Gabinete do ódio na Prefeitura de Caçapava ganhou novo desdobramento após o vereador Maicon Goiembiesqui (Republicanos) se manifestar nas redes sociais sobre a ação da Polícia Civil que cumpriu mandados de busca na sede do Executivo e em dois endereços ligados a investigados. Segundo o parlamentar, ataques feitos por perfil fake teriam tentado desmoralizá-lo e silenciar sua atuação contra a gestão do prefeito Yan Lopes (PODE), que não comentou o assunto. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP
A Secretaria de Segurança Pública em resposta ao Vale 360 News disse que não pode fornecer mais informações porque o caso “tramita sob sigilo”.
A manifestação do vereador foi feita depois da operação realizada pela Polícia Civil na manhã desta quarta-feira (27), em Caçapava. A investigação é conduzida pela Delegacia Seccional de São José dos Campos, após denúncias feitas pelo empresário Eugênio de Freitas e pelo vereador Maicon Goiembiesqui e corre em segredo de Justiça.
Além da Prefeitura de Caçapava, equipes policiais cumpriram diligências em endereços no bairro Real Park e em uma casa no Jardim Santa Isabel.
Gabinete do ódio na Prefeitura de Caçapava: o que disse Maicon
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Maicon afirmou que a Polícia Civil cumpriu mandado de busca e apreensão de computadores e celulares na Prefeitura de Caçapava. O vereador também disse que a internet “não é terra sem lei”.
“A Polícia Civil cumpre mandato de busca e apreensão de computadores e celulares aqui na prefeitura municipal. Internet não é terra sem lei”, afirmou Maicon.
Segundo o vereador, ele teria sofrido um ataque no dia 31 de dezembro de 2025, por meio de um perfil fake. Maicon atribui a criação do perfil a duas pessoas, uma delas, segundo ele, ligada diretamente ao prefeito municipal e servidor público.
Vereador diz que perfil fake tentou desmoralizá-lo
Na manifestação, Maicon afirmou que o ataque teria sido feito por “um assessor ligado diretamente ao prefeito municipal” e por “outro administrador de um grupo de WhatsApp ligado ao prefeito”, que, segundo ele, “vive inclusive ganhando licitações para eventos da cidade”.
“Diante dessa estratégia covarde, cujo objetivo é de me desmoralizar, mentiu para me silenciar”, disse o vereador.
Maicon afirmou ainda que registrou boletim de ocorrência e pediu a apuração dos IPs usados no perfil. Segundo ele, os autores teriam sido descobertos no curso da investigação.
Maicon diz que pediu apreensão de computadores e celulares
O vereador também afirmou que fez representação ao Judiciário para que fosse autorizada a apreensão de equipamentos usados pelos investigados.
“Fiz também uma representação junto ao juiz, a fim de que pudesse ser deliberado o confisco de computadores, de aparelhos celulares”, afirmou.
Na sequência, Maicon disse que a medida busca impedir a continuidade do que chamou de “gabinete do ódio”.
“Nós não possamos mais tolerar esse gabinete do ódio que quer silenciar todos aqueles que se opõem a esse desgoverno do prefeito Yan Lopes”, declarou o vereador.
O que já havia sido divulgado sobre a ação policial
A matéria inicial do Vale 360 News mostrou que a Polícia Civil cumpriu mandados de busca que miram o chamado “gabinete do ódio” na Prefeitura de Caçapava.
A ação aconteceu na sede do Executivo Municipal e em mais dois endereços de pessoas investigadas. A investigação apura denúncias relacionadas a ataques virtuais e possível atuação organizada contra adversários políticos.
Leia a matéria anterior: Polícia Civil cumpre mandados de busca que mira o “gabinete do ódio” na Prefeitura de Caçapava.
O que diz a Prefeitura de Caçapava
A Prefeitura de Caçapava foi procurada após a ação policial e informou, por meio de nota, que tomou conhecimento da operação envolvendo um servidor público.
“A Prefeitura de Caçapava informa que tomou conhecimento sobre a ação realizada pela autoridade policial envolvendo um servidor público”, diz a nota.
A administração municipal afirmou que colaborou com os trabalhos das autoridades e disse que nada foi apreendido nas dependências do poder público.
“A administração municipal esclarece que colaborou integralmente com os trabalhos das autoridades, as quais não encontraram nenhum objeto na busca e não realizaram nenhuma apreensão nas dependências do poder público”, informou.
A Prefeitura também disse que, até o momento, não há apontamento de irregularidade envolvendo o Executivo nem comprovação de participação do servidor nos fatos investigados.
“Até o presente momento, não há qualquer apontamento de irregularidades envolvendo a Prefeitura, tampouco comprovação de participação do servidor nos fatos investigados”, completou.
Novo Questionamento à Prefeitura
Depois da divulgação do vídeo, a reportagem procurou novamente a assessoria da Prefeitura para saber se o Prefeito Yan Lopes iria se posicionar a respeito do conteúdo da mensagem divulgado pelo vereador e ainda não obteve respostas.
Investigação segue em andamento
A manifestação de Maicon acrescenta a versão do vereador ao caso e reforça a origem da denúncia que motivou a investigação. A Polícia Civil ainda deve analisar materiais eventualmente relacionados às diligências, ouvir envolvidos e avaliar elementos técnicos, como dados digitais e registros de acesso.
Até esta atualização, não havia informação oficial sobre eventual indiciamento, denúncia do Ministério Público ou conclusão do inquérito.
Apuração envolve ataques virtuais e perfis fake
O ponto central da investigação é a suspeita de uso de perfis falsos para ataques políticos e tentativa de desmoralização de opositores. Maicon afirma que foi alvo direto dessa ação e que acionou a polícia para identificar os responsáveis.
Em casos desse tipo, a apuração costuma depender de dados técnicos, como identificação de IPs, aparelhos usados, contas vinculadas, registros de plataformas e eventual conexão entre autores e administradores de perfis ou grupos.
Disputa política em Caçapava
O caso ocorre em meio a uma relação política marcada por embates entre a gestão municipal e vereadores de oposição. Maicon Goiembiesqui é um dos parlamentares citados em debates recentes envolvendo a administração de Yan Lopes.
O portal já mostrou o prefeito Yan Lopes rebatendo críticas de vereador em entrevista sobre concursos, reajuste escalonado e terceirização na administração municipal. Também publicou o resultado das eleições municipais em Caçapava, em que Maicon foi reeleito pelo Republicanos.
O que observar daqui para frente
Os próximos passos da investigação devem indicar se houve crime, quem teria operado os perfis, se servidores públicos ou prestadores de serviço participaram da ação e se recursos públicos, equipamentos ou estrutura administrativa foram usados.
Também será importante acompanhar se a Polícia Civil representará por novas medidas, se haverá manifestação do Ministério Público e se os investigados apresentarão defesa ou esclarecimentos.
Perguntas frequentes
O que é o caso do gabinete do ódio na Prefeitura de Caçapava?
É uma investigação da Polícia Civil sobre suspeita de ataques virtuais e uso de perfil fake contra adversários políticos, com diligências realizadas na Prefeitura de Caçapava e em outros dois endereços.
Quem denunciou o caso?
A investigação teve origem após denúncias do empresário Eugênio de Freitas e do vereador Maicon Goiembiesqui, do Republicanos.
O que Maicon Goiembiesqui disse?
Maicon afirmou que sofreu ataque de perfil fake em 31 de dezembro de 2025 e que a ação teria como objetivo desmoralizá-lo e silenciar sua atuação política.
O que a Polícia Civil cumpriu?
Segundo o vereador, foram cumpridos mandados de busca e apreensão de computadores e celulares. A ação ocorreu na Prefeitura e em outros endereços investigados.
O que disse a Prefeitura de Caçapava?
A Prefeitura informou que colaborou integralmente com a ação, que nada foi apreendido nas dependências do poder público e que não há, até o momento, comprovação de participação de servidor nos fatos investigados.
Houve apreensão dentro da Prefeitura?
Segundo a nota da Prefeitura de Caçapava, as autoridades não encontraram nenhum objeto e não realizaram apreensão nas dependências do poder público.
Alguém foi preso?
Até esta atualização, não há informação de prisão relacionada à operação.
A investigação já foi concluída?
Não. A investigação segue em andamento pela Polícia Civil.
Qual será o próximo passo?
A Polícia Civil deve analisar elementos coletados, dados digitais, depoimentos e eventuais vínculos entre perfis, aparelhos e pessoas investigadas.
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Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.

