Onda de calor atinge Vale do Paraíba, Mantiqueira e Litoral Norte entre 13 e 19 de agosto, alerta Defesa Civil

Onda de calor atinge Vale do Paraíba e vai elevar as temperaturas de 3°C a 5°C acima da média entre quinta-feira (13/08) e quarta-feira (19), com reflexos também na Serra da Mantiqueira e no Litoral Norte. A Defesa Civil do Estado de São Paulo alerta ainda para baixos índices de umidade relativa do ar e maior risco de incêndios em vegetação. No Litoral Norte, a temperatura pode ficar até 3°C acima da média. O cenário resulta da atuação de uma massa de ar quente e seco sobre grande parte do estado. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP

Quanto a temperatura pode subir no Vale do Paraíba?

A Defesa Civil coloca a região de São José dos Campos, que abrange o Vale do Paraíba na divisão usada pelo boletim estadual, na faixa de 3°C a 5°C acima da média.

Isso não significa que todos os municípios terão a mesma temperatura ou o mesmo aumento. A expressão “acima da média” compara a temperatura prevista com o valor considerado normal para esta época do ano em cada localidade.

Uma cidade que costuma registrar tardes mais quentes pode alcançar valores absolutos superiores aos de municípios de maior altitude, mesmo que a anomalia de temperatura seja semelhante.

A elevação deve ocorrer após dias de temperaturas mais amenas. Essa mudança rápida amplia o contraste térmico típico do inverno paulista e exige atenção especial nas horas mais quentes do dia.

Em julho, o Vale 360 News já mostrou que o veranico no Vale do Paraíba trouxe sol, tardes mais quentes e umidade perto ou abaixo de 30% em alguns pontos da região.

Como a onda de calor afeta a Serra da Mantiqueira?

A Serra da Mantiqueira também entra no período de atenção entre 13 e 19 de agosto, principalmente por causa do aumento das temperaturas durante as tardes e da redução da umidade.

O boletim estadual desta quarta-feira (12), porém, não apresenta uma faixa específica de anomalia de temperatura apenas para a Serra da Mantiqueira. Por esse motivo, não é possível atribuir aos municípios serranos, com base no documento, um aumento exato em graus acima da média.

Cidades como Campos do Jordão, Santo Antônio do Pinhal e São Bento do Sapucaí possuem altitude e relevo diferentes das áreas mais baixas do Vale. Essa característica costuma provocar manhãs mais frias e tardes com rápida elevação dos termômetros em períodos de ar seco.

O contraste já apareceu durante episódios anteriores deste inverno. O Vale 360 News mostrou em julho que o tempo seco alcançou o Vale do Paraíba e a Serra da Mantiqueira após manhãs mais frias e tardes com forte elevação das temperaturas.

Quanto o calor pode aumentar no Litoral Norte?

No Litoral Norte, a Defesa Civil prevê temperaturas de até 3°C acima da média durante o período da onda de calor.

A faixa é menor do que aquela prevista para a região de São José dos Campos, mas isso não significa necessariamente temperaturas baixas no litoral. A comparação considera a média climatológica de cada região, e não uma temperatura única para todo o estado.

Caraguatatuba, Ubatuba, São Sebastião e Ilhabela também devem ter atenção para calor, exposição solar e hidratação. A influência do oceano pode alterar a umidade e as temperaturas de forma diferente em relação ao interior do Vale.

O alerta permanece válido até quarta-feira, dia 19, e as condições locais podem variar durante esse intervalo.

Por que a baixa umidade aumenta o risco para a saúde?

O ar mais seco reduz a umidade das mucosas do nariz, da boca e das vias respiratórias. Esse efeito pode provocar ressecamento, irritação nos olhos e desconforto respiratório.

A médica pneumologista Tenente Carolina, do Departamento de Atendimento Médico da Casa Militar, explica que a rápida elevação da temperatura, em conjunto com a baixa umidade, aumenta a sensibilidade das mucosas.

O inverno também mantém a circulação de vírus respiratórios. A associação entre ar seco e agentes infecciosos exige maior atenção de crianças, idosos e pessoas com doenças pulmonares, rinite, asma ou outras condições alérgicas.

A Defesa Civil recomenda consumo frequente de água, menor exposição ao sol nas horas mais quentes e ventilação adequada dos ambientes. A umidificação de cômodos também pode ajudar nos períodos de ar muito seco.

Quais cuidados ajudam durante a onda de calor?

Água deve ficar disponível durante todo o dia, mesmo para quem não sente sede com frequência. Atividades físicas intensas devem ficar fora dos períodos de maior calor e exposição solar.

Roupas leves, proteção contra o sol e atenção aos sinais de mal-estar também ajudam a reduzir os efeitos das altas temperaturas.

Pessoas que trabalham ao ar livre precisam de pausas, acesso à água e proteção adequada. Crianças e idosos exigem acompanhamento mais próximo porque podem apresentar sinais de desidratação com maior rapidez.

Por que cresce o risco de incêndios no Vale do Paraíba?

A combinação entre temperaturas elevadas, falta de chuva, baixa umidade e vegetação seca cria condições favoráveis para a propagação do fogo.

Áreas rurais, margens de rodovias, terrenos com mato seco e grandes áreas de vegetação merecem atenção especial durante a onda de calor.

O risco não é apenas teórico. Em abril de 2026, uma queimada mobilizou Defesa Civil e Corpo de Bombeiros em uma área de cerca de 50 mil metros quadrados em Taubaté. Aproximadamente 42 mil metros quadrados de vegetação foram atingidos pelo fogo naquela ocorrência.

A Defesa Civil pede que moradores não usem fogo para limpar terrenos, eliminar folhas, restos de poda ou outros resíduos. A orientação também vale para áreas rurais.

Por que uma bituca de cigarro pode causar incêndio?

Uma ponta de cigarro ainda acesa pode iniciar um foco de fogo quando entra em contato com vegetação muito seca. O risco cresce às margens de rodovias e em terrenos com acúmulo de folhas e capim.

Outro problema é o descarte irregular de materiais em áreas abertas. O fogo pode se espalhar com rapidez e alcançar imóveis, redes de energia, áreas de preservação e estradas.

Ao identificar fumaça ou um princípio de incêndio, a orientação é acionar o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193 ou a Defesa Civil pelo 199.

A onda de calor tem relação com o cenário de El Niño?

A onda de calor desta semana decorre diretamente da presença de uma massa de ar quente e seco sobre São Paulo. Eventos de alguns dias dependem das condições atmosféricas de curto prazo e não devem ser atribuídos de forma automática a um único fenômeno climático de escala global.

O cenário mais amplo, porém, também merece acompanhamento. O Vale 360 News mostrou que municípios do Vale do Paraíba reforçam planos de prevenção diante do El Niño de 2026 e 2027.

Entre os riscos discutidos pelos especialistas estão períodos prolongados de calor e estiagem, baixa umidade e episódios de tempestades intensas em outros momentos da temporada.

Para a população, a principal diferença está no prazo. O alerta da Defesa Civil possui período definido, entre 13 e 19 de agosto. Já o acompanhamento do El Niño ocorre por meses e envolve tendências climáticas, sem previsão exata do tempo para um bairro ou uma cidade em um determinado dia.

Quando a onda de calor termina na região?

O alerta da Defesa Civil vale de quinta-feira, 13 de agosto, até quarta-feira, 19 de agosto de 2026.

Durante esse intervalo, a massa de ar quente e seco deve manter as temperaturas acima da média e reduzir os índices de umidade.

A população do Vale do Paraíba, Serra da Mantiqueira e Litoral Norte deve acompanhar as atualizações dos órgãos meteorológicos e os avisos da Defesa Civil, já que a intensidade pode variar entre as cidades e ao longo dos dias.

Onda de calor atinge Vale do Paraíba
Temperaturas estarão elevadas até 19 de agosto, no Vale do Paraíba, Litoral Norte e Serra da Mantiqueira. Foto: Jesse Nascimento (Vale 360 News/Arquivo)

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Perguntas frequentes sobre a onda de calor no Vale do Paraíba

Quando começa a onda de calor no Vale do Paraíba?

O alerta começa na quinta-feira, 13 de agosto de 2026, e permanece válido até quarta-feira, dia 19.

Quanto a temperatura pode ficar acima da média no Vale do Paraíba?

A Defesa Civil prevê temperaturas de 3°C a 5°C acima da média na região de São José dos Campos, que abrange o Vale do Paraíba na divisão regional do alerta.

Quanto a temperatura pode subir no Litoral Norte?

No Litoral Norte, as temperaturas podem ficar até 3°C acima da média durante o período do alerta.

A onda de calor aumenta o risco de queimadas?

Sim. O calor, a baixa umidade e a vegetação seca criam condições favoráveis para incêndios. A Defesa Civil recomenda que a população não use fogo para limpeza de terrenos e não descarte bitucas de cigarro em áreas de vegetação.

Quais telefones devem ser acionados em caso de incêndio?

O Corpo de Bombeiros atende pelo telefone 193. A Defesa Civil pode ser acionada pelo número 199.

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Jesse Nascimento
Jesse Nascimento

Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.