São José dos Campos terá 24 ônibus elétricos articulados em novembro e 65 veículos até dezembro, diz Anderson Farias

São José dos Campos deve receber 24 ônibus elétricos articulados em novembro e outros 65 veículos da nova frota até dezembro, segundo o prefeito Anderson Farias (PSD), nesta quinta-feira (24). O prefeito apresentou um novo calendário para a substituição dos ônibus do transporte coletivo e afirmou que as entregas dos 400 veículos contratados também terão etapas em fevereiro, maio e junho de 2027. A mudança representa nova alteração no cronograma, que chegou a prever a conclusão das entregas em setembro de 2026. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP

Em entrevista, Anderson também afirmou que a Prefeitura prepara a prorrogação dos contratos com as atuais empresas de ônibus por mais 12 meses — com uma cláusula que permitirá a rescisão assim que outra empresa assumir a operação do sistema.

A mudança no modelo separa a propriedade dos ônibus da operação: a Urbam administra o contrato de locação da nova frota elétrica, enquanto outra licitação deve escolher a empresa responsável por operar os veículos.

O Vale 360 News acompanha esse processo desde a licitação para a locação dos 400 ônibus elétricos, cujo contrato com a Green Energy tem valor de R$ 2,718 bilhões e duração de 15 anos.

Quando chegam os próximos ônibus elétricos a São José dos Campos?

Segundo o prefeito, 24 veículos articulados entram em operação em novembro, e outros 65 ônibus convencionais devem integrar a frota até dezembro — diferentes dos que já circulam na cidade.

“São 24 veículos articulados que entram agora, vão chegar em operação agora em novembro, e 65 veículos comuns, que não são esses ônibus que já estão rodando, que chegam também para a frota até dezembro”, afirmou Anderson.

Ele disse ainda que haverá novas etapas em fevereiro, maio e junho de 2027 até a conclusão da entrega dos 400 ônibus previstos no contrato.

Por que o cronograma dos 400 ônibus mudou novamente?

O calendário desta quinta é mais uma revisão das datas já apresentadas pelo município. Em março de 2026, Anderson havia dito ao Vale 360 News que a entrega dos 400 ônibus estava prevista para setembro de 2026, explicando na época que 60 veículos programados para janeiro haviam sido transferidos para março — atraso relacionado à fabricação dos chassis e à necessidade de compatibilizar as entregas com a infraestrutura de carregamento.

Agora, o calendário já alcança 2027. Anderson não detalhou, na fala desta quinta, quantos veículos estão previstos para cada uma das etapas de fevereiro, maio e junho — por isso, ainda não dá para saber, só com a declaração do prefeito, quantos ônibus vão estar efetivamente em operação ao fim de cada fase.

Como funciona o contrato dos 400 ônibus elétricos?

Os 400 veículos não foram comprados diretamente pela Prefeitura — fazem parte de um contrato de locação administrado pela Urbam, assinado com a Green Energy em março de 2025, no valor de R$ 2.718.419.768,96 por 15 anos.

A licitação cobre só os veículos — a operação dos ônibus será objeto de outro contrato, uma mudança estrutural em relação ao modelo atual, em que as concessionárias operam com a própria frota.

Quando as atuais empresas de ônibus deixam a operação?

Anderson confirmou que a Prefeitura prepara a prorrogação dos contratos atuais por mais 12 meses, com uma cláusula que permite encerrar o contrato antes do prazo assim que a nova empresa operadora estiver pronta para assumir.

“A gente prorroga mais 12 meses. A prorrogação é feita com cláusula restritiva, que é cláusula que, quando estiverem em operação as novas empresas, esse contrato se rescinde”, disse — corrigindo, na própria resposta, o termo para “cláusula resolutiva”.

Na prática, esse prazo adicional funciona como uma ponte entre o sistema atual e o futuro modelo.

Quando será feita a licitação para operar os ônibus elétricos?

A intenção da Prefeitura é publicar o edital ainda em 2026: “A intenção é publicar este ano, fazer a licitação ainda este ano”, afirmou Anderson, sem apresentar data específica.

Essa divisão entre locação dos veículos e contratação da operação já constava no planejamento desde o início — quando a primeira etapa da nova frota chegou à cidade, a Secretaria de Mobilidade Urbana já informava que a operação teria licitação própria.

Quando a nova empresa assumirá todo o sistema?

O prefeito ligou a transição operacional à presença de pelo menos metade da nova frota no sistema — até lá, ônibus locados pela Urbam e veículos das atuais concessionárias vão conviver.

“Quando tiver 50% dos carros operando, nós vamos ter metade da operação com os carros alugados e metade da operação com as empresas. Aí a gente faz a contratação de licitação de uma empresa de operação de todo o sistema”, explicou — sem cravar uma data exata para essa marca.

O que muda na bilhetagem dos ônibus?

A Prefeitura também prepara mudanças na cobrança das tarifas. Segundo Anderson, a Urbam já cuida da bilhetagem, mas a administração pretende trazer uma fintech como parceira no sistema tarifário — parte do conjunto de contratos que precisa ter prazos compatíveis com a chegada da nova frota.

O modelo já vinha sendo estudado: o Vale 360 News já mostrou que a Secretaria de Mobilidade avaliava uma conta digital para modernizar os meios de pagamento no transporte coletivo.

Como ficam os pontos de carregamento dos ônibus elétricos?

A infraestrutura de recarga é outra etapa essencial. Anderson disse que uma estrutura já foi entregue e a segunda está em construção, além de citar um processo de concessão ligado às estações — ela precisa avançar no ritmo da chegada dos veículos, já que os ônibus dependem dos pontos de recarga para entrar na operação regular.

O Vale 360 News já detalhou a licitação para a infraestrutura de carregamento, que inclui o Pátio Sul, no Jardim Imperial, em frente à Estação Sul da Linha Verde.

Os 12 novos ônibus da Linha Verde fazem parte dos 400 veículos?

Não. Os 12 ônibus articulados citados por Anderson para a expansão da Linha Verde pertencem a outro projeto — a Câmara autorizou financiamento junto à Caixa Econômica Federal, com garantia da União, de até R$ 60,3 milhões para essa compra.

O prefeito estima chegada no início de 2027: “Eu acredito que só no começo do ano que vem”, respondeu ao ser questionado sobre o prazo. Os veículos vão para a expansão da Linha Verde rumo à região leste — mas, se chegarem antes das obras do novo trecho ficarem prontas, Anderson disse que podem ser usados temporariamente em outras linhas.

Como os ônibus convencionais usarão a Linha Verde?

O novo sistema prevê mais integração física entre as linhas convencionais e o corredor da Linha Verde. Anderson explicou que parte dos novos ônibus terá portas do lado esquerdo, o que vai permitir que determinadas linhas entrem nas estações da Linha Verde para embarque e desembarque.

Hoje, segundo o prefeito, o passageiro de uma linha convencional precisa desembarcar num ponto próximo e caminhar até a estação para fazer a integração. Com os novos veículos, algumas linhas vão poder acessar diretamente certas estações — o que não significa que todos os ônibus convencionais passarão a percorrer o corredor inteiro: a proposta prevê acesso em pontos específicos, só para facilitar a transferência de passageiros.

O que ainda falta para completar a mudança do transporte público?

A troca de frota é só uma parte da transformação planejada. O município ainda precisa concluir as entregas dos 400 ônibus, ampliar a infraestrutura de carregamento, contratar a operação do sistema, adequar a bilhetagem e executar a expansão da Linha Verde.

O novo cronograma de Anderson joga parte desse processo para 2027 — a principal mudança em relação ao calendário anterior é justamente essa data de conclusão da frota: em março, o prefeito ainda falava em setembro de 2026 para os 400 veículos; agora, cita etapas em fevereiro, maio e junho do próximo ano.

Até dezembro, segundo a previsão mais recente, a cidade deve receber 24 veículos articulados em novembro e 65 ônibus comuns até o fim do ano.

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Jesse Nascimento
Jesse Nascimento

Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.