e BOGM, não houve a apreensão de nada.

Outro lado

O Capitão Souza atual Secretário de Segurança de Taubaté foi procurado para comentar o assunto e nos enviou a seguinte resposta: “Só posso falar sobre o caso nos autos do processo. O que posso te adiantar é que estamos aguardando algumas informações da Polícia Civil que está com um Inquérito aberto”.

A reportagem fez as seguintes perguntas à Prefeitura de Taubaté:

1) Porque GCMs atenderam de pronto a um pedido do Capitão Souza, que estava licenciado do cargo para concorrer à eleição e ir a uma praça averiguar denúncia de extorsão?

2) Qual era a influência do secretário licenciado na GCM mesmo afastado?

3) Por que a PM ou Polícia Civil não foi acionada para atender a ocorrência junto com a GCM?

4) A saída do ouvidor da pasta se deve a esse caso por pressão?

5) Por que a demora na resposta da prefeitura (no caso do processo disciplinar)?

A prefeitura retornou com a seguinte resposta: “O caso ainda está sob investigação, aguardando resultado de perícias requisitadas pela Polícia Civil. Quanto à saída do Corregedor nada tem haver com o caso. Ocorreu porque venceu o tempo legal de sua permanência na função. Quanto aos demais questionamentos o Secretário só irá se manifestar nos autos do procedimento disciplinar para não produzir vício na futura apuração disciplinar”.

A Polícia Civil, por sua vez, disse que ainda investiga o caso.

Nós não conseguimos contato com a parte que se diz vítima de extorsão, estando o canal aberto para manifestações.

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