Motoristas e cobradores de ônibus de São José dos Campos, Jacareí e Taubaté decidem em assembleia próximos passos da campanha salarial. O Sindicato dos Condutores do Vale do Paraíba convocou assembleias para esta sexta-feira (13/06), às 10h e 15h. Embora não haja previsão de atrasos na saída dos ônibus nesta sexta-feira, o sindicato não descarta essa possibilidade para a próxima semana, dependendo do que ficar decidido na assembleia. CLIQUE AQUI E ENTRE NO NOSSO CANAL DO WHATSAPP E RECEBA AS NOTÍCIAS EM PRIMEIRA MÃO
O presidente do sindicato, Ronaldo Costa, conhecido como Ripa, afirmou em entrevista ao Vale 360 News, que os patrões ainda não apresentaram proposta que contemple sequer a reposição inflacionária. “A reunião da terça-feira (10) não foi produtiva. O caminho que a gente tem é mobilizar a categoria cada vez mais”, declarou.
“Quem for à assembleia vai decidir o futuro da campanha sindical. Seja um trabalhador, meia dúzia ou trezentos, é ele quem vai decidir”, disse Ripa.
Empresas oferecem 4%, abaixo da inflação
Segundo o sindicato, os representantes patronais têm resistido às reivindicações da categoria desde o início das tratativas. A proposta atual das empresas é de 4% de reajuste, valor abaixo da inflação acumulada do período, estimada em 5,32%.
“A patronal contrata um advogado em São Paulo e outro diretor do sindicato patronal de Taubaté, mas eles estão engessados. A negociação não avança porque eles próprios não têm autonomia para negociar”, afirmou Ripa.
Greve está descartada por enquanto, mas categoria pode atrasar saídas
O presidente do sindicato reafirmou que, por ora, uma greve está descartada, mas mobilizações nas garagens com possibilidade de atrasos nas saídas dos ônibus não estão fora de cogitação.
“Greve só vai ter quando for comunicada oficialmente com 72 horas de antecedência. O que pode acontecer são atrasos por conta da necessidade de reunir os trabalhadores para assembleias”, explicou.
Críticas à postura patronal
Durante a entrevista, Ripa também fez críticas ao setor patronal e à condução das negociações. “O empresário visa lucro, lucro e lucro. E se sobrar tempo, visa lucro também”, ironizou.
Ele também questionou a justificativa das empresas sobre dificuldades financeiras. “A gente vê ônibus lotados como lata de sardinha em São José, Jacareí, Taubaté… e ainda dizem que não têm condições de dar reajuste. Isso é inaceitável.”
Ripa ainda afirmou que parte do setor é beneficiada com subsídios públicos, mas não demonstra interesse em atender às demandas dos trabalhadores. “Quem está deixando a população sem transporte não é o sindicato, são as empresas que não negociam com responsabilidade”, concluiu.

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