Assassinato de “Tia Dri” causa comoção em Pinda; filho dela também é baleado

Assassinato de “Tia Dri” causa comoção em Pinda entre moradores do Araretama após Adriana morrer com um tiro na cabeça na noite de sábado (29/08), na Avenida Nicanor Ramos Nogueira. O filho dela também foi baleado no abdome ao confrontar o homem apontado como autor do crime. Outra mulher sofreu um tiro no pé durante um confronto entre o suspeito e policiais militares. O homem acabou ferido na perna, recebeu atendimento médico e foi preso em flagrante por homicídio e tentativa de homicídio. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP

Moradores contaram ao Vale 360 News que Adriana era conhecida no bairro como “Tia Dri”. Eles estimam que ela tivesse cerca de 45 anos. A vítima trabalhava como costureira e morava perto do local do crime.

Os relatos mostram a relação dela com a comunidade. Vizinhos e conhecidos a chamavam de “mãe” e “mãezona”, apelidos usados por pessoas que conviviam com ela no Araretama.

O boletim de ocorrência também esclarece pontos que estavam indefinidos nas primeiras horas. A reportagem inicial do Vale 360 News, publicada com a ocorrência ainda em atendimento, recebeu a informação preliminar de um duplo homicídio no bairro Araretama. O registro policial posterior aponta uma vítima fatal, dois civis feridos e o suspeito baleado durante confronto com a Polícia Militar.

O que o BO diz sobre o assassinato de Tia Dri em Pinda?

O crime ocorreu por volta das 21h, na região da Avenida Nicanor Ramos Nogueira. De acordo com o boletim, Adriana e o homem apontado como autor estavam em um bar.

O registro informa que, por motivo ainda desconhecido, o homem sacou uma arma e efetuou um disparo contra Adriana. O tiro acertou a cabeça da vítima.

Equipes de emergência foram chamadas. O médico do Samu constatou a morte de Adriana no local.

A Polícia Civil não apresentou, no trecho do boletim disponibilizado à reportagem, uma explicação para o que teria provocado o ataque. A relação anterior entre Adriana e o suspeito também não aparece esclarecida.

Como o filho de Tia Dri acabou baleado?

O filho de Adriana recebeu a notícia de que a mãe tinha sofrido um disparo e foi até o local, próximo à residência dela.

Pessoas que estavam na região apontaram o homem suspeito de ter atirado contra Adriana. O BO relata que o filho se aproximou do veículo onde esse homem estava para confrontá-lo.

Nesse momento, o suspeito efetuou outro disparo. A bala o atingiu de forma superficial na região do abdome.

O jovem buscou proteção atrás de um carrinho de lanches. Pessoas que acompanhavam a ocorrência prestaram auxílio e o levaram para atendimento.

O boletim não informa lesões mais graves no filho da vítima nem apresenta, no trecho repassado à reportagem, uma atualização posterior sobre seu quadro clínico.

Como começou o confronto entre o suspeito e a Polícia Militar?

Policiais militares chegaram ao Araretama para atender a ocorrência de homicídio. Pessoas presentes no local indicaram quem seria o autor do tiro contra Adriana.

Os agentes foram em direção ao suspeito e deram ordem para que ele parasse e levantasse as mãos, conforme o registro policial.

O homem, de acordo com o BO, sacou um revólver calibre 32 e efetuou disparos contra a equipe.

Um policial reagiu e acertou o suspeito na perna. O confronto terminou após esse disparo.

O suspeito recebeu atendimento no Pronto-Socorro Municipal de Pindamonhangaba. A unidade médica o liberou após o atendimento, e a polícia manteve a prisão em flagrante.

Quem é a mulher que também foi baleada durante a ocorrência?

Uma terceira vítima, uma mulher, estava perto do ponto onde ocorreu o confronto. Um disparo atingiu o pé dela durante a troca de tiros entre o homem e a Polícia Militar. O próprio registro afirma que não foi possível estabelecer naquele momento se o projétil partiu da arma do suspeito ou da arma policial.

Equipes de emergência a levaram para o Pronto-Socorro Municipal de Pindamonhangaba. Ela passou por procedimento cirúrgico.

A perícia terá importância para esclarecer a origem do tiro. A análise balística, somada aos demais vestígios recolhidos, auxilia a polícia na identificação da arma relacionada ao ferimento.

Por quais crimes o suspeito foi preso?

O homem recebeu voz de prisão em flagrante por homicídio e tentativa de homicídio.

O homicídio está relacionado à morte de Adriana. A tentativa de homicídio decorre, conforme as informações do registro, do disparo contra o filho de Adriana.

A Polícia Civil e a Polícia Científica estiveram no local para os procedimentos de investigação. O boletim também registra o confronto posterior com os policiais militares.

A classificação jurídica ainda passa pelas etapas seguintes da investigação e pelo Poder Judiciário. A prisão em flagrante não representa condenação definitiva.

Por que a morte de Tia Dri provocou reação no Araretama?

O impacto do crime ficou evidente nos relatos de moradores ouvidos pela reportagem. Adriana era conhecida por um apelido afetuoso, “Tia Dri”, e trabalhava como costureira.

Moradores disseram que ela tinha forte vínculo com pessoas da região. Alguns a tratavam como “mãe” ou “mãezona”. A proximidade da casa dela com o ponto do crime aumentou a repercussão entre vizinhos.

A Polícia Civil ainda precisa esclarecer o motivo do disparo que matou Adriana. Até agora, o BO não apresenta uma discussão anterior, ameaça ou outro fato que explique por que o homem atirou contra ela.

O que muda em relação à informação inicial sobre duplo homicídio?

A informação oficial do boletim corrige a versão preliminar recebida durante o atendimento da ocorrência.

Na noite de sábado, o Vale 360 News publicou que um duplo homicídio tinha ocorrido no Araretama, com base nos dados disponíveis naquele momento. O registro policial concluído depois mostra que o homem apontado como autor não morreu. Ele sofreu um tiro na perna durante o confronto, recebeu atendimento e foi preso.

Adriana foi a vítima fatal. O filho sofreu um tiro superficial no abdome. Uma segunda mulher teve o pé atingido. A investigação agora precisa definir a motivação do homicídio e esclarecer detalhes dos disparos ocorridos durante o confronto.

O local do crime já apareceu em outras investigações no Araretama?

A Avenida Nicanor Ramos Nogueira já foi cenário de outras ocorrências policiais. Em fevereiro de 2024, um jovem de 18 anos morreu a tiros na mesma avenida, no Araretama. Naquele caso, a autoria ainda era desconhecida no registro inicial.

Em janeiro de 2023, o Vale 360 News também publicou o caso de um jovem baleado na Avenida Nicanor Ramos Nogueira após uma briga anterior em uma adega. A Polícia Civil investigou se a discussão tinha ligação com o ataque.

Outro homicídio ocorreu no Araretama em fevereiro de 2024. Um homem de 47 anos foi encontrado morto a tiros no bairro.

Quais pontos a Polícia Civil ainda precisa esclarecer?

A motivação do assassinato aparece como uma das principais questões. O boletim afirma que Adriana e o suspeito estavam no mesmo bar, mas não explica o que ocorreu imediatamente antes do tiro.

A polícia também terá de reunir depoimentos, exames periciais e informações sobre a arma calibre 32 citada no registro.

Outro ponto envolve o disparo que feriu a mulher. O BO não atribui o tiro à Polícia Militar nem ao suspeito. A conclusão depende da análise técnica.

O caso também deve esclarecer toda a sequência entre a morte de Adriana, a chegada do filho, o disparo contra ele e o confronto posterior com os policiais.

Adriana, conhecida como Tia Dri, morta a tiros no Araretama em Pindamonhangaba
Foto: Reprodução

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Jesse Nascimento
Jesse Nascimento

Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.