Um homem em saída temporária é morto após atacar a própria mãe e confrontar a PM em São José dos Campos na tarde de Natal, nesta quinta-feira (25/12), no bairro Capão Grosso, na zona sul da cidade. Segundo o boletim de ocorrência, ele agrediu a mãe de 76 anos dentro de casa e acabou baleado durante uma intervenção policial na Rua Benedito Pereira Garcia. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP
O caso foi registrado como homicídio decorrente de oposição à intervenção policial, lesão corporal e violência doméstica com base na Lei Maria da Penha. O homem foi identificado como Wanderlei Francisco da Silva, de 55 anos, que estava em saída temporária do sistema prisional e já tinha condenação por tentativa de homicídio contra a própria mãe.
Como foi o caso em que homem em saída temporária em São José dos Campos
De acordo com o registro policial, o chamado à PM começou como um caso de violência doméstica no Capão Grosso. Na casa da família, em uma travessa da Rua Benedito Pereira Garcia, a mãe, de 76 anos, relatou ter sido agredida pelo filho com uma tesoura grande (tesoura de jardim), sofrendo um corte no braço, e disse que ele vinha fazendo ameaças de morte desde a manhã do dia 25.
Ela contou ainda que o filho chegou alterado, com comportamento agressivo e sinais de uso de drogas, dizendo que “iria matar todo mundo” e relembrando um crime anterior, quando tentou matá-la e foi preso. Em determinado momento, a idosa conseguiu sair da residência e pedir socorro, enquanto outros familiares buscaram ajuda.
Quando as viaturas chegaram, os policiais encontraram Wanderlei dentro da casa, com objetos como tesoura, martelo, garrafas e pedaços de madeira, fazendo ameaças e recusando-se a se entregar, o que levou à sequência de ações que terminou com a morte dele.
Uso de Taser e munição não letal
Os policiais militares relataram que, antes dos disparos letais, houve tentativa de controlar a situação com uso progressivo da força. Entre as medidas adotadas, segundo o boletim, estão:
- diversas tentativas de diálogo e ordens para que o homem largasse os objetos;
- uso de arma de incapacitação neuromuscular (Taser), sem efeito suficiente para contê-lo;
- emprego de munição menos letal, com três disparos de elastômero (bala de borracha);
- formação de células táticas com escudos balísticos para tentar a aproximação com segurança.
Mesmo assim, Wanderlei teria continuado agressivo, armado com objetos cortantes e contundentes, e chegou a montar uma espécie de barricada em um dos cômodos da casa. Diante do cenário de risco para a família, para os próprios policiais e para vizinhos, foram acionados reforços da Força Tática, do BAEP (Batalhão de Ações Especiais de Polícia) e o helicóptero Águia.
Como ocorreu a morte do homem em saída temporária em São José dos Campos
Depois das tentativas com Taser e bala de borracha, os policiais romperam a barreira montada no quarto em que Wanderlei estava. Nesse momento, conforme o boletim, outros PMs – que não prestaram depoimento imediato – teriam visualizado o homem ainda em postura de ataque, o que levou aos disparos de arma de fogo.
Após ser atingido, o homem em saída temporária morto após atacar a própria mãe e confrontar a PM em São José dos Campos foi desarmado e socorrido pelo SAMU, mas não resistiu. A mãe recebeu atendimento devido ao ferimento no braço e foi amparada por familiares.
Na casa, foram apreendidos objetos usados nas ameaças, como tesoura, martelo/marreta, pedaços de madeira e cartuchos calibre .38. Um revólver Taurus .38 também foi relacionado à ocorrência, assim como as pistolas .40 dos policiais, que tiveram as munições conferidas e recolhidas para perícia.
[the_ad id=”72284″]
Dúvidas sobre arma de fogo e investigação do caso em São José dos Campos
Apesar da versão policial, o boletim registra pontos que ainda precisam ser esclarecidos. Nenhum dos policiais que prestaram depoimento afirmou ter visto, diretamente, Wanderlei com arma de fogo no momento da abordagem final. A arma apresentada como se estivesse com ele não foi encontrada pela perícia na casa, sendo levada depois à delegacia por PMs.
Outro ponto destacado é que os policiais que entraram no quarto e efetuaram os disparos não prestaram depoimento detalhado no momento do registro e não apresentaram imediatamente as imagens das câmeras corporais (bodycams).
Com isso, o delegado determinou a apreensão das armas, cartuchos e objetos e ressaltou que as imagens serão fundamentais para reconstruir a dinâmica exata do caso em que o homem em saída temporária é morto após atacar a mãe e confrontar a PM em São José dos Campos.
Laudos do IML e da perícia no local também devem apontar quantos disparos atingiram a vítima, de qual direção partiram e em que posição ela se encontrava no momento em que foi baleada.
Histórico de violência doméstica antes de homem em saída temporária ser morto em São José dos Campos
O histórico familiar é central para entender o contexto do caso. A mãe, de 76 anos, relatou que o filho já havia sido preso por tentativa de homicídio contra ela e por tentativa de estupro. Segundo depoimento, ele vinha fazendo ameaças para “concluir o crime” e chegou a preparar uma mangueira de gás dentro de casa, insinuando que provocaria uma explosão.
Ela também contou que episódios de agressões não eram isolados e que já tinha sido atingida com uma chave em outra ocasião. A família afirmou que, no dia da ocorrência, Wanderlei passou horas alterado, quebrando objetos, arremessando pedaços de concreto e partindo para cima de parentes e policiais, o que levou ao acionamento da PM.
O caso recoloca a violência doméstica contra mulheres e idosas no centro da discussão em São José dos Campos, que recentemente teve outros episódios graves, como a série de três prisões por violência doméstica em menos de 24 horas e operações específicas de combate a esse tipo de crime.
Capão Grosso volta ao noticiário
O Capão Grosso, onde ocorreu o crime, já aparece em outras reportagens do Vale 360 News. Em série especial, o portal mostrou problemas de infraestrutura, lixo e esgoto a céu aberto em regiões como Capão Grosso II e Chácaras Majestic, e cobriu anúncios de obras de drenagem e pavimentação na área.
Em outros municípios do Vale do Paraíba e Litoral Norte, casos semelhantes de intervenção policial com morte também têm sido acompanhados pelo portal, como o episódio de furto de bezerro e morte em Lorena e o confronto em que um homem não obedeceu ordem de parada e foi baleado em Ubatuba.
Próximos passos na apuração do caso
O inquérito que apura o caso irá reunir diferentes elementos para esclarecer os fatos. Entre as medidas previstas estão:
- oitiva detalhada da mãe, irmãos e demais familiares;
- depoimentos dos policiais que participaram diretamente da abordagem final dentro do quarto;
- análise das imagens de bodycams e de eventuais câmeras de vizinhos;
- exames periciais nas armas, cartuchos e objetos apreendidos na residência;
- laudo necroscópico do IML sobre a causa da morte e a trajetória dos disparos.
Somente após essa etapa será possível ao delegado concluir se houve excesso na atuação policial, se o uso da arma de fogo foi inevitável diante do risco ou se outras medidas poderiam ter sido adotadas no momento em que o homem em saída temporária em São José dos Campos.

Perguntas frequentes sobre o caso do homem em saída temporária em São José dos Campos
Onde aconteceu o caso?
O homem em saída temporária é morto após atacar a própria mãe e confrontar a PM em São José dos Campos na Rua Benedito Pereira Garcia, no bairro Capão Grosso, zona sul do município.
Quem é a vítima fatal?
A vítima é Wanderlei Francisco da Silva, de 55 anos, que estava em saída temporária do sistema prisional e já tinha condenação por tentativa de homicídio contra a mãe.
Quem é a vítima de violência doméstica?
A vítima de violência doméstica é a mãe de Wanderlei, Ana Cândida Francisco, de 76 anos, que sofreu corte no braço e relatou ameaças e agressões anteriores praticadas pelo filho.
Por que o caso envolve a Lei Maria da Penha?
Porque a ocorrência começou como um episódio de violência doméstica contra uma mulher idosa dentro de casa, com agressão física e ameaças. Por isso, foi registrada com base na Lei Maria da Penha, que protege mulheres em situação de violência doméstica e familiar.
O que ainda precisa ser esclarecido?
Entre os pontos em aberto estão a confirmação do uso de arma de fogo por parte de Wanderlei, o momento exato e a dinâmica dos disparos letais e a análise das imagens das câmeras corporais dos policiais que participaram diretamente da abordagem final.
Quem vai investigar o caso?
O inquérito ficará a cargo da delegacia responsável pela área do Capão Grosso em São José dos Campos, a partir do registro feito na Central de Polícia Judiciária. A investigação contará com laudos do IML, perícia de local, análise de armas e imagens de bodycams.
Links recomendados
ENTRE NO GRUPO DE NOTÍCIAS DO VALE DO PARAÍBA

