Emboscada em Pinda termina com um homem de 34 anos morto, após ele ser atraído para dentro de um carro, sofrer agressões, conseguir fugir do veículo e ser perseguido e baleado na noite de segunda-feira (22/09), em Moreira César. Segundo o boletim de ocorrência, Ronel Oliveira dos Santos teria entrado no automóvel após uma mulher chamá-lo para conversar sobre um suposto episódio que envolvia uma criança. Um homem foi preso em flagrante, um adolescente de 17 anos foi apreendido e a Polícia Civil procura outros envolvidos. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP
O crime ocorreu por volta das 22h19, na região da Rua Maria Augusta da Silva Pouza, em Moreira César. Ronel recebeu socorro de populares e foi levado à UPA do distrito, onde a equipe médica constatou a morte — o prontuário citado no registro policial aponta aproximadamente quatro lesões compatíveis com disparos de arma de fogo, nas regiões da cabeça, tórax e abdômen.
Como a vítima teria sido atraída para a emboscada em Pinda?
Os depoimentos colhidos pela Polícia Civil indicam que Ronel teria sido atraído para dentro de um veículo por uma mulher conhecida como “Loira” ou “Brenda” — segundo a versão no boletim, ela teria chamado a vítima sob o pretexto de conversar sobre um suposto episódio envolvendo uma criança.
Depois que Ronel entrou no carro, as agressões teriam começado. A investigação ainda precisa esclarecer quem estava dentro do veículo e qual foi a participação de cada pessoa — a autoridade policial já determinou a identificação, localização e oitiva de todos citados pelos conduzidos.
Como o homem conseguiu fugir do carro?
Ronel conseguiu sair do veículo durante as agressões e correu a pé por uma rotatória próxima — foi aí que começou a perseguição descrita no boletim. Um vídeo anexado à investigação mostra a perseguição e os disparos contra a vítima.
Segundo o despacho da autoridade policial, as imagens aparentemente mostram Ronel em fuga enquanto alguém o persegue e atira, mas o material ainda vai passar por análise investigativa e pericial — por isso, seu conteúdo não deve ser tratado como conclusão definitiva sobre a autoria do crime.
Quem teria atirado contra Ronel Oliveira dos Santos?
Esse é um dos principais pontos que a Polícia Civil ainda precisa esclarecer. O boletim traz versões diferentes sobre quem efetuou os disparos. Em um dos relatos, seria o homem que dirigia o veículo, que também teria perseguido e atirado contra Ronel após a fuga.
Em outro trecho do mesmo registro, a Polícia Militar informa que o suspeito preso teria assumido aos policiais a autoria dos disparos. A divergência entre as versões impede afirmar, nesta fase, quem de fato atirou — a Polícia Civil determinou que as diligências esclareçam quem portou a arma, quem a entregou, quem perseguiu a vítima, quem disparou e qual foi a participação de cada um dos envolvidos.
Como os suspeitos foram encontrados após o homicídio?
Policiais militares localizaram dois indivíduos durante patrulhamento logo depois do crime — segundo o despacho, eles foram vistos ao desembarcar de um veículo e tentaram fugir. A abordagem envolveu um homem adulto e um adolescente de 17 anos.
Durante a abordagem, o adulto informou que portava uma arma de fogo. A PM encontrou o armamento e 54 munições aparentemente intactas. Equipes da Força Tática deram apoio às diligências, e o boletim registra que os policiais militares usaram câmeras corporais durante toda a ocorrência.
Por que um homem foi preso e um adolescente apreendido?
A autoridade policial decretou a prisão do suspeito adulto pela prática, em tese, de homicídio em concurso de pessoas, e o delegado já pediu à Justiça a conversão do flagrante em prisão preventiva.
O adolescente de 17 anos foi apreendido por ato infracional análogo a homicídio, com representação da Polícia Civil pela internação provisória dele. Nenhuma das duas medidas representa condenação — a investigação ainda precisa estabelecer a responsabilidade individual de cada pessoa citada no boletim.
Qual teria sido a participação das mulheres citadas no caso?
Os depoimentos citam ao menos duas mulheres, mas a participação de cada uma segue sob investigação. Uma, conhecida como “Loira” ou “Brenda”, teria atraído Ronel para dentro do veículo e, segundo os relatos, iniciado as agressões. Outra, descrita pelos depoentes como “Gorda” e de cabelos pretos, foi apontada como possível proprietária do carro.
A Polícia Civil determinou a identificação e localização das duas para oitiva. O próprio delegado ressalta no boletim que a simples presença de alguém no veículo, isoladamente, não permite atribuir participação no homicídio — a contribuição de cada pessoa precisa ser individualizada pela investigação.
O que aconteceu com a arma, as munições e o carro?
A Polícia Civil apreendeu a arma de fogo, as 54 munições e o veículo ligado à ocorrência. O armamento vai passar por perícia para identificar calibre, funcionamento, numeração e classificação quanto ao uso permitido ou restrito.
A autoridade também determinou perícia no automóvel, que pode ajudar a localizar vestígios das agressões relatadas pelos depoentes e a reconstruir a dinâmica do crime.
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Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.


