Embraer confirma operação comercial do eVTOL em 2028; fábrica de Taubaté terá capacidade para 480 unidades por ano

A operação comercial do eVTOL em 2028 permanece como meta da Eve Air Mobility, empresa ligada à Embraer, e a primeira fábrica do modelo em Taubaté terá capacidade máxima próxima de 480 aeronaves por ano. O presidente da Embraer, Francisco Gomes Neto, confirmou nesta segunda-feira (10/08) que Brasil e Estados Unidos aparecem como os mercados mais prováveis para o início das operações, com possibilidade de estreia quase simultânea nos dois países. A declaração ocorreu após a divulgação dos resultados financeiros do segundo trimestre de 2026 da fabricante. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP

A capacidade de 480 unidades não significa que a fábrica de Taubaté produzirá esse número logo no primeiro ano. O projeto industrial prevê aumento gradual da capacidade conforme a demanda do mercado. A estrutura foi concebida em módulos de 120 aeronaves por ano até alcançar o limite planejado.

O anúncio reforça o papel de Taubaté no programa global de mobilidade aérea elétrica da Eve. O município do Vale do Paraíba abrigará a primeira unidade de produção do eVTOL, dentro de uma área pertencente à Embraer.

Quando começa a operação comercial do eVTOL em 2028?

A expectativa atual da Embraer é que o eVTOL da Eve entre em operação comercial até o fim de 2028.

Francisco Gomes Neto afirmou que esse permanece como o horizonte do programa durante resposta a uma pergunta feita após a apresentação dos resultados da Embraer nesta segunda-feira.

O cronograma depende de etapas que vão além da fabricação da aeronave. Antes do transporte comercial de passageiros, o modelo precisa concluir a campanha de testes e obter as certificações aeronáuticas necessárias nos países onde terá operação.

A Eve desenvolve o eVTOL para missões urbanas e regionais de curta distância. O modelo terá configuração inicial para um piloto e quatro passageiros e autonomia projetada de até 100 quilômetros.

O Vale 360 News acompanha o projeto desde as primeiras etapas. Em dezembro de 2025, o portal mostrou que o eVTOL da Eve realizou o primeiro voo e abriu uma nova fase de testes.

Quantos eVTOLs a fábrica de Taubaté poderá produzir por ano?

A unidade industrial de Taubaté terá capacidade máxima próxima de 480 eVTOLs por ano, conforme Francisco Gomes Neto.

Esse número representa o teto industrial projetado para a fábrica, e não uma previsão de produção para 2028. A Eve adotou um modelo modular para adequar o ritmo da linha de montagem ao crescimento da demanda.

O planejamento prevê quatro módulos com capacidade de 120 aeronaves por ano cada. Com todos os módulos em operação, a unidade poderá chegar às 480 aeronaves anuais.

Essa estratégia reduz a necessidade de instalar toda a capacidade antes da existência de demanda suficiente. A ampliação poderá ocorrer conforme pedidos firmes, ritmo de certificação, entregas e desenvolvimento do mercado internacional de mobilidade aérea urbana.

O Vale 360 News já mostrou que a implantação industrial recebeu apoio financeiro. A Eve obteve R$ 500 milhões do BNDES para financiar a estrutura de produção do eVTOL em Taubaté.

Brasil e Estados Unidos terão os primeiros voos comerciais do eVTOL?

Brasil e Estados Unidos são os dois mercados apontados pela Embraer como candidatos ao início das operações comerciais.

Francisco Gomes Neto afirmou que existe a possibilidade de a estreia ocorrer nos dois países em períodos próximos ou até de forma simultânea.

No Brasil, a proximidade com a estrutura de engenharia e desenvolvimento da Embraer e da Eve constitui uma vantagem. Nos Estados Unidos, a empresa identifica oportunidades comerciais em várias cidades.

A definição das primeiras rotas ainda depende dos operadores, das certificações e da infraestrutura necessária, como vertiportos, sistemas de recarga e regras específicas para esse novo tipo de transporte aéreo.

Qual será a primeira rota comercial do eVTOL?

A Embraer ainda não definiu uma primeira rota comercial específica no Brasil ou no exterior.

A informação apresentada nesta segunda-feira indica apenas os mercados prioritários para o começo da operação. Brasil e Estados Unidos aparecem na frente, mas cidades, aeroportos, vertiportos e operadores ainda dependem de definições posteriores.

Por isso, ainda não é possível afirmar se o primeiro voo comercial ocorrerá em São Paulo, no Rio de Janeiro, na Flórida ou em outra região.

Por que os eVTOLs produzidos em Taubaté terão remontagem perto das operações?

A autonomia relativamente curta do eVTOL exige uma estratégia diferente da usada pela Embraer para entregar aviões convencionais a clientes localizados a milhares de quilômetros das fábricas.

Francisco Gomes Neto explicou que a companhia prevê uma etapa de remontagem das aeronaves próxima aos locais onde elas terão operação.

O eVTOL foi projetado para deslocamentos urbanos e regionais curtos. Com autonomia estimada em cerca de 100 quilômetros, ele não pode realizar longos voos de traslado entre Taubaté e mercados como os Estados Unidos.

Isso exige soluções logísticas para transportar aeronaves ou conjuntos até regiões próximas da operação comercial. A configuração final poderá ocorrer perto desses mercados.

Segundo o presidente da Embraer, a companhia pretende acompanhar a evolução da demanda antes de decidir se instalará outras fábricas de eVTOL no mundo.

Quantos pedidos a Eve possui para o eVTOL?

A carteira potencial constitui outro ponto central do projeto. Francisco Gomes Neto afirmou que a Eve possui cerca de 3 mil cartas de intenção de compra, além de alguns pedidos que já alcançaram condição firme.

Cartas de intenção não equivalem necessariamente a encomendas firmes. Elas expressam interesse comercial e podem depender de contratos definitivos, certificação, condições financeiras e outras etapas antes de se transformarem em entregas.

Mesmo assim, o volume ajuda a indicar o interesse de companhias aéreas, operadores de helicópteros, empresas de mobilidade e outros grupos no mercado de aeronaves elétricas de pouso e decolagem vertical.

A capacidade de Taubaté poderá crescer conforme essas intenções se convertam em compromissos comerciais efetivos.

Em qual fase de testes está o eVTOL da Eve?

O programa alcançou uma etapa importante no início de agosto. O protótipo iniciou a fase de transição entre o voo sustentado pelos rotores verticais e a etapa na qual as asas passam a assumir maior parcela da sustentação.

O avanço ocorreu após uma sequência de testes de voo vertical e em baixa velocidade. Essa fase permite avaliar sistemas de propulsão, controles de voo, desempenho aerodinâmico e comportamento da aeronave antes da expansão do envelope de testes.

Em maio, o Vale 360 News antecipou essa etapa ao mostrar que o eVTOL produzido em Taubaté se preparava para os voos de transição após concluir ensaios de baixa velocidade.

A campanha de testes constitui parte essencial do processo de certificação. A aeronave precisa demonstrar níveis de segurança e desempenho compatíveis com as exigências das autoridades aeronáuticas antes de transportar passageiros.

O que a produção de eVTOL representa para Taubaté?

A instalação da primeira fábrica do eVTOL coloca Taubaté em uma posição estratégica dentro de um segmento ainda novo da indústria aeroespacial mundial.

O Vale do Paraíba já concentra atividades de engenharia, fabricação, pesquisa, desenvolvimento e serviços ligados à aviação. A produção do eVTOL acrescenta uma nova frente industrial ao ecossistema regional.

O impacto não se restringe à linha de montagem. Um programa aeronáutico depende de fornecedores de componentes, equipamentos elétricos, sistemas eletrônicos, estruturas, logística, engenharia e serviços especializados.

Isso não permite afirmar, neste momento, quantos empregos adicionais o projeto criará em Taubaté. A capacidade industrial de até 480 aeronaves por ano, porém, oferece uma dimensão do potencial da fábrica caso o mercado alcance o nível esperado pela Eve.

A empresa também poderá avaliar novas unidades industriais no futuro. Francisco Gomes Neto afirmou que essa decisão dependerá da resposta do mercado após o início das operações.

Por que o cronograma de 2028 é importante para o projeto?

A definição de 2028 como horizonte comercial estabelece uma referência para várias frentes do programa: testes, certificação, industrialização, preparação de operadores e infraestrutura urbana.

O prazo também ajuda clientes potenciais a planejar aquisição de aeronaves, treinamento de pilotos, instalação de pontos de recarga e construção ou adaptação de vertiportos.

Para Taubaté, o cronograma oferece uma referência para a implantação gradual da estrutura industrial. A fábrica não precisa atingir sua capacidade máxima na estreia comercial. O modelo modular permite acréscimos conforme o mercado exige maior produção.

Antes do início do serviço com passageiros, os próximos passos do programa passam pela continuidade dos testes de transição, avanço da certificação e preparação da produção.

operação comercial do eVTOL em 2028
Foto: Divulgação

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Perguntas frequentes sobre a operação comercial do eVTOL em 2028

Quando o eVTOL da Eve começa a operar comercialmente?

A expectativa da Embraer é que o eVTOL da Eve entre em operação comercial até o fim de 2028, após a conclusão dos testes e das etapas de certificação.

Quantos eVTOLs serão produzidos por ano em Taubaté?

A fábrica terá capacidade máxima próxima de 480 aeronaves por ano. O plano industrial prevê quatro módulos com capacidade de 120 unidades anuais cada.

O Brasil terá os primeiros voos comerciais do eVTOL?

Brasil e Estados Unidos aparecem como os mercados mais prováveis para o início das operações, com possibilidade de estreia em períodos próximos ou simultâneos.

Quantos pedidos a Eve possui para o eVTOL?

Francisco Gomes Neto afirmou que a Eve possui cerca de 3 mil cartas de intenção de compra e alguns pedidos firmes para o eVTOL.

Qual é a autonomia do eVTOL da Eve?

O projeto prevê autonomia de até 100 quilômetros na entrada em serviço, com foco em deslocamentos urbanos e regionais de curta distância.

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Jesse Nascimento
Jesse Nascimento

Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.