Suspeito dos disparos que mataram Maria Aparecida presta depoimento em São José dos Campos

O homem apontado como suspeito dos disparos que mataram Maria Aparecida Barbosa, de 70 anos, se apresentou voluntariamente à Polícia Civil e prestou depoimento nesta sexta-feira (25/09) no 6º Distrito Policial de São José dos Campos. Ele é CAC (Colecionador, Atirador e Caçador) e padrasto da jovem esfaqueada durante a tentativa de roubo na adega que originou a perseguição. Apresentou a arma usada nos disparos à polícia e, após ser ouvido, vai responder ao caso em liberdade. A Polícia Civil pretende confrontar sua versão com vídeos, depoimentos e outros elementos da investigação sobre o tiro que atingiu a idosa na cabeça na manhã de quinta-feira (24), na região leste da cidade. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP

Maria Aparecida estava dentro de um veículo quando um dos tiros atravessou o vidro e a atingiu. Ela recebeu socorro e foi levada à UPA Novo Horizonte, mas morreu em consequência do ferimento.

Segundo o delegado Regis Germano, responsável pela apuração, a Polícia Civil analisa agora a versão do suspeito ao lado das imagens e das demais provas reunidas desde o crime.

A apresentação voluntária e o depoimento marcam uma nova etapa da investigação — no boletim de ocorrência de quinta-feira, a autoria dos disparos ainda aparecia sem identificação inequívoca.

Quem é o homem que se apresentou à polícia?

Ele é CAC — Colecionador, Atirador e Caçador, categoria com registro específico para posse e uso de armas de fogo — e é padrasto da jovem que foi esfaqueada durante a tentativa de roubo na adega, episódio que deu início à sequência de fatos que terminou com a morte de Maria Aparecida.

O homem procurou a Polícia Civil por conta própria, apresentou a arma usada nos disparos e prestou depoimento no 6º Distrito Policial. Depois de ouvido, ele responde ao caso em liberdade.

O que o suspeito dos disparos deve esclarecer à Polícia Civil?

A principal questão é esclarecer em quais circunstâncias os tiros foram efetuados durante a perseguição registrada após a ocorrência na adega. Os investigadores também precisam estabelecer qual era o alvo dos disparos, a posição do atirador, a distância entre as pessoas envolvidas e o momento exato em que Maria Aparecida foi atingida — tudo isso cruzado com vídeos que registraram parte da sequência.

As imagens têm papel importante porque mostram diferentes momentos antes dos tiros e ajudam os investigadores a reconstruir o deslocamento de todos os envolvidos.

O que mostram os vídeos da ocorrência em São José dos Campos?

Os vídeos registrados durante a ocorrência mostram um homem com uma faca pelas ruas da região — ele aparece dentro da adega e depois deixa o estabelecimento. A apuração também registra a tentativa de roubo no local, com a funcionária ferida a faca.

Depois de sair da adega, esse suspeito foi perseguido e, na sequência, contido por pessoas que estavam na região, sofrendo ferimentos que exigiram atendimento médico. Foi preso em flagrante, e duas facas entregues por familiares da funcionária também foram apreendidas.

O caso da adega e a morte da idosa serão investigados separadamente?

A Polícia Civil trabalha com duas frentes. Uma trata dos fatos ligados à adega — a tentativa de roubo e o ataque com faca, atribuídos ao homem preso em flagrante naquele episódio. A outra concentra a investigação do homicídio de Maria Aparecida e dos disparos durante a perseguição, agora com a apresentação voluntária do padrasto da jovem esfaqueada.

Essa divisão permite analisar separadamente a responsabilidade de cada pessoa e as circunstâncias de cada crime.

O homem que presta depoimento já foi indiciado pela morte da idosa?

As informações disponíveis até agora não confirmam indiciamento pelo homicídio de Maria Aparecida. Ele prestou depoimento voluntário no 6º Distrito Policial e segue em liberdade — a definição sobre eventual indiciamento depende da análise do depoimento, dos vídeos, da perícia da arma que ele mesmo apresentou e dos demais elementos do inquérito.

O boletim inicial já havia registrado que não foram encontrados projéteis ou outros vestígios balísticos no local capazes de oferecer, naquela fase, uma conclusão pericial mais precisa — a arma entregue voluntariamente agora deve preencher parte dessa lacuna.

O que a polícia ainda precisa esclarecer sobre a morte de Maria Aparecida?

A investigação precisa confirmar tecnicamente a dinâmica dos disparos e qual era o objetivo do atirador no momento da perseguição, além de estabelecer a distância entre ele e a pessoa perseguida, a trajetória do projétil que atingiu Maria Aparecida e o momento exato do tiro — tudo cruzado com as imagens já reunidas e com a perícia da arma apresentada.

O depoimento do suspeito pode trazer uma versão para a decisão de usar a arma, mas essa narrativa ainda precisa ser comparada com as demais provas. O fato de ele ser CAC também deve entrar na análise da regularidade da posse e do porte da arma no momento dos disparos.

São José dos Campos também tem outros casos recentes sob apuração da Polícia Civil — em setembro, um homem foi morto a tiros dentro de um carro no Jardim Colonial.

Suspeito dos disparos que mataram Maria Aparecida
Foto: Reprodução

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Jesse Nascimento
Jesse Nascimento

Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.