Uma moradora de 65 anos do Bosque dos Eucaliptos, em São José dos Campos, perdeu R$ 3.000 após cair no conhecido “golpe do falso filho”. Segundo o boletim de ocorrência, a vítima recebeu, no WhatsApp, uma mensagem de alguém que se passou por seu filho — que mora no Canadá — pedindo dinheiro “com urgência”. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP
Confiando na falsa narrativa, ela fez um PIX e só depois percebeu a fraude. O caso aconteceu nesta quarta-feira (12/11) e foi registrado como estelionato (art. 171 do CP), com incidência do §2º-A (fraude por meios eletrônicos) e anotação de crime contra idoso.
Como o estelionatário agiu (dinâmica do golpe)
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Quebra de confiança: o criminoso usou foto/nome e o contexto de que o filho vive no exterior, criando verossimilhança.
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Pressa e urgência: pediu depósito imediato para impedir que a vítima consultasse parentes.
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Uso de PIX com chave e-mail: a transferência foi direcionada a uma conta em nome de terceiro, prática comum para ocultar a identidade real do fraudador.
Enquadramento legal
O caso está como estelionato (art. 171 do Código Penal), com o §2º-A — quando há uso de redes sociais, contatos telefônicos ou meios eletrônicos. Consta no registro a observação de crime contra idoso, o que pode agravar a resposta penal e orientar medidas de proteção à vítima.
Como se proteger do “golpe do falso filho”
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Desconfie da urgência: pedidos “para agora” são o sinal nº 1 da fraude.
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Confirme por outro canal: antes de transferir qualquer valor, ligue para o familiar no número salvo na agenda (não use o número que fez contato).
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Códigos e links? Nunca. Não envie códigos de verificação, selfies com documentos ou clique em links recebidos pelo chat.
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Atenção à escrita: erros grosseiros, formalidades estranhas ou modo de falar incomum podem entregar o golpista.
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PIX só após checagem: se houver dúvida, aguarde e confirme com outro parente.
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Use recursos do app/banco: ative confirmação em duas etapas, limite de PIX noturno e notificações.
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Avise a família: mantenha combinados (“se precisar de dinheiro, sempre vou ligar antes”).
Se você cair no golpe (o que fazer imediatamente)
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Contate seu banco e peça bloqueio cautelar da transferência (mecanismos internos e análise da instituição).
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Registre o boletim de ocorrência (delegacia da área ou Delegacia Eletrônica).
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Guarde as provas: prints de conversas, comprovante do PIX, nomes, chaves e horários.
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Alerta à família: para evitar novas tentativas explorando o mesmo enredo.
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Acompanhe a investigação: forneça novas informações à polícia se surgirem.
Importante: a rapidez aumenta a chance de recuperação do valor — o banco e a polícia precisam dos dados da transação e do horário exato.
Serviço ao leitor
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Ocorrência: 12/11/2025, Bosque dos Eucaliptos — R$ 3.000 via PIX após contato falso de “filho no exterior”.
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Registro: CPJ São José dos Campos; encaminhamento ao 7º DP (circunscrição).
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Canal imediato: 190 (PM) | 197 (Polícia Civil) | Banco/APP para tentativa de bloqueio.

Perguntas Frequentes
Como reconhecer o “golpe do falso filho”?
Mensagens de número desconhecido, alegando troca de celular e pedindo dinheiro urgente. Falam como se fossem seu parente e pressionam para que você não ligue a ninguém.
Por que o idoso é alvo frequente?
Porque o golpista explora laços familiares e boa-fé, tentando acelerar a decisão com pressa e medo de “perder o prazo”.
O que fazer antes de transferir dinheiro?
Pausar. Ligar para o parente no número oficial salvo na agenda ou falar com um familiar intermediário. Se não confirmar, não pague.
Posso recuperar o PIX?
Há procedimentos bancários de análise e bloqueio dependendo do tempo e de critérios da instituição. Por isso, avise o banco imediatamente e registre o BO.
Devo expor o e-mail/nome do recebedor nas redes?
Não. Evite exposição pública; entregue todos os dados à polícia e ao banco. A divulgação indevida pode atrapalhar a investigação.
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Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.

