Mariah Perrotta, empresária e ex-primeira-dama de Taubaté, tornou público nesta segunda-feira (22/06) um relato de agressões que atribui ao ex-namorado Gustavo Henrique Costa e Silva, conhecido como Gustavo Baby ou DJ Baby. Ela afirmou que registrou boletins de ocorrência, obteve medida protetiva e sofreu novas aproximações do acusado após a decisão judicial. O ex-prefeito Ortiz Junior, que não é o homem citado nas acusações, publicou uma mensagem de apoio a Mariah. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP
Mariah postou um vídeo nas redes sociais para relatar o que viveu e explicar por que decidiu dar publicidade ao caso. Na gravação, ela atribuiu as agressões ao ex-namorado e afirmou que procurou a Delegacia de Defesa da Mulher após o episódio.
“Eu vivi uma situação muito grave de violência. Eu fui agredida e espancada dentro da minha própria casa pelo meu ex-namorado”, afirmou Mariah.
O nome apontado por ela também consta em dois boletins de ocorrência consultados pelo Vale 360 News. Os documentos foram elaborados em abril e dezembro de 2025 e apresentam Mariah como vítima.
O que Mariah Perrotta relata sobre as agressões em Taubaté?
Mariah declarou que a primeira agressão ocorreu após cerca de um ano de relacionamento. Ela disse que, como muitas mulheres que passam por situações semelhantes, acreditou que o comportamento do então namorado poderia mudar.
“Depois de 1 ano de relacionamento, aconteceu a primeira agressão e foi uma agressão bem violenta. Muitas mulheres que passam por uma situação como essa sempre acreditam que o agressor vai mudar”, disse.
Na sequência do vídeo, a empresária alertou outras mulheres sobre o risco de permanência em uma relação marcada por violência.
“O agressor não vai mudar e isso vai se tornar um risco para você e para sua família.”
Mariah também contou que sentiu vergonha após os episódios e que evitou o contato com outras pessoas por causa dos comentários sobre o caso. Ao tornar o relato público, ela disse que pretende combater a transferência da culpa para a vítima.
“Depois das agressões que eu sofri, eu fiquei com vergonha, vergonha de sair na rua, vergonha de encontrar as pessoas e ouvir as mentiras que estavam falando ao meu respeito.”
Apesar de a frase original conter a expressão acima, Mariah defendeu que a vítima não deve carregar o constrangimento provocado pela violência.
“Nós não podemos nos acovardar. Quem tem que ter vergonha de sair na sociedade é o agressor e não a vítima.”
Ao fim do vídeo, ela afirmou que o homem acusado não intimidará sua família e declarou: “Lugar de agressor é na cadeia”.
O que consta no primeiro boletim registrado por Mariah Perrotta?
O primeiro documento consultado foi elaborado no Plantão da Delegacia Seccional de Taubaté em abril de 2025. A ocorrência recebeu as classificações de ameaça, violação de domicílio e furto em residência.
De acordo com o histórico policial, Mariah declarou que mantinha um relacionamento havia cerca de um ano e meio. Ela relatou que, aproximadamente seis meses antes, o então namorado teria dado um tapa na cabeça dela durante uma viagem. Esse episódio não teve registro policial na ocasião.
O boletim informa que o relacionamento terminou cerca de três semanas antes da ocorrência. Conforme a versão apresentada pela vítima, o investigado não aceitou o fim da relação, entrou no condomínio apesar de uma restrição administrativa de acesso e retirou o celular da mão dela.
Mariah também declarou que tentou impedir a saída do veículo para recuperar o aparelho. Nesse momento, o homem teria avançado com o carro em direção a ela, mas não a atingiu. O documento ainda cita mensagens com a frase “você que se cuide”, interpretada pela vítima como ameaça.
O que a DDM de Taubaté registrou em dezembro de 2025?
Outro boletim foi elaborado pela Delegacia de Defesa da Mulher de Taubaté em dezembro de 2025. O documento passou por quatro edições e apresenta as naturezas de ameaça, dano, lesão corporal, violação de domicílio, injúria e divulgação de imagens de nudez, sexo ou pornografia.
O histórico disponível informa que Mariah procurou a DDM após relatar violência doméstica na madrugada daquele dia. O depoimento completo ficou registrado por meio audiovisual no sistema da Polícia Civil e não aparece reproduzido no boletim impresso.
Ao fim do atendimento, Mariah manifestou o desejo de representar criminalmente contra o investigado e solicitou medidas protetivas de urgência. O documento também registra a posterior devolução de pertences, entre eles cartões bancários, roupas, chaves, um tablet e outros objetos.
Os boletins representam registros iniciais das versões apresentadas às autoridades. A apuração dos fatos, a análise das provas e eventual responsabilização cabem à Polícia Civil, ao Ministério Público e ao Poder Judiciário.
O que Mariah disse sobre o descumprimento da medida protetiva?
No vídeo desta segunda-feira, Mariah afirmou que possui o boletim de ocorrência e a medida protetiva concedida contra o homem a quem atribui as agressões.
Ela declarou que, em mais de cinco ocasiões, o acusado voltou a se aproximar dela, apesar das restrições. O material policial fornecido à reportagem confirma que houve pedido de medidas protetivas, mas não apresenta, nas páginas disponíveis, os detalhes de cada suposta violação citada no vídeo.
Medidas protetivas podem impor proibição de contato, aproximação ou acesso a determinados locais. A vítima deve comunicar qualquer possível violação à Polícia Militar, à Polícia Civil ou ao Judiciário.
O Vale 360 News já mostrou outros casos de descumprimento de medidas protetivas em Taubaté, com prisões após a entrada de acusados nas residências das vítimas.
Quem é o homem citado por Mariah Perrotta?
Mariah identificou o ex-namorado como Gustavo Henrique Costa e Silva, conhecido como Gustavo Baby ou DJ Baby. O mesmo nome aparece como investigado no boletim de abril e como autor no registro elaborado pela DDM em dezembro.
A reportagem tenta contato com Gustavo e com a defesa dele para obter uma manifestação sobre as acusações feitas por Mariah. O espaço permanece aberto para a publicação integral do posicionamento.
O uso do nome nesta reportagem ocorre após a própria vítima dar publicidade ao caso e identificar o acusado nas redes sociais. As acusações permanecem sujeitas à apuração das autoridades e ao direito de defesa.
Por que Ortiz Junior não é o acusado citado no caso?
O homem citado por Mariah não é Ortiz Junior. Os boletins consultados identificam Gustavo Henrique Costa e Silva como investigado ou autor dos fatos relatados à Polícia Civil.
Ortiz Junior, ex-prefeito de Taubaté, publicou uma mensagem de apoio após assistir ao vídeo. Ele elogiou a coragem de Mariah e destacou a importância de mulheres em situação de violência não permanecerem em silêncio.
“Tenho orgulho da coragem que ela demonstrou ao compartilhar uma experiência tão difícil. Muitas mulheres enfrentam situações parecidas em silêncio. Por isso, falar sobre esse tema é tão importante”, declarou Ortiz.
O ex-prefeito também afirmou que nenhuma mulher deve se sentir sozinha, sem apoio ou sem esperança.
“Como homem, como pai e como alguém que ama profundamente a Mariah e nossa família, meu compromisso é estar ao lado dela com respeito, apoio e carinho.”
Por que a decisão de Mariah dar publicidade ao caso tem impacto regional?
A exposição pública de um relato de violência por uma pessoa conhecida em Taubaté amplia o debate sobre o medo, a vergonha e a dificuldade enfrentada por vítimas que precisam pedir ajuda. A repercussão também reforça que violência doméstica pode atingir mulheres de diferentes idades, profissões e condições econômicas.
Taubaté possui ações locais voltadas à proteção de mulheres, como o Botão do Pânico para vítimas com medida protetiva. O recurso permite o acionamento das forças de segurança em situações de risco.
Operações policiais também têm como foco o cumprimento de mandados contra acusados de violência doméstica. Em dezembro de 2025, uma operação de combate à violência doméstica cumpriu cerca de 50 mandados no Vale do Paraíba.
Como pedir ajuda em casos de violência contra a mulher?
Em situação de risco imediato, a vítima ou qualquer testemunha deve acionar a Polícia Militar pelo telefone 190. A ligação pode partir de familiares, amigos, vizinhos ou pessoas que presenciem ameaças e agressões.
O Ligue 180 funciona 24 horas por dia e oferece orientação sobre direitos, serviços de acolhimento, delegacias especializadas e medidas de proteção. O serviço também recebe e encaminha denúncias.
Denúncias anônimas no Estado de São Paulo podem ser feitas pelo telefone 181. A mulher também pode procurar uma Delegacia de Defesa da Mulher, uma delegacia territorial ou a Defensoria Pública.
Mensagens, áudios, vídeos, fotografias, documentos médicos e registros de contato podem auxiliar a apuração. Em caso de ameaça ou violação de medida protetiva, a orientação é procurar ajuda imediatamente.
O Vale 360 News acompanhará o caso e publicará novos posicionamentos das partes ou informações oficiais das autoridades.
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Perguntas frequentes sobre o relato de Mariah Perrotta
O que Mariah Perrotta relatou nas redes sociais?
Mariah afirmou que sofreu agressões dentro de casa, atribuiu os atos ao ex-namorado e declarou que procurou a Delegacia de Defesa da Mulher.
Quem é o homem acusado por Mariah Perrotta?
Ela identificou o ex-namorado como Gustavo Henrique Costa e Silva, conhecido como Gustavo Baby ou DJ Baby.
Ortiz Junior é o homem citado nas acusações?
Não. Ortiz Junior não é o acusado citado por Mariah. O ex-prefeito publicou uma mensagem de apoio a ela.
Mariah Perrotta pediu medida protetiva?
Sim. O boletim da DDM registra que ela solicitou medidas protetivas, e Mariah afirmou nas redes sociais que obteve a proteção judicial.
Como denunciar violência doméstica em Taubaté?
Em emergência, acione a Polícia Militar pelo 190. O Ligue 180 oferece orientação e recebe denúncias, e o telefone 181 aceita denúncias anônimas em São Paulo.
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Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.

