Bombeiros resgatam turista do Letão e jovem perdidos na Cachoeira do Bananal em Ilhabela

Um turista letão de 20 anos e uma jovem de 22 anos, de São Paulo, foram resgatados durante a madrugada deste domingo (04/10) após se perderem em uma área de mata próxima à Cachoeira do Bananal, em Ilhabela. Os dois entraram na trilha por volta das 16h de sábado (03/10), perderam a orientação no percurso e não localizaram o caminho de volta. O Corpo de Bombeiros recebeu o chamado às 21h40 e concluiu a operação às 0h30. Nenhuma das vítimas apresentava lesão que impedisse a saída a pé da mata. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP

A operação mobilizou policiais militares e bombeiros públicos municipais, que trabalharam em mata fechada, à noite, num terreno que dificulta a orientação. Entre o acionamento e a saída das vítimas para um ponto seguro, o resgate durou cerca de 2 horas e 50 minutos.

Turistas entraram na trilha por volta das 16h

Segundo as informações do resgate, o homem de 20 anos, de nacionalidade letã, e a mulher de 22 entraram no acesso à Cachoeira do Bananal por volta das 16h e, durante o percurso, perderam a referência do caminho.

Sem conseguir localizar a rota de retorno, ficaram na mata até pedir ajuda. O Corpo de Bombeiros recebeu o acionamento às 21h40, quando a luminosidade na área já era baixa.

Entre a entrada na trilha e o fim da ocorrência passaram-se cerca de oito horas e meia, mas isso não indica necessariamente quanto tempo os dois ficaram perdidos — a informação disponível não diz em que momento deixaram de reconhecer o percurso.

Busca teve contato por telefone, GPS e sinais sonoros

Depois de colher as primeiras informações, a equipe iniciou a busca na mata. Os socorristas mantiveram contato telefônico com as vítimas e usaram coordenadas de GPS para restringir a área de procura, além de tentar localizá-las por vozes e sinais sonoros.

A iluminação das equipes permitiu avançar pela trilha durante a noite, até que os bombeiros fizeram contato com os dois jovens e confirmaram a localização. A baixa visibilidade, o terreno e a extensão da área influenciaram a estratégia.

Vítimas não apresentavam lesões que impedissem a saída

Depois de localizados, os dois passaram por uma avaliação inicial, e não foram constatadas lesões que impedissem a retirada a pé. Os bombeiros os conduziram pela mata até um ponto seguro, e a operação terminou por volta das 0h30 deste domingo.

Não houve informação sobre necessidade de encaminhamento hospitalar, nem sobre hipotermia, trauma ou outra condição clínica relevante no momento do resgate.

Cachoeira do Bananal possui trilha de dificuldade alta

A Prefeitura de Ilhabela classifica a trilha como de dificuldade alta. Segundo as informações oficiais de turismo, o percurso tem cerca de 5 quilômetros e tempo estimado de aproximadamente três horas.

O trajeto tem diversas bifurcações e pouca sinalização, e a administração municipal informa que a contratação de guia de turismo local ou monitor ambiental é obrigatória. Essas características ajudam a explicar por que perder a orientação pode virar um problema sério, sobretudo depois do anoitecer.

Bifurcações aumentam necessidade de planejamento na trilha

A cachoeira fica em área de Mata Atlântica, e o acesso passa por um antigo caminho associado ao escoamento agrícola. Em trilhas com bifurcações, um erro de direção pode afastar rapidamente o visitante da rota — e, depois do pôr do sol, as referências visuais ficam ainda mais limitadas.

Por isso, horário, acompanhamento profissional e conhecimento prévio do percurso pesam muito nesse tipo de passeio. O ideal é calcular tempo suficiente para ida e volta ainda com luz natural.

Ilhabela já registrou outros resgates em áreas de cachoeira

Ocorrências em ambientes naturais já mobilizaram equipes de emergência na ilha neste ano. Em janeiro, o Vale 360 News mostrou que um jovem casal precisou de resgate na Cachoeira da Água Branca após ser surpreendido por uma cabeça d’água.

As vítimas tinham 18 anos e foram retiradas pelos bombeiros. A natureza da ocorrência foi diferente da do Bananal, mas reforça a atenção necessária em passeios por rios, trilhas e quedas d’água.

Riscos em cachoeiras não se limitam à perda de orientação

Além de erros de percurso, áreas de cachoeira têm outros riscos: o nível da água pode mudar de repente, mesmo quando não chove diretamente no ponto do passeio.

O Vale 360 News publicou um alerta da Defesa Civil sobre o fenômeno da cabeça d’água, com sinais de perigo como aumento rápido do nível, mudança na cor da água e chegada de galhos ou detritos. Nada disso foi relatado na ocorrência deste fim de semana.

Resgate noturno também ocorreu em trilha de Ubatuba

Perder-se em mata não é exclusividade de Ilhabela. No início do ano, o Vale 360 News acompanhou o caso de um homem de 29 anos que perdeu o caminho na trilha da Praia Brava do Itamambuca, em Ubatuba. Os bombeiros também precisaram entrar na mata à noite, e ele foi localizado consciente e sem lesões aparentes.

Os casos não têm relação, mas mostram como o horário de retorno pode transformar uma perda de orientação numa operação de busca.

Planejamento reduz riscos em trilhas de Ilhabela

Quem pretende fazer trilhas no arquipélago deve observar o grau de dificuldade antes de começar e verificar se guia ou monitor é obrigatório, como na Cachoeira do Bananal. Vale considerar a duração completa de ida e volta, não só o tempo até o destino.

Celular com bateria, água, alimentação, calçado adequado e lanterna ajudam diante de imprevistos — mas o aparelho não substitui o acompanhamento profissional quando a monitoria é exigida. Também é recomendável avisar alguém sobre o destino e o horário previsto de retorno.

Equipe concluiu resgate em cerca de 2 horas e 50 minutos

Participaram da operação o subtenente PM Adriano Marques, o soldado PM Tobias e os bombeiros públicos municipais Medeiros e Leandro. O chamado ocorreu às 21h40, e a operação terminou às 0h30, com a localização e a retirada das vítimas, que chegaram a um ponto seguro sem lesões que impedissem a caminhada.

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Jesse Nascimento
Jesse Nascimento

Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.