Funcionária que teria era desviado R$ 6 milhões da Prefeitura de Santo Antônio do Pinhal para apostar online é chefe da tesouraria

A chefe da tesouraria da Prefeitura de Santo Antônio do Pinhal é a servidora investigada por suspeita de desviar cerca de R$ 6 milhões dos cofres públicos para apostar online e foi presa preventivamente por decisão da Justiça. As medidas incluem quebras de sigilo, bloqueio de bens e autorizações para buscas em endereços ligados à investigada — incluindo a casa do noivo. A servidora, de 31 anos, foi presa preventivamente. ENTRE AGORA no Canal do Vale 360 News no WhatsApp e receba alertas em primeira mão (urgentes e atualizações). CLIQUE AQUI.

A investigação é conduzida pela Polícia Civil e tramita na Justiça com apuração de peculato (crime de desvio de dinheiro público). A chefe da tesouraria é funcionária do município desde fevereiro de 2014, segundo apuração da reportagem. Para acompanhar outras notícias de Santo Antônio do Pinhal, acesse: Santo Antônio do Pinhal.

O Vale 360 News já havia mostrado que a Polícia Civil apura o caso envolvendo o desvio milionário e a destinação de parte do dinheiro para apostas online. Relembre: Servidora presa em Santo Antônio do Pinhal confessa desvio de R$ 6 milhões para apostas online.

Chefe da tesouraria: por que a Justiça decretou prisão preventiva

Na decisão, o Juiz José Loureiro Sobrinho afirma haver “fundadas razões” e elementos informativos indicando a suspeita de peculato atribuída à chefe da tesouraria. Com base nos artigos 312 e 313 do Código de Processo Penal, foi determinada a prisão preventiva, com expedição de mandado.

Além da prisão, a decisão também autorizou um pacote de medidas para garantir a apuração dos fatos, preservação de provas e rastreamento do dinheiro.

Quebras de sigilo e bloqueio de bens: o que foi autorizado

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Entre as medidas deferidas pela Justiça estão quebras de sigilo e ações para tentar localizar valores e bens vinculados à investigada. Veja os principais pontos:

  • Prisão preventiva da servidora: cumprida pela Polícia Civil nesta quarta-feira (11/02)
  • Quebra de sigilo bancário da investigada no período de 01/12/2024 a 08/02/2026.
  • Bloqueio imediato de valores via SISBAJUD em contas no nome da investigada, até o limite de R$ 6.000.000,00.
  • Quebra de sigilo fiscal via INFOJUD, com requisição das declarações de imposto de renda (DIRPF) do período investigado.
  • Quebra de sigilo telefônico e telemático de aparelhos e dispositivos eletrônicos apreendidos, com autorização para acesso aos dados armazenados.

De acordo com a decisão, a autoridade policial também deverá apresentar relatório no prazo de 15 dias após a conclusão das diligências.

Chefe da tesouraria: buscas incluíram endereço do noivo e apreensão de eletrônicos

As diligências autorizadas incluíram busca e apreensão, com possibilidade de arrombamento e abertura de cofres, se necessário, nos endereços indicados pela Polícia Civil. Segundo informações apuradas, as buscas também foram realizadas na casa do noivo da investigada, além de outros locais relacionados ao caso, visando localizar produtos, proveitos ou instrumentos do crime investigado.

O que a Polícia Civil investiga e quais crimes podem ser apurados

O foco principal é a suspeita de peculato, crime que envolve desvio de recursos públicos por servidor (ou por quem tenha acesso ao dinheiro público em razão da função). Para entender como esse tipo de crime é enquadrado e quais consequências legais pode ter, veja também: Delegado determina a prisão de funcionário e explica o que é peculato.

Como a investigada ocupava posição estratégica, a apuração também considera o caminho do dinheiro, movimentações bancárias, possíveis transferências, e o que foi feito com os valores — ponto que motivou as quebras de sigilo e o bloqueio de bens autorizados pela Justiça.

O Vale 360 News mantém espaço aberto para posicionamento da defesa da investigada. Caso haja manifestação, esta matéria será atualizada.

O que diz a Prefeitura

A Prefeitura de Santo Antônio do Pinhal se manifestou por meio de nota e disse que “nas rotinas regulares de controle e acompanhamento administrativo, foram identificados indícios de possível irregularidade envolvendo a conduta individual de um servidor público” e que “a identificação da situação decorreu da atuação técnica e preventiva dos mecanismos internos de controle da própria administração, o que permitiu a adoção imediata das providências cabíveis”.

Na nota, a prefeitura afirmou que “tão logo os indícios foram constatados, foram instaurados os procedimentos administrativos de apuração e formalizada a comunicação do fato à Polícia Civil, que conduz as investigações no âmbito criminal” e que “em decorrência do avanço das investigações, o Poder Judiciário decretou a prisão preventiva do servidor envolvido, ocupante de cargo efetivo há mais de dez anos, cuja conduta não representa, em nenhuma hipótese, a atuação da Administração Municipal nem de seus demais servidores”.

Perguntas frequentes

Quem é a chefe da tesouraria investigada em Santo Antônio do Pinhal?

Trata-se de uma servidora municipal, apontada como chefe da tesouraria e investigada por suspeita de desvio de recursos públicos. Ela trabalha na Prefeitura desde fevereiro de 2014, segundo apuração da reportagem.

Por que houve prisão preventiva?

A Justiça entendeu que havia elementos informativos e “fundadas razões” para decretar a prisão preventiva, com base no CPP, dentro de investigação por suspeita de peculato.

O que significa bloqueio de bens e valores no caso?

Significa que a Justiça autorizou o bloqueio imediato de valores em contas da investigada via SISBAJUD, até o limite de R$ 6 milhões, para tentar resguardar a recuperação do prejuízo investigado.

Que quebras de sigilo foram autorizadas?

A decisão prevê quebra de sigilo bancário, fiscal (INFOJUD) e também sigilo telefônico e telemático de dispositivos eletrônicos apreendidos, para aprofundar a apuração.

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Jesse Nascimento
Jesse Nascimento

Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.