História da Festa do Trabalhador do Novo Horizonte, que talvez você não conheça, vai além da macarronada

Muito antes da famosa macarronada servida em 1º de maio, a Festa do Trabalhador do Novo Horizonte, em São José dos Campos, já representava um marco na história de luta e conquista da moradia para operários da construção civil. Fundado em 1978, o bairro foi idealizado por Pedro Rocha, então presidente do Sintricom (Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil), para abrigar trabalhadores que construíam casas na cidade, mas não tinham a própria residência. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP E RECEBA AS NOTÍCIAS EM PRIMEIRA MÃO

Bairro nasceu da união entre sindicato e trabalhadores

A proposta de Pedro Rocha ganhou o apoio de autoridades locais como o então vereador José Laurindo Portela e o prefeito da época, Ednardo de Paula. O projeto ocupou uma área da antiga Fazenda Santa Emília e destinou 500 lotes exclusivamente para operários da construção civil.

“Era um sonho de quem construía casas, mas não tinha a sua. O Pedro Rocha teve essa visão de garantir moradia digna aos trabalhadores”, afirmou Marcelo Costa, presidente do Sintricom.

O sindicato ajudou com materiais básicos como blocos e telhas para a construção das primeiras casas, erguidas por meio de mutirões realizados aos fins de semana.

Macarronada veio depois dos churrascos dos primeiros anos

Nos dois primeiros anos do bairro, a comemoração era marcada por churrascos comunitários realizados em setembro. Mas, por representar os trabalhadores, a festa foi transferida para o 1º de maio — Dia do Trabalhador — e passou a contar com a tradicional macarronada.

“Hoje temos 10 painéis que mostram como foi a fundação do Novo Horizonte. Muitos moradores novos conhecem só a festa, mas não sabem como tudo começou”, destacou Marcelo Costa.

Memórias de um morador pioneiro: “Bati o dedo no mapa e falei: é aqui”

Maurício Jovelino da Silva, morador da Rua dos Carpinteiros, é um dos primeiros moradores do bairro. Veio de Itatiaia (RJ) em 1972 e morou de aluguel até conhecer o projeto do Novo Horizonte, no final da década de 1970.

“Fui ao sindicato e escolhi meu lote olhando uma planta. Vim para a inauguração e nunca mais saí. Meus filhos cresceram aqui e hoje são professores, médicos. Construí para meus pais, cumpri minha promessa de infância”, contou.

Além de operário, Maurício foi também o primeiro missionário evangélico da região, responsável por trazer a Assembleia de Deus para a zona leste da cidade. “Hoje estou aposentado e muito grato a Deus e a essa comunidade.”

Outro personagem marcante da história do bairro é Sebastião do Nascimento, aposentado e ex-soldador da Petrobras (Revap). Natural de Coimbra (MG), ele chegou a São José dos Campos há cerca de 40 anos.

“Vim primeiro, depois meus irmãos vieram. Fui abrindo caminho para a família, e a gente foi enraizando em São José”, disse.

Segundo Sebastião, a localização próxima à refinaria foi essencial para a escolha do terreno:

“Comprei o terreno aqui porque era perto da Petrobras. Aí casei, construí família e participei do crescimento do bairro.”

Ele destaca o desenvolvimento da região e diz que viver em São José dos Campos representa uma conquista:

“Houve muita melhora. Me sinto maravilhado por morar aqui.”

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