Câmara de São José dos Campos aprova aumento do IPTU, ITBI, Taxa do Lixo e Taxa de Manutenção Pública

Câmara de São José dos Campos aprova aumento do IPTU, ITBI, Taxa do Lixo e Taxa de Manutenção Pública. O aumento de tributos acompanha a revisão da planta genérica também aprovada nesta quinta-feira (18), por 13 dos 21 vereadores. A sessão que discutiu o aumento de impostos e taxas começou à tarde e entrou pela madruga desta sexta-feira (19/09) O Vale 360 News explica em detalhes do que foi aprovado. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP

IPTU em São José dos Campos: O que está valendo até 2027 (mínimo x máximo)

Os limites são definidos por tipo de imóvel e padrão construtivo (no caso de imóveis edificados) ou metragem (no caso de terrenos). Eis os extremos:

  • Mínimo até 2027: 20% — por exemplo, casas e apartamentos de padrão 1 (15% em 2026 + 5% em 2027) e terrenos até 140 m² (15% em 2026 + 5% em 2027).

  • Máximo até 2027: 50%casas e apartamentos de padrão 5 (30% em 2026 + 20% em 2027).

Os quadros oficiais detalham, por categoria, o teto de 2026 e o teto acumulado até 2027 (sempre comparados ao IPTU devido em 31/12/2025).

Quanto você pode pagar a mais em 2026 e a mais em 2027

1) Regra de comparação

  • Em 2026, o carnê não pode ultrapassar o IPTU de 2025 + teto 2026 da sua categoria.

  • Em 2027, o carnê não pode ultrapassar o IPTU de 2025 + teto total 2027 (não é aumento “em cima de 2026”; a referência segue sendo 2025).

2) Tabelas de teto por grande grupo

Tipos de imóvel (para se localizar):

  • Tipo 10 = Casas (residencial horizontal, inclusive condomínios de casas).

  • Tipo 20 = Apartamentos (condomínios verticais).

  • Tipo 30 = Comercial/Serviços (salas em condomínios comerciais).

  • Tipo 40 = Indústria.

  • Terrenos = lotes urbanos (o teto muda conforme a metragem).

Padrões (1 a 5) = “nível” do imóvel:

  • 1 (mais simples/popular) → menor teto.

  • 5 (alto padrão) → maior teto.
    Os padrões consideram área, materiais/acabamento e projeto (quanto mais elaborado/valioso, maior o padrão).

Casas (Tipo 10)

  • Padrão 115% em 2026; 20% até 2027

  • Padrão 217%; 24%

  • Padrão 319%; 28%

  • Padrão 420%; 30%

  • Padrão 530%; 50%

Como interpretar: Casa simples (padrão 1) tem a menor rampa (até 20%). Casa de alto padrão (padrão 5) pode chegar a 50% no total até 2027.

Apartamentos (Tipo 20)

  • Padrão 115%; 20%

  • Padrão 217%; 24%

  • Padrão 318%; 26%

  • Padrão 418%; 26%

  • Padrão 530%; 50%

Como interpretar: A lógica é igual às casas: unidades populares têm menor teto; alto padrão (padrão 5) pode somar até 50% no biênio.

Comercial/Serviços – salas (Tipo 30)

  • Todos os padrões17% em 2026; 26% até 2027.

Como interpretar: Para salas comerciais, vale um teto único: primeiro ano até 17% e, no total até 2027, 26% (sempre versus 2025).

Indústria (Tipo 40)

  • Todos os padrões17%; 26%.

Como interpretar: Mesma regra das salas comerciais: teto único por dois anos, fechando 26% até 2027.

Terrenos (por metragem)

  • Até 140 m²15%; 20%

  • De 140 a 300 m²17%; 25%

  • Acima de 300 m²20%; 30%

Como interpretar: Quanto maior o terreno, maior o teto permitido no período.

Dois exemplos rápidos

  • Exemplo 1 — Apartamento padrão 3 (teto 18% em 2026; 26% até 2027):
    Se o IPTU 2025 foi R$ 1.000, em 2026 pode ir até R$ 1.180; em 2027, até R$ 1.260.

  • Exemplo 2 — Casa padrão 5 (teto 30% em 2026; 50% até 2027):
    Se o IPTU 2025 foi R$ 2.000, em 2026 pode ir até R$ 2.600; em 2027, até R$ 3.000.

IPTU em São José dos Campos
Foto: Adenir Britto/PMSJC

E depois de 2027: qual será o reajuste?

  • O projeto explicita que, para 2027, incide a atualização monetária prevista na Lei 5.784/2000; e a partir de 2028, o IPTU terá apenas a atualização monetária (sem novos aumentos extraordinários).

  • A própria lei de atualização adota o INPC/IBGE e define as janelas de apuração, inclusive “a partir do exercício de 2027” (nov/2025 a out/2026).

A rua mais valorizada na nova tabela

A Rua Sete de Setembro (Centro) aparece com R$ 4.842,33/m² de terreno, o maior valor listado. Em seguida, constam trechos da Rua XV de Novembro e da Praça Conde de Lima com valores acima de R$ 3.800/m².

Por que a Prefeitura diz que precisa aumentar o IPTU

  • Cumpre a Lei Orgânica: PGV deve ser revista a cada quatro anos, no primeiro ano do mandato, para manter compatibilidade com o mercado.

  • Foi embasada por estudos técnicos e estatísticos, com método comparativo de mercado e critérios de renda per capita, alfabetização e expectativa de vida — para valorização social urbana e justiça fiscal.

  • Não repassa integralmente a valorização ao carnê: por isso, estabelece redutor e tetos escalonados (maiores para padrões superiores e mais protetivos para padrões populares).

  • Reforça transparência (estudos no site oficial) e publicidade do lançamento (boletos e demonstrativos online).

  • Amplia proteção ambiental: fator de redução para Áreas de Preservação Permanente passa de 60% para 90%.

A proposta cria uma rampa de dois anos (2026–2027) para corrigir distorções de base sem choque imediato no carnê; e, superada a transição, congela a política em linha com a inflação oficial. O menor impacto recai sobre imóveis populares (padrão 1) e terrenos pequenos, enquanto altos padrões concentram os maiores tetos — desenho que a Prefeitura associa a capacidade contributiva e isonomia.

Vereadores que foram favoráveis à revisão da planta genérica

  • Claudio Apolinário (PSD)
  • Fabião Zagueiro (PSD)
  • Rafael Pascucci (PSD)
  • Zé Luiz (PSD)
  • Marcão da Academia (PSD)
  • Roberto Eleven (PSD)
  • Milton Vieira Filho (Republicanos)
  • Rogério da Acasen (MDB)
  • Sidney Campos (PSDB)
  • Gilson Campos (PRD)
  • Marcelo Garcia (PRD)
  • Renato Santiago (União)

Votaram contra

  • Roberto Chagas (PL)
  • Thomaz Henrique (PL)
  • Senna (PL)
  • Sérgio Camargo (PL)
  • Juliana Fraga (PT)
  • Amélia Naomi (PT)
  • Carlos Abranches (Cidadania)
  • Fernando Petiti (PSDB)

Câmara de São José dos Campos aprova aumento do IPTU

Taxa do Lixo também vai aumentar

A Câmara também aprovou projeto que altera a forma de calcular e cobrar a taxa de lixo em São José dos Campos. A proposta cria faixas por tipo e tamanho do imóvel e define valores anuais conforme a frequência semanal de coletas. Os valores passam a valer em janeiro de 2026.

O que muda na cobrança da taxa de lixo em São José dos Campos

  • Base de cálculo: a taxa passa a se basear no custo estimado do serviço. O rateio entre contribuintes considera área construída do imóvel (residencial, comercial ou industrial) e a frequência do serviço (diária ou não; comum e/ou seletiva).

  • Quem paga: contribuinte é o proprietário, titular do domínio útil ou possuidor do imóvel edificado beneficiado (casas, apartamentos, comércio, indústria, serviços). Terrenos sem construção não entram.

  • Forma de cobrança: o lançamento poderá ocorrer junto com o IPTU ou pela concessionária de serviço público (até 12 parcelas na fatura).

  • Quando começa: a proposta define vigência a partir de janeiro de 2026 (após aprovação).

“Quanto eu pago?” — simulações com os valores propostos

Critérios usados: enquadramento por faixa de área do imóvel e frequência semanal de coletas. Os valores abaixo são anuais e referem-se às tabelas “sem coleta seletiva” do projeto.

Casa de 65 m², 4 coletas/semana

  • Faixa: Casa — Faixa 1 (até 70 m²).

  • Valor anual: R$ 132,00.

  • Se parcelar em 12x na fatura da concessionária: R$ 11,00/mês.

Apartamento de 85 m², 3 coletas/semana

  • Faixa: Apartamento — Faixa 2 (50,01 a 100 m²).

  • Valor anual: R$ 114,00.

  • Em 12x: R$ 9,50/mês.

Loja (comércio) de 120 m², 5 coletas/semana

  • Faixa: Comércio — Faixa 2 (acima de 90 m²).

  • Valor anual: R$ 650,00 (faixa 2, 5–7 coletas/semana).

  • Em 12x: R$ 54,17/mês.

Observações importantes

  • As tabelas do projeto trazem valores por faixa de área e por frequência (3; 4; 5–7; 8; 9–12 coletas/semana). Para residências, por exemplo, os intervalos por faixa são: R$ 76/114/152 (3 coletas), R$ 132/163/211 (4), R$ 181/245/288 (5–7), R$ 242/326/384 (8) e R$ 272/367/410 (9–12) — sempre na ordem faixa 1 / faixa 2 / faixa 3.

  • O projeto permite cobrança junto ao IPTU ou pela concessionária (até 12 parcelas).

  • Salas comerciais — sem coleta seletiva

  • Variam de R$ 202 a R$ 497 ao ano, conforme faixa e 3 a 12 coletas por semana.

Comércios (lojas/estabelecimentos) — sem coleta seletiva

  • Variam de R$ 470 (3 coletas/semana, faixa 1) a R$ 900 (9 a 12 coletas, faixa 2).

Indústrias — sem coleta seletiva

  • Variam de R$ 2.555 a R$ 3.356 ao ano, a depender do porte (faixas) e frequência.

Por que a Prefeitura diz que precisa mudar

Na justificativa, a administração afirma que São José dos Campos tem uma das menores taxas do estado e que a atualização busca equilíbrio entre excelência do serviço e valor cobrado. Cita ainda entendimento do STF que admite usar a área do imóvel como critério na taxa de lixo.

taxa de lixo em São José dos Campos
Foto: PMSJC (Divulgação)

Quem fica fora e quem é isento

  • Não incide sobre grandes geradores (empresas/empreendimentos que excedem limite semanal definido em norma de resíduos). Esses devem manter cadastro e contrato próprio de coleta com empresa habilitada.

  • Não incide também sobre terrenos não edificados, vagas autônomas de garagem e hobby box matriculados individualmente.

  • Isenções: templos de qualquer culto e entidades filantrópicas (limitadas aos objetivos institucionais), além de casos sociais específicos previstos no texto.

Como será cobrada

A taxa pode ser lançada junto ao IPTU ou cobrada pela concessionária, com possibilidade de parcelamento mensal em até 12 vezes na conta de serviços públicos. O fato gerador ocorre em janeiro de cada exercício.

O que isso significa na prática (e onde pode haver aumento)

A proposta muda a metodologia e atualiza valores. Na prática, o desembolso tende a subir para imóveis maiores e/ou em áreas com mais coletas semanais; para perfis menores, os valores iniciais partem de R$ 76 anuais (3 coletas/semana). O Executivo argumenta que a revisão busca sustentabilidade financeira do serviço e equidade frente ao padrão de qualidade entregue.

Vereadores que foram favoráveis à taxa de lixo

  • Lino Bispo (PL)
  • Roberto Chagas (PL)
  • Claudio Apolinário (PSD)
  • Fabião Zagueiro (PSD)
  • Rafael Pascucci (PSD)
  • Zé Luiz (PSD)
  • Marcão da Academia (PSD)
  • Roberto Eleven (PSD)
  • Milton Vieira Filho (Republicanos)
  • Rogério da Acasen (MDB)
  • Sidney Campos (PSDB)
  • Gilson Campos (PRD)
  • Marcelo Garcia (PRD)
  • Renato Santiago (União)

Votaram contra

  • Thomaz Henrique (PL)
  • Senna (PL)
  • Sérgio Camargo (PL)
  • Juliana Fraga (PT)
  • Amélia Naomi (PT)
  • Carlos Abranches (Cidadania)
  • Fernando Petiti (PSDB)

Taxa de Manutenção Pública

A Taxa de Manutenção Pública, antiga Taxa de Iluminação, vai bancar também o sistema de monitoramento eletrônico e foi aprovada por 14 votos a favor e sete contrários. De acordo com a justificativa do Prefeito, Anderson Farias (PSD), a lei é “de sumo interesse público” e é submetido ao Legislativo com base no art. 74 da Lei Orgânica do Município.

Vereadores que foram favoráveis à taxa de Manutenção Pública

  • Lino Bispo (PL)
  • Roberto Chagas (PL)
  • Claudio Apolinário (PSD)
  • Fabião Zagueiro (PSD)
  • Rafael Pascucci (PSD)
  • Zé Luiz (PSD)
  • Marcão da Academia (PSD)
  • Roberto Eleven (PSD)
  • Milton Vieira Filho (Republicanos)
  • Rogério da Acasen (MDB)
  • Sidney Campos (PSDB)
  • Gilson Campos (PRD)
  • Marcelo Garcia (PRD)
  • Renato Santiago (União)

Votaram contra

  • Thomaz Henrique (PL)
  • Senna (PL)
  • Sérgio Camargo (PL)
  • Juliana Fraga (PT)
  • Amélia Naomi (PT)
  • Carlos Abranches (Cidadania)
  • Fernando Petiti (PSDB)

O que muda

  • Nova denominação da contribuição: passa a chamar-se “Contribuição para o Custeio, a Expansão e a Melhoria do Serviço de Iluminação Pública e do Sistema de Monitoramento para Segurança e Preservação de Logradouros Públicos.”

  • Ampliação de finalidade: além da iluminação, os recursos poderão financiar monitoramento urbano, incluindo:

    • instalação de câmeras em áreas públicas;

    • análise de dados (algoritmos para identificar padrões e situações anômalas);

    • sensores e alarmes (como detectores de movimento);

    • integração com serviços de emergência (Polícia e Bombeiros) para resposta rápida.

  • Fundo municipal renomeado: o atual Fundo Municipal de Iluminação Pública passa a ser Fundo Municipal de Iluminação e Segurança Pública.

  • Base de cálculo: será o custo total dos serviços de iluminação e monitoramento definidos na lei.

  • Cobrança: o projeto referencia o art. 149-A, que faculta a cobrança na fatura de energia elétrica.

  • Valores: o montante a ser cobrado constará no Anexo Único do projeto; a arrecadação deverá custear o respectivo serviço.

Argumento do Executivo

A justificativa aponta que o monitoramento inteligente (com recursos como reconhecimento facial, rastreamento de pessoas/objetos/veículos e interligação entre forças de segurança) agiliza investigações, previne vandalismo, protege o patrimônio público e reduz a criminalidade, contribuindo para a segurança urbana e a qualidade de vida.

Quando passa a valer

Se aprovado e sancionado, o texto prevê entrada em vigor em 15 de janeiro de 2026.

Cobrança do ITBI

A Câmara de São José dos Campos aprovou nessa quinta-feira (18) o projeto do prefeito Anderson Farias (PSD) que altera a base de cálculo do ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis), que é o imposto cobrado em transações imobiliárias. O texto depende agora de sanção do prefeito para virar lei.

Pela lei atual, vigente desde 2009, o ITBI corresponde a 2% sobre ou o valor venal do imóvel (com base na planta genérica de valores imobiliários) ou o valor de mercado (o efetivamente pago na negociação) – a norma determina que seja usado o valor que for maior. Já o projeto prevê que o cálculo seja feito sobre o valor de mercado, sem considerar o valor venal.

Segundo a Prefeitura, “tal proposta adequa o município às decisões judiciais proferidas sobre o tema”. Em 2022, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu que a base do ITBI deve ser o valor da transação imobiliária.

Em 2024, foram registradas em São José 14.031 transações imobiliárias. Com isso, a Prefeitura arrecadou R$ 100,5 milhões.

Vereadores que foram favoráveis à mudança na cobrança do ITBI

  • Lino Bispo (PL)
  • Roberto Chagas (PL)
  • Claudio Apolinário (PSD)
  • Fabião Zagueiro (PSD)
  • Rafael Pascucci (PSD)
  • Zé Luiz (PSD)
  • Marcão da Academia (PSD)
  • Roberto Eleven (PSD)
  • Milton Vieira Filho (Republicanos)
  • Rogério da Acasen (MDB)
  • Sidney Campos (PSDB)
  • Gilson Campos (PRD)
  • Marcelo Garcia (PRD)
  • Renato Santiago (União)

Votaram contra

  • Thomaz Henrique (PL)
  • Senna (PL)
  • Sérgio Camargo (PL)
  • Juliana Fraga (PT)
  • Amélia Naomi (PT)
  • Carlos Abranches (Cidadania)
  • Fernando Petiti (PSDB)

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Jesse Nascimento
Jesse Nascimento

Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.