Homem morre após queda durante poda de árvore em Pinda

Homem morre após queda durante poda de árvore em Pinda. A vítima tinha 38 anos e morreu após acidente na Rua Condessa de Vimieiro, no Alto do Cardoso, na tarde deste sábado (18/07). O Samu conseguiu reverter uma primeira parada cardiorrespiratória, mas a vítima sofreu nova parada e teve o óbito constatado no Pronto-Socorro Municipal às 16h15; a Polícia Civil solicitou a remoção do corpo ao Instituto Médico Legal para esclarecer a causa da morte. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP

A vítima foi identificada como Jorge Lourenço da Silva. De acordo com o boletim de ocorrência, ele podava uma árvore por volta das 14h55, quando sofreu a queda.

Terceiros encontraram o homem inconsciente e sem resposta. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência chegou ao local às 15h09 e iniciou os primeiros socorros.

O caso foi registrado pela Polícia Civil como morte suspeita e morte acidental. Essas classificações representam a fase inicial da apuração e não confirmam, por si só, a causa exata do óbito.

Como ocorreu a queda durante a poda da árvore?

O boletim informa que Jorge executava um serviço de poda quando sofreu a queda. O documento, porém, não esclarece de qual altura ele caiu, se estava sobre uma escada, plataforma ou na própria árvore.

Também não há informação sobre o uso de equipamentos de proteção, a presença de outras pessoas no momento exato do acidente ou a possibilidade de um galho ter atingido a vítima.

A Polícia Civil deverá reunir os relatos das pessoas que encontraram o homem e analisar os resultados dos exames solicitados ao Instituto Médico Legal. Esses elementos podem ajudar a definir a dinâmica da queda.

O boletim também não informa se a poda tinha natureza profissional, se ocorreu em propriedade pública ou privada, nem quem havia solicitado o serviço. Por esse motivo, ainda não é possível apontar eventual falha de segurança ou responsabilidade de terceiros.

Como o Samu tentou salvar a vítima?

A equipe do Samu encontrou o homem em parada cardiorrespiratória. Essa condição ocorre quando o coração deixa de bombear o sangue de forma adequada e a respiração cessa ou se torna insuficiente.

Os socorristas iniciaram as manobras de ressuscitação cardiopulmonar. Após cerca de nove minutos, a equipe conseguiu reverter o primeiro quadro e realizou a intubação para proteger as vias respiratórias e auxiliar a ventilação.

A vítima sofreu uma nova parada cardiorrespiratória. Os profissionais retomaram as manobras e transportaram o homem ao Pronto-Socorro Municipal de Pindamonhangaba.

Na entrada da unidade, o paciente ainda recebia compressões torácicas mecânicas, ventilação manual e suporte por meio da intubação. O boletim cita sangramento pelo nariz, hematoma ao redor do olho esquerdo e ausência de reação das pupilas à luz.

A equipe hospitalar manteve os protocolos avançados de ressuscitação por aproximadamente 40 minutos. Não houve retorno da circulação espontânea, e o óbito foi constatado às 16h15.

Por que o caso foi registrado como morte suspeita?

A expressão “morte suspeita” indica que a causa e as circunstâncias do óbito ainda dependem de confirmação técnica. A classificação não significa que a polícia tenha identificado um crime.

No mesmo registro, a Polícia Civil incluiu a natureza de morte acidental, compatível com o relato de queda durante a poda. Os dois termos não representam uma contradição.

A hipótese inicial aponta para um acidente, mas os exames precisam esclarecer se a morte decorreu das lesões da queda, de uma condição clínica anterior ou de uma combinação de fatores.

O laudo do Instituto Médico Legal também poderá indicar a extensão dos traumas e a relação deles com o óbito. Até a conclusão dos exames, qualquer afirmação definitiva sobre a causa seria prematura.

O que o exame do Instituto Médico Legal pode esclarecer?

A Polícia Civil solicitou a remoção do corpo ao Instituto Médico Legal para a realização do exame necroscópico. O procedimento busca determinar a causa médica da morte e documentar as lesões encontradas.

Os peritos podem analisar os ferimentos externos e internos e verificar quais alterações possuem relação com a queda. O resultado também pode orientar outras diligências policiais.

Após a emissão dos laudos, a autoridade policial poderá manter a classificação de morte acidental ou adotar outras providências, caso surjam elementos diferentes da versão inicial.

O prazo para conclusão depende dos procedimentos técnicos e da unidade responsável. O boletim não apresenta uma previsão para a entrega dos resultados.

Quais medidas de segurança a poda em altura exige?

Atividades de poda podem apresentar risco de queda, impacto de galhos, contato com ferramentas cortantes e proximidade de instalações elétricas. A avaliação prévia do local reduz a exposição do podador e das pessoas próximas.

A Norma Regulamentadora nº 35, do Ministério do Trabalho e Emprego, estabelece medidas de prevenção, planejamento, organização e execução para atividades profissionais em altura com risco de queda.

As medidas podem envolver análise de risco, definição do método de acesso, supervisão, capacitação e escolha de sistemas de proteção. O equipamento adequado varia conforme a altura, a estrutura da árvore e as características do serviço.

A área abaixo dos galhos também precisa de controle para evitar que pessoas permaneçam no ponto de queda de ferramentas ou partes da árvore. Serviços próximos à rede elétrica exigem avaliação específica e profissionais habilitados.

O boletim não informa a altura da queda, os equipamentos usados ou as condições da árvore. Portanto, não há elementos suficientes para afirmar se alguma norma de segurança deixou de ser cumprida.

Quais acidentes semelhantes já ocorreram na região?

Em março de 2025, um homem morreu após ser atingido por uma árvore durante um serviço de poda em Pindamonhangaba. Naquela ocorrência, a árvore teria ricocheteado após o corte e atingido o corpo da vítima.

Em fevereiro de 2026, um trabalhador de 35 anos morreu durante o corte de um eucalipto em Guaratinguetá. O acidente ocorreu em uma estrada da zona rural.

O Vale 360 News também noticiou o caso de um bombeiro que morreu após cair de uma árvore de cerca de 15 metros em Guaratinguetá, em agosto de 2024.

Embora os episódios envolvam árvores ou trabalho em altura, cada acidente possui circunstâncias próprias. A comparação não permite atribuir a mesma causa ou eventual responsabilidade ao caso do Alto do Cardoso.

O que fazer após uma queda de altura?

Uma queda de altura pode causar lesões na cabeça, na coluna, no tórax e em outras partes do corpo, mesmo quando a pessoa não apresenta ferimentos visíveis.

O Samu deve ser acionado pelo telefone 192 em situações de urgência médica. A pessoa que fizer a ligação precisa informar o endereço, um ponto de referência, a altura aproximada da queda e o estado de consciência da vítima.

A orientação transmitida pelo médico regulador deve ser seguida até a chegada da equipe. Alimentos, água ou medicamentos não devem ser oferecidos à pessoa ferida.

Em caso de risco no local, como galhos instáveis, fios elétricos ou ferramentas ligadas, as demais pessoas devem manter distância. A aproximação sem segurança pode causar uma segunda vítima.

Homem morre após queda durante poda de árvore em Pinda
Foto: Google Maps

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Perguntas frequentes sobre o homem que morreu durante poda de árvore em Pindamonhangaba

Quem era o homem que morreu durante a poda?

A vítima foi identificada como Jorge Lourenço da Silva, de 38 anos.

Onde e quando ocorreu a queda?

A queda ocorreu na Rua Condessa de Vimieiro, no Alto do Cardoso, em Pindamonhangaba, na tarde de 18 de julho de 2026.

O que o Samu fez para tentar salvar a vítima?

O Samu realizou manobras de ressuscitação, reverteu uma primeira parada cardiorrespiratória, fez a intubação e levou a vítima ao pronto-socorro.

Por que a Polícia Civil registrou a morte como suspeita?

A classificação indica que a causa e as circunstâncias da morte ainda dependem dos exames e das demais diligências policiais.

A causa da morte já foi confirmada?

Não. O corpo foi levado ao Instituto Médico Legal, e a Polícia Civil aguarda os exames para esclarecer a causa da morte.

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Jesse Nascimento
Jesse Nascimento

Fundador e jornalista do Vale 360 News. Especialista em Gestão da Comunicação de Mídias Digitais, com passagens pelas Rádios Globo e CBN do Grupo Globo e pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, onde atuou como Chefe de Reportagem, apresentador, repórter e produtor. Cobre o Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.