Bruno Hashimura, de 23 anos, morre após briga de trânsito com Bombeiro, na Avenida do Povo, em Taubaté

Bruno Hashimura San Juliano, de 23 anos, morreu após ser baleado durante uma discussão de trânsito na Avenida Professor Walter Thaumaturgo, a Avenida do Povo, em Taubaté, na manhã desta quarta-feira (30/09). O boletim de ocorrência registrou o caso como homicídio e apontou o bombeiro militar Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, de 28 anos, como autor do disparo. Bruno recebeu socorro do Samu e foi levado ao Hospital Regional de Taubaté, mas não resistiu. A defesa de Marcos afirma que ele agiu em legítima defesa. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP

A ocorrência aconteceu por volta das 7h e envolveu dois veículos: um Chevrolet Prisma prata, ocupado por Bruno, e um Jeep Renegade preto dirigido por Marcos.

Esta reportagem atualiza a primeira publicada pelo Vale 360 News na manhã desta quarta. Naquele momento, a identidade da vítima ainda não havia sido divulgada e as informações preliminares citavam um Siena — o boletim de ocorrência posterior identificou o automóvel como um Chevrolet Prisma.

Uma pistola Taurus calibre .380 relacionada ao bombeiro militar foi apreendida pela polícia e passou a integrar os elementos da investigação.

Quem era Bruno Hashimura San Juliano?

Bruno tinha 23 anos. Informações divulgadas após sua identificação apontam que era estudante de Medicina.

Há também registro do nome dele num documento oficial da Universidade de Taubaté (Unitau), referente a um processo seletivo de transferência para o curso de Medicina em 2025 — o documento mostra que estava apto para uma etapa do processo seletivo para o segundo período. Esse registro, por si só, não permite confirmar qual era o vínculo acadêmico de Bruno na data do crime — por isso, a reportagem atribui a informação sobre a condição de estudante de Medicina às informações divulgadas após sua identificação.

Como aconteceu a discussão de trânsito na Avenida do Povo?

A Polícia Civil ainda precisa esclarecer a sequência completa dos acontecimentos. As informações reunidas na ocorrência indicam uma discussão entre os ocupantes do Chevrolet Prisma e do Jeep Renegade.

Bruno estava no Prisma prata; Marcos Paulo Fujarra de Oliveira dirigia o Renegade preto. Em determinado momento do desentendimento, houve um disparo que atingiu Bruno.

Testemunhas relataram ter ouvido tiros e, depois, encontrado a vítima caída na calçada. A Polícia Militar recebeu o chamado por volta das 7h, chegou à Avenida do Povo, preservou o local e acionou os demais serviços responsáveis pela ocorrência.

Bruno chegou a ser socorrido após o disparo?

Sim. O Samu prestou atendimento e o levou ao Hospital Regional de Taubaté. Apesar dos esforços da equipe médica, ele não resistiu, e a Polícia Civil registrou a ocorrência como homicídio.

A área do crime ficou isolada para a Polícia Científica, responsável pela coleta de vestígios e pelos exames que podem ajudar a reconstruir a dinâmica.

Quem é o homem apontado no boletim como autor do tiro?

O boletim aponta Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, de 28 anos, identificado como bombeiro militar. A pistola Taurus calibre .380 relacionada a ele foi apreendida.

Essa condição de autor atribuída no boletim representa o registro policial desta etapa da ocorrência e não equivale a condenação criminal — a investigação ainda vai analisar a dinâmica, os depoimentos, os vestígios, a arma apreendida e os argumentos apresentados pela defesa.

O que a defesa do bombeiro militar afirma?

O advogado Cláudio Rodrigues, que representa Marcos, apresentou a versão de legítima defesa. Em entrevista à TV TH Mais SBT, ele afirmou que o cliente teria sido fechado pelo motorista do Prisma durante o trânsito.

A defesa também sustenta que Marcos acreditou que Bruno estivesse armado — segundo o advogado, o objeto atribuído à vítima seria uma faca. A versão da defesa também afirma que Marcos teria se identificado como militar e ordenado que Bruno deixasse o carro.

Essas são alegações da defesa, ainda pendentes de análise pela Polícia Civil. A existência de uma faca, a posição do objeto, a sequência dos fatos e a percepção de risco citada pelo advogado precisam ser confrontadas com os demais elementos da investigação.

Legítima defesa já está confirmada?

Não. É a tese apresentada pelo advogado de Marcos — caberá à investigação reunir elementos para esclarecer se estavam presentes as circunstâncias alegadas pela defesa.

A Polícia Civil deve avaliar depoimentos, perícia, imagens, objetos apreendidos e demais vestígios. A conclusão jurídica também pode passar pela análise do Ministério Público e do Judiciário.

Qual arma foi apreendida após o homicídio?

O boletim registra a apreensão de uma pistola Taurus calibre .380 relacionada a Marcos, encaminhada para as providências ligadas ao caso.

A perícia pode analisar o armamento e outros elementos materiais para esclarecer aspectos do disparo — exames desse tipo costumam identificar características da arma, munição e elementos que ajudam a comparar com os vestígios recolhidos na ocorrência. A reportagem não atribui nenhum resultado pericial antes da conclusão técnica dos exames.

Por que a primeira reportagem citava um Siena e agora o carro é um Prisma?

As primeiras informações repassadas durante ocorrências policiais podem mudar depois da formalização do boletim. Na reportagem inicial do Vale 360 News, publicada ainda durante os trabalhos das equipes na Avenida do Povo, a informação disponível apontava um Siena prata.

Com o avanço da ocorrência, o registro policial identificou o veículo de Bruno como Chevrolet Prisma prata — por isso, esta atualização adota a identificação presente no boletim.

A primeira reportagem sobre a morte na Avenida do Povo pode ser consultada no Vale 360 News.

O que a Polícia Civil precisa esclarecer agora?

A principal questão é reconstruir o que aconteceu antes do disparo. A investigação precisa apurar como começou a discussão, o comportamento de cada envolvido e o momento exato em que a arma foi usada.

A polícia também pode buscar imagens de câmeras da região. Outros pontos relevantes são a existência e a localização da faca citada pela defesa, a distância entre os envolvidos e a posição dos veículos e das pessoas no momento do tiro. A análise da pistola apreendida também integra o conjunto de provas — só depois dessas diligências será possível montar uma versão mais completa da dinâmica.

Taubaté já registrou outros casos graves após discussões no trânsito?

Sim, mas sem relação conhecida com o homicídio desta quarta. Em fevereiro de 2025, o Vale 360 News publicou o caso de um motociclista que morreu após uma agressão durante uma briga de trânsito, com a confusão iniciada após um acidente na Avenida dos Bombeiros.

Em março de 2026, outro desentendimento no trânsito terminou com uma pessoa baleada — o portal mostrou que um garupa de motocicleta foi atingido por tiro depois de uma discussão na Avenida Narizinho.

Bruno Hashimura
Bruno Hashimura, estudante de medicina, morto após discussão no trânsito em Taubaté. Foto: Instagram (Reprodução)

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Jesse Nascimento
Jesse Nascimento

Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.