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Acha que está quente? Prepare-se, na quinta-feira (16), as temperaturas devem chegar a 40 ºC no Vale do Paraíba

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Acha que está quente? Prepare-se, na quinta-feira (16/11), as temperaturas devem chegar a 40 ºC no Vale do Paraíba e estabelecer novo recorde de temperatura na região. A previsão é do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) apontando temperaturas até 5 ºC acima da média por um período maior do que 5 dias e é válido até sexta-feira (17). O Instituto de meteorologia Metsul confirma a previsão de uma quinta-feira desértica na região.

É possível que esta seja a semana mais quente da história no Vale do Paraíba e região com temperaturas 10 ºC superiores as registradas na média para esta época do ano. O calor vai continuar pelo menos até sexta-feira.

Os dados históricos de temperatura derreteram nesta terça-feira em cidades do Vale do Paraíba e da Serra da Mantiqueira. Em Taubaté, a temperatura máxima registrada chegou a 39,2 ºC, maior temperatura desde o início das medições históricas nos termômetros oficiais do INMET (Instituto Nacional de Meteorologia) instalados no BPMI 5 (Batalhão da Polícia Militar). CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP

A maior temperatura em Taubaté havia sido registrada em outubro de 2014: 38,7 °C. Na segunda fez 37,1 °C e no domingo 37,2 °C, porém a maior temperatura do ano era de 24 de setembro: 37,3 °C.

Taubaté tem recorde histórico de calor

  • Novembro de 2023 – 39,2 °C
  • Outubro de 2014: 38,7°C
  • Outubro de 2020: 38,6°C
  • Outubro de 2012: 38,3°C
  • Janeiro de 2015: 38,1°C
  • Outubro de 2015: 38,0°C

Em Cachoeira Paulista, no Vale Histórico, não houve recorde. A temperatura nesta terça-feira chegou a 38,6 °C, mesma temperatura de segunda. Na cidade, a maior temperatura é de 39,9 °C, de outubro de 2020.

Outras duas cidades tiveram recorde histórico nesta terça-feira. Campos do Jordão, que registrou impressionantes 31 °C e São Luiz do Paraitinga com 35,8 °C, de acordo com as estações oficiais do INMET. Antes, a maior temperatura em Campos havia sido 30,5 °C, em 17 de setembro de 1961. Em São Luiz a maior temperatura da história era de domingo (12), 35,1 ºC.

No Litoral Norte, a estação de referência do Inmet em Bertioga não está operando. Desta forma, utilizando-se como referência a estação de Paraty, no Rio de Janeiro, constata-se que a maior temperatura desta terça-feira foi de 33 ºC.

Mudança no tempo

O calor deve dar um refresco só a partir de sábado (18), com o retorno das chuvas mais fortes. A região deve ser afetada por rajadas de ventos e temporais e os volumes de chuva devem ser elevados até segunda-feira (20).

Onda de calor

Uma onda de calor é um período de tempo excepcionalmente quente, geralmente com temperaturas muito acima das médias normais para uma região e estação específicas. Esse fenômeno climático se forma devido a uma série de fatores atmosféricos, incluindo:

  1. Altas Pressões Atmosféricas: Um sistema de alta pressão pode estagnar sobre uma área, impedindo a circulação do ar. Isso dificulta a dispersão do calor e da umidade, fazendo com que as temperaturas aumentem.
  2. Jet Stream: Movimentos ou configurações incomuns do jet stream (fortes ventos na alta atmosfera) podem contribuir para a formação de ondas de calor, isolando uma massa de ar quente.
  3. Radiação Solar Intensa: Em algumas situações, a radiação solar intensa, especialmente durante o verão, pode aumentar significativamente as temperaturas locais.
  4. Influência Urbana: Nas cidades, o fenômeno conhecido como “ilha de calor urbana” pode intensificar uma onda de calor, pois as estruturas urbanas tendem a reter mais calor do que áreas rurais.

As ondas de calor podem ter impactos significativos na saúde humana, nos ecossistemas, na agricultura e na demanda por energia. Com as mudanças climáticas, é esperado que esses eventos se tornem mais frequentes e intensos.

Cuidados diante da onda de calor

Durante uma onda de calor, é essencial adotar medidas para manter-se seguro e saudável. Aqui estão alguns cuidados importantes:

  1. Hidratação: Beba bastante água para evitar a desidratação. Evite bebidas alcoólicas e cafeinadas que podem desidratar.
  2. Roupas Leves: Use roupas leves, folgadas e de cores claras para ajudar a manter o corpo fresco.
  3. Protetor Solar: Aplique protetor solar regularmente para proteger a pele dos raios UV nocivos.
  4. Evite o Sol do Meio-Dia: Tente permanecer em ambientes frescos durante as horas mais quentes do dia.
  5. Ar Condicionado e Ventiladores: Utilize ventiladores ou ar condicionado para ajudar a reduzir a temperatura do ambiente.
  6. Atenção aos Grupos de Risco: Tenha cuidado especial com idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas, pois são mais vulneráveis aos efeitos do calor.
  7. Alimentação Leve: Prefira refeições leves e evite alimentos pesados e gordurosos.
  8. Observe Sinais de Problemas de Saúde: Esteja atento a sinais de insolação, desidratação ou exaustão pelo calor, que podem incluir tonturas, fraqueza, dor de cabeça e náuseas.

Saúde humana e onda de calor

As ondas de calor, fenômenos climáticos caracterizados por temperaturas anormalmente elevadas, estão se tornando cada vez mais intensas e frequentes, com graves repercussões na saúde humana. Um estudo recente revelou que a mortalidade relacionada ao calor, já identificada como um dos principais riscos climáticos à saúde, está aumentando devido ao aquecimento global. A análise de dados de 748 localidades em 47 países demonstrou que episódios extremos de calor, que ocorriam uma vez a cada cem anos no ano 2000, passaram a ser esperados a cada dez a vinte anos em 2020. Esses períodos estão previstos para se encurtar ainda mais sob níveis de aquecimento de 1,5 °C e 2 °C, tornando extremos de mortalidade por calor, antes raros, eventos comuns sem adaptação adequada​​.

Esses eventos extremos podem levar a condições como desidratação, insolação e exaustão pelo calor, afetando principalmente grupos vulneráveis como idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas. Além disso, as ondas de calor exacerbam doenças cardiovasculares e respiratórias, afetam a qualidade do sono e podem agravar condições de saúde mental. Em áreas urbanas, esses impactos são intensificados pelo efeito de “ilha de calor”. Para mitigar esses efeitos, são recomendadas medidas como hidratação constante, uso de protetor solar, roupas leves e a busca por ambientes frescos. A conscientização sobre os riscos associados às ondas de calor é fundamental para a prevenção de problemas de saúde e o bem-estar da população.

Efeitos na saúde de uma onda de calor em fevereiro de 2014 na cidade de São Paulo

Em fevereiro de 2014, São Paulo enfrentou uma onda de calor intensa, levantando preocupações sobre o aumento da mortalidade devido às altas temperaturas. Um estudo dos autores: Patricia Carla dos SantosMarília Keiko UeharaMaria de Fátima HangaiMarcos Drumond JrVitor IsraelFelipe Parra do Nascimento e Nelson da Cruz Gouveia, se propôs a investigar o impacto dessas condições climáticas extremas na mortalidade da cidade durante janeiro e fevereiro daquele ano.

Os dados climatológicos coletados pelo Centro de Gerenciamento de Emergências do Município de São Paulo (CGE), juntamente com as informações sobre os níveis diários de ozônio da CETESB e os registros de mortalidade do Programa de Melhoria das Informações sobre Mortalidade (PRO-AIM), forneceram uma base sólida para a análise.

Os resultados foram alarmantes. Entre 2 e 15 de fevereiro de 2014, a cidade experimentou 12 dias consecutivos com temperaturas máximas acima de 33°C, incluindo cinco dias com umidade relativa do ar abaixo de 20% e altos níveis de ozônio. Durante este período, foram registrados 3.228 óbitos, um excesso de 743 mortes em comparação com o esperado, com um impacto mais significativo na população com 60 anos ou mais. As principais causas de morte incluíram doenças do sistema nervoso, aparelho geniturinário, transtornos mentais e doenças do aparelho circulatório.

Este estudo destaca uma clara correlação temporal entre as condições climáticas atípicas e um aumento na mortalidade. Os resultados mostram que, em grandes cidades como São Paulo, as condições climáticas são fatores cruciais para a saúde pública, ressaltando a necessidade de políticas públicas que priorizem a mitigação e adaptação a eventos climáticos extremos.

Esta pesquisa reforça a urgência de respostas efetivas a desafios climáticos, especialmente em áreas urbanas densamente povoadas, onde os efeitos de eventos extremos como ondas de calor podem ser amplificados, causando sérias implicações para a saúde e o bem-estar da população.

*Foto de Capa: Tânia Rego/Agência Brasil

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