DIG Jacareí apreende menor por homicídio de Állefy e localiza roupas usadas no crime. Um adolescente apontado como um dos autores do homicídio de Állefy Domingues Maciel de Oliveira, de 28 anos, foi apreendido na manhã desta quarta-feira (19/08), oito dias após o crime. A equipe de Homicídios localizou o jovem na casa dele, no Jardim Paraíso, e encontrou no imóvel as roupas que, segundo a Polícia Civil, foram usadas no dia do assassinato. Durante outra etapa da operação, policiais também apreenderam um segundo adolescente que estava foragido da Justiça. Os dois foram encaminhados à Fundação CASA. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP
A ação representa um avanço em relação aos primeiros dias da investigação. No boletim de ocorrência inicial, a polícia ainda não possuía elementos seguros para identificar os responsáveis pelo crime.
Como Állefy foi morto em Jacareí?
Állefy Domingues Maciel de Oliveira, de 28 anos, foi encontrado morto na madrugada de 11 de agosto após uma ocorrência de disparos de arma de fogo. O crime aconteceu por volta de 0h33.
A DIG informou nesta quarta-feira que o homicídio ocorreu no Residencial Santa Terezinha, na região do Jardim Novo Amanhecer. O Vale 360 News mostrou o homicídio de Állefy em Jacareí logo após o crime, quando a autoria ainda era desconhecida.
Policiais militares chegaram ao local após acionamento do Copom e encontraram a vítima caída. Uma equipe do Samu constatou a morte no próprio endereço.
O que a perícia encontrou no corpo e no local do homicídio?
O exame externo preliminar feito no local apontou cinco perfurações no corpo de Állefy. Duas estavam na região da cabeça, duas em um dos braços e outra na região glútea.
O registro policial ressalta que essas perfurações, por si só, não permitem definir o número exato de tiros, pois um projétil pode causar pontos de entrada e saída. O esclarecimento depende dos exames periciais e necroscópicos.
A perícia também documentou marcas semelhantes a sangue ao longo de um trajeto entre as proximidades da entrada do bloco 7 e o ponto onde o corpo foi encontrado. Na fase inicial, a polícia considerou como hipótese que Állefy pudesse ter sido atingido em outro ponto e se deslocado antes de cair.
Não havia testemunhas presenciais capazes de identificar os autores durante o primeiro atendimento. A arma usada no crime também não apareceu naquela etapa da apuração.
Por que as roupas encontradas pela DIG são importantes para o caso?
A localização das vestimentas na residência do adolescente pode ajudar a Polícia Civil a confrontar os elementos obtidos ao longo da investigação, como imagens, depoimentos e outras provas reunidas após o homicídio.
A Polícia Civil atribui as roupas encontradas nesta quarta-feira ao material usado no dia do crime. A investigação deve definir o peso probatório dessas peças dentro do procedimento.
O boletim original já mencionava buscas por imagens de câmeras de segurança e por informações sobre pessoas que estiveram com a vítima antes da morte. Uma fotografia de uma pessoa que possivelmente manteve contato com Állefy antes do homicídio também entrou nas diligências iniciais.
Naquela fase, entretanto, a polícia deixou claro que a fotografia, isoladamente, não permitia atribuir participação no crime a qualquer pessoa.
Qual era o histórico do adolescente apreendido?
Segundo a DIG de Jacareí, o adolescente já possuía três registros anteriores por atos infracionais análogos ao tráfico de drogas.
A Polícia Civil informou ainda que ele já havia passado por duas apreensões anteriores com encaminhamento à Fundação CASA em razão desses casos.
Um detalhe destacado pelos investigadores é a proximidade entre o homicídio e a maioridade do suspeito. De acordo com a DIG, o adolescente praticou o ato infracional atribuído a ele 12 dias antes de completar 18 anos.
Por que a idade na data do crime importa no caso?
O Estatuto da Criança e do Adolescente estabelece que menores de 18 anos são penalmente inimputáveis e ficam sujeitos às medidas previstas no próprio ECA. A legislação também determina que a idade considerada é aquela que o adolescente tinha na data do fato.
Por esse motivo, o fato de o suspeito completar 18 anos dias após o homicídio não altera, por si só, o regime jurídico aplicável ao ato atribuído a ele. A apuração segue pelas regras relacionadas a atos infracionais, com decisão sob responsabilidade da Justiça da Infância e da Juventude.
A Fundação CASA executa medidas socioeducativas e também recebe adolescentes sujeitos a internação provisória, conforme decisão judicial.

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Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.

