Funcionários da Embraer aprovam estado de greve em São José dos Campos. Uma paralisação de uma hora aconteceu nesta terça-feira (11/10) e a decisão do aviso de greve foi tomada em assembleia, da qual participaram cerca de 2 mil trabalhadores, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos. A decisão é uma forma de pressionar a empresa a aceitar a reivindicação dos trabalhadores por aumento real de salário e preservação de todos os direitos. Ainda nesta terça, uma reunião com o Sindicato Patronal, a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) está prevista para acontecer.
Os metalúrgicos reivindicam reajuste de 14%, vale-compras de R$ 800 mensais para todos, renovação da convenção coletiva, Plano de Cargos e Salários (PCS) e proibição da terceirização da produção na fábrica. Desde o ano passado, a Embraer tenta derrubar essa proibição prevista na convenção da categoria. Nas negociações, a Fiesp (representante do setor aeronáutico) propôs a reposição da inflação (8,83%) aos salários, vale-compras de R$ 300 para trabalhadores com salários de até R$ 6.700 e liberação da terceirização na fábrica.
ENTRE NO GRUPO DE NOTÍCIAS DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOSSegundo o Sindicato, com o aviso de greve, os metalúrgicos dão o alerta de que, caso a empresa continue insistindo nessa proposta, a paralisação pode ser deflagrada a qualquer momento. “Desde 2018, a Embraer se recusa a assinar a convenção coletiva dos metalúrgicos. Essa medida coloca em xeque direitos dos trabalhadores e influencia a qualidade dos aviões. A mobilização mostra o quanto os funcionários da empresa estão insatisfeitos com seus salários e com a postura da Embraer, que quer acabar com direitos conquistados em anos anteriores. A decisão de hoje será levada para a mesa de negociação com a Fiesp”, afirma o diretor do Sindicato Herbert Claros.

