“Ele não matou, só enterrou o corpo (de Mariana)”, diz advogado de Luiz Felipe, que permanece preso, depois da audiência de custódia em Taubaté. O advogado criminalista Hélio Barbosa, que representa Luiz Felipe da Silva de Moura, de 31 anos, afirmou que seu cliente não cometeu feminicídio contra Mariana da Costa Nascimento. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP E RECEBA AS NOTÍCIAS EM PRIMEIRA MÃO
Durante depoimento à Polícia Civil, Luiz Felipe contou, na presença do advogado, que encontrou Mariana enforcada e decidiu esconder o corpo por medo das consequências. O caso é investigado como possível feminicídio pela Delegacia de Taubaté, e Luiz Felipe foi preso em flagrante por ocultação de cadáver. “Ele não matou, só enterrou o corpo”, declarou o advogado Hélio Barbosa.
“Quando a viu, ela já estava enforcada. Ele cortou a corda ou cadarço, mas ela já estava morta.” Segundo o advogado, Luiz Felipe e Mariana mantinham um relacionamento conturbado, com idas e vindas. Mesmo com medida protetiva vigente contra ele, o casal ainda se encontrava.
“Eles tinham um caso há muito tempo, terminavam, voltavam. A medida nunca foi retirada, mas viviam juntos”, disse Barbosa.
Luiz Felipe afirmou que, ao ver Mariana sem sinais vitais, ficou assustado e escondeu o corpo em uma cacimba (buraco onde guardava feno), cobrindo com terra. O advogado reforçou que ele não soube lidar com a situação por ser uma pessoa simples.
“É um cara chucro, trabalha como caseiro há 12 anos, quase não sai para nada. Achou que ia se complicar, então escondeu o corpo”, explicou.
Ainda segundo a versão apresentada à polícia, Luiz Felipe jogou os pertences da vítima, como botas e celular, em um rio que passa nos fundos da chácara onde mora e trabalha.
“Ele desovou os objetos no rio, não sabia o que fazer. Não houve violência sexual, e ele afirma que ela estava nua, sem roupas próximas ao corpo.”
A defesa afirma que o cliente confessou a ocultação, mas nega o feminicídio. “Ele está preso por ocultação de cadáver, que é crime permanente. A polícia agora aguarda laudos técnicos para confirmar se foi feminicídio ou suicídio.”
Investigação e prisão
Mariana desapareceu no dia 8 de junho, após informar à mãe e à irmã que estava em um bar e teve um desentendimento com Luiz Felipe. Ela prometeu voltar para casa, mas não retornou. O boletim de desaparecimento foi registrado no dia seguinte.
Imagens de monitoramento e o rastreamento do carro de Luiz Felipe indicaram deslocamentos suspeitos até a área rural onde mora. No local, os policiais encontraram pertences da vítima às margens de um rio.
Após ser orientado por seu advogado, Luiz Felipe confessou a ocultação do corpo. Foi autuado em flagrante e passou por audiência de custódia, na manhã desta quarta-feira (11/06), na qual a Justiça decidiu manter a prisão. Ele segue preso no CDP (Centro de Detenção Provisória) de Taubaté.
“A juíza entendeu, junto com o Ministério Público, que ele deve permanecer preso. Mas a defesa já está entrando com recursos para que ele responda em liberdade, até que se apure a verdade dos fatos.”
A Polícia Civil deve concluir o inquérito nos próximos dias, com base em laudos periciais que indicarão a causa da morte de Mariana.
Enterro
Mariana da Costa Nascimento foi velada e sepultada na tarde desta quarta-feira (11), em Taubaté.
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