Homem acusado de matar ex-namorada Mariana e enterrar corpo em Taubaté é preso pela Polícia Civil. O homem, de 31 anos, de acordo com boletim de ocorrência confessou que enterrou Mariana da Costa Nascimento, de 28 anos. A vítima foi morta e teve o corpo ocultado em uma área rural na Fazenda Canta Galo, em Taubaté. A prisão dele ocorreu após uma série de diligências que levaram à descoberta do cadáver. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP E RECEBA AS NOTÍCIAS EM PRIMEIRA MÃO
Contexto do crime: a relação conturbada
Mariana da Costa Nascimento, nascida em 6 de junho de 1997, manteve um relacionamento amoroso com Luiz Felipe da Silva de Moura, o qual havia se tornado cada vez mais problemático. De acordo com informações das autoridades, Mariana havia solicitado uma medida protetiva de urgência contra Luiz Felipe, alegando perseguição constante por parte dele. O boletim de ocorrência relacionado ao pedido de medida protetiva foi registrado na delegacia de Taubaté, onde Mariana expôs os comportamentos abusivos do ex-companheiro.
Apesar da decisão judicial favorável à vítima, Luiz Felipe não aceitou o término do relacionamento e teria passado a ameaçar Mariana. A vítima se afastou dele, mas continuou sendo alvo de sua perseguição.
O desaparecimento de Mariana
No dia 8 de junho de 2025, Mariana foi vista pela última vez em um bar localizado na cidade de Taubaté, por volta das 21h00. Ela informou à mãe e à irmã que estava no local e teria um desentendimento com Luiz Felipe, o que culminou no seu desaparecimento. Ela prometeu retornar para sua residência, mas não o fez.
Na manhã do dia 9 de junho, os familiares de Mariana começaram a se preocupar com o desaparecimento, uma vez que ela não atendia as ligações e mensagens, o que gerou suspeitas sobre seu paradeiro. O boletim de ocorrência de desaparecimento foi registrado pela irmã da vítima.
Diligências e descobertas: o rastreamento e a revelação do crime
Com o registro do desaparecimento, a polícia civil de Taubaté iniciou as investigações. Durante a apuração, os policiais civis conseguiram rastrear o trajeto do carro de Luiz Felipe, que fazia um trajeto anômalo próximo à Estrada Municipal Doutor José Luiz Cembranelli. Após a análise de imagens de sistemas de monitoramento, foi possível verificar que o carro de Luiz Felipe se deslocou até a área rural de sua residência e retornou rapidamente ao ponto inicial.
Foi nesse local que objetos pertencentes à vítima foram encontrados: um par de botas femininas e o celular de Mariana, ambos jogados à margem de um rio. A localização desses itens sugeriu que algo grave havia acontecido, e as autoridades intensificaram as diligências.
A descoberta do corpo
Após encontrar os objetos de Mariana, os policiais se dirigiram à casa de Luiz Felipe para questioná-lo sobre o desaparecimento. No local, familiares da vítima estavam em uma situação de forte tensão, o que levou à necessidade de deslocar todos para a delegacia para garantir a segurança das partes envolvidas.
Em depoimento, Luiz Felipe inicialmente negou envolvimento no desaparecimento de Mariana, mas diante das evidências coletadas, ele acabou admitindo a autoria do crime, de acordo com o boletim de ocorrência. O suspeito alegou que a vítima estava morta antes de ser enterrada, e afirmou que ela foi encontrada sem vida na propriedade, próximo de uma árvore, e que temia pela sua segurança ao comunicar o fato.
Diante disso, os investigadores retornaram ao local indicado por Luiz Felipe, na Fazenda Canta Galo, e realizaram escavações no terreno. Após intenso trabalho, o corpo de Mariana foi localizado enterrado em uma cova rasa, nas proximidades de sua residência. A perícia técnica foi acionada para fazer a remoção do corpo, e os bombeiros prestaram apoio para a escavação.
A prisão em flagrante e os elementos do caso
Luiz Felipe foi preso em flagrante pelo crime de ocultação de cadáver. Durante as investigações, as autoridades apreenderam o celular de Luiz Felipe e o veículo utilizado pelo autor para transportar os objetos da vítima até o local do crime.
Luiz Felipe foi conduzido até a Delegacia de Taubaté, onde foi interrogado novamente. Ele reafirmou sua versão, mas negou envolvimento direto na morte de Mariana, alegando que a vítima já estava sem vida quando ele a encontrou. No entanto, as evidências apontam para um feminicídio cometido por Luiz Felipe, com ocultação do cadáver como tentativa de encobrir o crime.
Prisão preventiva e andamento do processo judicial
Embora Luiz Felipe tenha sido preso por ocultação de cadáver, as autoridades indicaram que ele deve ser responsabilizado também pelo crime de feminicídio, dada a violência do ato e as circunstâncias envolvidas. A prisão preventiva foi solicitada pela autoridade policial, com base na gravidade do crime e no risco de fuga do suspeito.
O caso gerou comoção na comunidade local. As autoridades reforçam que, devido à gravidade da situação, é essencial que Luiz Felipe permaneça preso, a fim de garantir a ordem pública e evitar a repetição de crimes semelhantes.
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Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.


