Homem é morto a tiros em Guaratinguetá e suspeito é preso em Aparecida

Homem é morto a tiros em Guaratinguetá. Tiago Henrique Bassanello Paixão, de 40 anos, foi baleado na Rua Alfredo Lisboa, no bairro Santa Clara, na noite desta sexta-feira (25/09), e não resistiu aos ferimentos. A vítima foi encontrada caída na rua e teve a morte confirmada pelo Samu. Horas depois, a Polícia Militar localizou um suspeito, de 20 anos, como passageiro de um carro nas proximidades de Aparecida. Ele foi preso em flagrante, negou participação no crime e teve a conversão da prisão em preventiva solicitada pela Polícia Civil. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP

O boletim de ocorrência aponta o fato para as 22h10, mas moradores disseram aos policiais que ouviram estampidos semelhantes a tiros por volta das 21h45. Tiago morava a pouca distância do ponto onde foi encontrado. A Polícia Militar isolou o trecho até a chegada da Polícia Civil, da Polícia Científica e do serviço funerário.

Como o homem foi encontrado morto no Santa Clara em Guaratinguetá?

Policiais militares foram acionados para atender uma ocorrência de disparos de arma de fogo na Rua Alfredo Lisboa. Ao chegar, encontraram Tiago caído na via pública — o Samu foi chamado, e uma médica confirmou a morte no próprio local.

Na análise inicial da cena, os policiais civis observaram três perfurações aparentes compatíveis com disparos: duas na região do pescoço, uma de cada lado, e outra na parte posterior da cabeça, próxima à orelha direita.

Um projétil foi localizado perto do corpo, mas o boletim não registra estojos de munição na área examinada. A causa exata da morte ainda depende do exame necroscópico e dos demais laudos periciais.

O que aconteceu antes do homicídio em Guaratinguetá?

As primeiras diligências indicam que Tiago esteve em casa pouco antes de ser morto. O irmão da vítima disse à polícia que os dois moravam juntos e tiveram uma discussão depois que Tiago chegou sob efeito de bebida alcoólica.

Segundo o relato, houve agressões físicas entre os irmãos. O declarante saiu de casa e foi para outro endereço antes de passar num bar para comprar cigarros — foi lá que soube que moradores tinham ouvido tiros perto de uma farmácia. Pela descrição da pessoa atingida e pela localização, desconfiou que fosse o irmão.

Ao voltar para a região, encontrou Tiago já sem vida.

Por que o homem passou a ser suspeito do homicídio?

O irmão de Tiago contou à polícia que a vítima tinha desavenças anteriores com o suspeito, e relatou um episódio de abril de 2026 no qual ele já teria participado de outra tentativa contra a vida de Tiago.

Essa informação aparece no boletim como relato do irmão — não como conclusão definitiva sobre a autoria do crime desta sexta. Outros dois nomes também foram citados como pessoas que tiveram conflitos anteriores com a vítima, sem que o documento estabeleça, nesta fase, participação delas na morte.

A Polícia Civil considerou o histórico relatado, as informações colhidas logo após o crime e as circunstâncias em que o suspeito foi localizado como elementos para sustentar a prisão em flagrante.

Como o suspeito foi localizado perto de Aparecida?

Durante as buscas, os policiais receberam informação de que um Fiat Palio verde teria deixado a região de Guaratinguetá com um dos possíveis envolvidos, seguindo em direção a Taubaté. Equipes foram posicionadas nos acessos à Via Dutra, e o carro foi localizado nas proximidades de Aparecida — o suspeito estava no banco do passageiro, e os dois ocupantes foram levados à delegacia.

Um policial registrou no boletim que, durante a abordagem, houve informação informal atribuindo a um deles a prática do homicídio. Mais tarde, já no interrogatório formal, o suspeito negou qualquer participação.

O Vale 360 News já acompanhou outras prisões após homicídios em Guaratinguetá — em agosto, um homem foi preso após matar um vizinho numa propriedade rural do município.

O que o suspeito disse à Polícia Civil?

Ele negou ter cometido o homicídio e afirmou não ter problemas com Tiago. Disse que passou a tarde e a noite em Guaratinguetá e depois foi a uma adega, tudo a convite da pessoa que estava com ele no carro.

Segundo sua versão, estava na casa de um amigo, perto do cemitério, quando foi buscado — o plano era seguir para a adega, e ele nega ter conversado com o amigo sobre o homicídio. Contou ainda que soube, pela mãe, que a polícia tinha ido à casa dele à sua procura.

Questionado sobre Tiago, disse que o conhecia, mas negou qualquer desavença entre os dois — e afirmou saber que a vítima tinha conflitos com outras pessoas do bairro.

Quais contradições a polícia encontrou nos depoimentos?

A autoridade policial encontrou divergências entre as versões dos dois detidos sobre o encontro que tiveram após o crime. Uma delas é sobre quem tomou a iniciativa do passeio: o amigo disse que o suspeito o chamou para buscá-lo; o suspeito, que o convite partiu do amigo.

Há divergência também sobre o destino — um relato menciona uma adega em Moreira César, distrito de Pindamonhangaba; o outro cita Taubaté. E existem versões diferentes até sobre o endereço onde o suspeito estava antes de entrar no carro.

A Polícia Civil registrou que essas contradições, somadas aos demais elementos, sustentaram a decisão de ratificar a prisão nesta fase inicial — mas isso não é prova definitiva de autoria. A responsabilidade criminal depende do inquérito, das provas e da análise posterior do Judiciário.

A arma usada para matar Tiago foi encontrada?

Não, segundo o boletim. Na cena do crime, a perícia encontrou um projétil próximo ao corpo, mas nenhum estojo de munição.

Os investigadores também requisitaram perícia no local, exame necroscópico, exames toxicológicos e demais providências. A Polícia Civil deve buscar imagens de câmeras da região — o irmão de Tiago mencionou equipamentos próximos a uma farmácia, uma lotérica e outros imóveis, que podem ajudar a estabelecer quantas pessoas participaram da ação, a trajetória de fuga e a dinâmica dos disparos.

Como a Polícia Civil classificou o homicídio?

Como homicídio qualificado, sob a hipótese de uso de recurso que dificultou ou tornou impossível a defesa da vítima — enquadramento inicial, que ainda pode mudar conforme a investigação avança.

A autoridade policial afirmou no documento que há indícios suficientes para a prisão em flagrante do suspeito, mas destacou que essa análise não equivale a uma conclusão definitiva de culpa. Em junho, outro homicídio em Guaratinguetá levou a Polícia Civil a prender um suspeito e buscar outros envolvidos.

A Polícia Civil pediu prisão preventiva do suspeito?

Sim. Depois de formalizar o flagrante, a Polícia Civil representou pela conversão em prisão preventiva, citando a gravidade concreta do fato, a natureza do crime contra a vida e a necessidade de garantir a ordem pública entre os fundamentos apresentados à Justiça.

O boletim informa que o indiciado seria encaminhado para exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal e, na sequência, para a Cadeia Pública de Lorena — sem informar, porém, o resultado da audiência de custódia nem se a preventiva foi de fato concedida.

Qual é a linha de investigação para a morte de Tiago?

A polícia trabalha com a hipótese de que conflitos anteriores tenham relação com o homicídio — uma linha que parte principalmente dos depoimentos colhidos após o crime e ainda precisa de confirmação por provas independentes.

A investigação também deve analisar perícias, câmeras, celulares apreendidos e demais informações reunidas nas diligências. Em abril deste ano, a DIG assumiu outro caso na cidade, depois que um homem foi encontrado morto nas dependências de uma escola municipal — os dois crimes não têm relação conhecida.

A apuração sobre a morte de Tiago ainda precisa esclarecer quem efetuou os disparos, se houve participação de outras pessoas e qual foi a motivação.

Homem é morto a tiros em Guaratinguetá

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Jesse Nascimento
Jesse Nascimento

Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.